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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Oh povo acorda! - Ana Coelho

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Quebrou-se o silêncio
naquela noite ao som da voz
de Zeca Afonso… 
Marcharam os oficiais
com os soldados…marcharam
pelas ruas das cidades
a marca de vitória
as ruas encheram-se de alegria!
No ar cravos vermelhos
em aromas de mil esperanças
as barreiras caíram
as correntes soltaram-se!

Cinquenta anos passados
as correntes gemem
pelas ruas da calçada
há almas descalças silenciadas
lágrimas sufocadas
a desilusão começa a trazer esquecimento…

A história parece quer repetir-se
Os lobos não dormem…
As serpentes espreitam…
oh povo acorda!
antes que tudo dê a volta
sem volta a dar
nos silêncios
que se podem agora quebrar!

EM - LIBERDADE - COLETÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Somos... o que somos - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Saibam mais do projecto Mulherio das Letras Portugal neste link
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Emoções mais puras
na verdade que conduz
a alma do poema,
natureza crua, vivências simples
em busca de luz e esperança...

A realidade da liberdade
ecos perdidos
sem medos nem segredos
somos vida,
na luz da poesia
filhos de um Deus Maior...

Alegres fragrâncias
com o som do vento,
destino que somos
perfumes da natureza,
luz que guia
cânticos da vida em página coloridas
somos... o que somos
na soma do que fazemos!

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - COLECTÃNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Viagem Universal - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Há um caminho aberto ao olhar
um lugar que aguarda a passagem
num relógio sem tempo
com as horas embaladas pelo Luar...

Peregrinos... caminhantes
com as raízes vincadas na terra
um rio que abraça as chuvas
na fertilidade crescente
até à nascente do amanhã...

O pó das colheitas
numa imensidão perdida
de tempos em tempos
no labirinto mais fundo
da mente em pensamentos cruzados...

Brota no tempo certo a flor
os aromas primaveris
nos encontros sagrados
das almas que procuram
a porta invisível
a passagem além terra...

EM - TOCA A ESCREVER 2021 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

domingo, 11 de abril de 2021

A dança alegre dos sentidos - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Violinos no olhar... palavras a soletrar
sorrisos não molhados
bailados delicados no movimento articulado
do corpo envelhecido numa alma nova!

O perfume da memória conhecendo os sonhos
mel do sol que me envolve e deixo entrar...

Lua e flor... tudo se uniu
ao som espiritual do olhar clarificado...

Voz e silêncio
na estrada nova sem listas a separar...

A dança alegre dos sentidos
porta da exultação no caminho,
esperança com o amor na mão
lume de estrelas num mar de luar
acende as canções do vento que vestem a pele...

Desenhar o mundo para melhor viver
na arte de amar... no amor com arte sem limites,
a voz que quer cantar... a mão que deseja criar
a alma que não deixa de sonhar
com a união sem manobras de ilusão!

EM - TOCA A ESCREVER 2021 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Na verdade que nos conduz - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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O universo não é cego
é justo e assertivo
abre os caminhos pelo mundo
para nos levar ao lugar certo
da casa que nos foi guardada,
no livre arbítrio da vida
somos a liberdade das escolhas
a liberdade é a nossa medalha
que não pudemos deixar aprisionada,
nem sempre ouvimos o silêncio
nem sempre vamos pelo lado certo
... há sempre um novo caminho
uma luz que se fará ouvir;
parar para ouvir é preciso
parar para ver é importante,
repensar é dizer ao universo
que estamos abertos ao ensinamento,
é este o destino
caminhar aprender, obedecer
e nada conhecer do futuro,
sem nada se saber, apenas a repensar, para melhor conhecer,
... um dia chegaremos a casa, à casa de luz
em asas purificadas
na verdade que nos conduz!

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Meu olhar teu - ANA COELHO e JOÃO DORDIO


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Cada vez mais o meu olhar se faz da tua alma
Preciso-te em caminho de paz e loucura
Porque o meu olhar vive desta contradição
Sim, ainda vive. Passado todo este tempo...
Levaste tudo, menos o meu olhar teu...

Levaste tudo sem remorsos meus
Deixaste o teu perfume na minha alma
A cada lágrima minha
A tua essência se aflora sem demora
Vives dentro de mim, és vida para lá da existência...

Meu olhar teu é pedra de riacho ou de calçada
Meu olhar teu é nascente e poente do que fica e não morre
Preciso do que levaste e ainda levas para desenhares
No meu rosto o caminho para os teus lábios
Porque os nossos beijos serão sempre a casa do meu olhar teu...

A alma viaja pelas nuances coloridas
Lembranças que sorriem nos teus lábios
Alegram todas as pontas soltas numa linha sem nos
A casa que é abrigo para os silêncios com beijos de ternura
Quando és ausência e a memória te tem presente
Um trilho que se distanciou
E agora no topo da montanha és o sol que sempre foste
A brilhar para lá das nuvens que são os desenhos
Construídos nos sonhos. Sem partidas!

EM - DUETOS DORDIANOS - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Veracidade de gente de verdade - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR ADRIANA MAYRINCK

É um grito,
um grito de união
um grito
contra todos os ventos
em todos os tempos!

São mãos que se tocam
abraços que se alongam,
sorrisos que demonstram
o sentido da felicidade...

União
imensa demonstração sincera
desta palavra tão quimera
no mundo que não olha,
que vive sem entender
que há uma força... muita força
para todas as adversidades vencer...

É um grito
de dentro para fora
com a veracidade de gente de verdade!

Gente de verdade que toca o coração
e precisa que a palavra união
lhes chegue em forma de comparticipação!

EM - LIVRO ABERTO 2019 - COLECTÂNEA - EDIÇÃO DE AUTOR

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mulher... és os (a)braços do universo - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Ainda há preconceito
num mundo de direitos,
na humanidade não há igualdade
há gentes... povos... costumes...
legiões... ou religiões
que ser mulher
é ser um objeto qualquer...

Mesmo nos civilizados
mundos
ser mulher tem sinónimos,
significados ultrajados de lealdade!

Ah! Mas ser mulher
é mais que qualquer ilusão
definição ou instrumentalização,
é o coração à semelhança do Divino!

É amor no seu maior valor...

Mão sensível, ardente de quente
que vem de dentro,
força incontida sem medida...

Mãe, amiga... amante!

Tem a imensidão
de amar em lágrimas
sofrer em forte doer, num sorriso
que faz prevalecer e renascer todos os seres...

Corpo frágil sempre ágil
espírito ameno... sereno
guerreira, leoa a lutar
na arma de amar...

Oh! Mulher não deixes
que te usem
tratem de uma forma qualquer...

És os (a)braços do universo
que suporta todos os inversos da vida
para acolher todos os seres...

Mulher dentro do teu ser
nascem... crescem... amadurecem
os que no planeta florescem,
porque és tu mulher a formação
do coração da humanidade
em todos os sexos e pelo séculos...

Sê mulher e não uma qualquer
não te detenhas em formas estranhas
exige ao mundo a igualdade sem disparidade!

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - ANTOLOGIA - IN-FINITA

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Voo dos tempos eternos - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Quando eu me for embora
ficam as minhas palavras
em perdidas e sentidas poesias
espalhadas pelas almas
que as conseguiram encontrar
enquanto vida no tempo...

E algumas histórias
escritas na ficção de viver personagens
em pouco tempo,
tudo o resto será o que quiserem...

A minha alma nesse dia
partirá livre
no voo dos tempos eternos
para não voltar
porque o descanso é chegado
nesta última partida
sem herança tudo deixo...

Nos cadernos de poesia
viverei
para os olhares que os quiserem encontrar!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS III - ANTOLOGIA - IN-FINITA

domingo, 9 de dezembro de 2018

Confissão - ANA COELHO

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Confesso que te menti
quando um dia escrevi
que não te diria adeus
que ficaria eternamente
com a mão na tua
e os lábios a dançarem para ti...

Confesso que as palavras
agora morrem na alegria
despida de mim
já nada contam as palavras
nem as frases
que para ti escrevi a cantar...

Confesso que sempre te amarei
e que tudo o que te direi
é o silêncio onde me encontras...

Confesso que te soube perdoar
em todas as lágrimas sorridas para ti
e que tudo o que quero
é sentir o teu olhar a sorrir
mesmo distante de mim...

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS III - ANTOLOGIA - IN-FINITA

sábado, 8 de dezembro de 2018

Assaltar o mundo dos medos - ANA COELHO

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Por ti desfolhei estações
soltei o perfume da primavera
nos rebentos do tempo,
nas minhas mãos dei a voz
ao poema que há em ti,
quando nesse universo teu
me abraças com o olhar
num corpo preso sem tempo
na cadeira dos sonhos (in)completos,
de sorriso aberto
a inocência da infância
patente na mais pura lembrança...

No teu rosto encontro as forças
para na chuva caminhar,
sem vacilar, ao encontro desse teu ser
especial... universal,
que aceita a linha do destino
como o desfolhar de um malmequer
na sorte de ser eterna criança...

Por ti descobri
como assaltar o mundo dos medos
sem escuridão nem segredos,
abraçamos a união divina
amando uma só vida, a tua
entregue ao meu descobrir inteiro
como um tesouro recolhido por um marinheiro!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS III - ANTOLOGIA - IN-FINITA

sábado, 11 de agosto de 2018

Verbos do tempo - ANA COELHO

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Procurei nos teus olhos
o brilho que se esboçava no sorriso...

Distraí o pensamento
porque escutava no meu ouvido
os murmúrios da alma
que afinal era a minha...

Dentro desses olhos
tudo o que vi perante mim
foi aquilo que quis achar
sem achas a queimar...

Eram o sol
do meu espelho a referenciar...

Ah! Mas o aliado tempo
rasgou com ventos
as brumas de neblina
colocou o olhar acima dos sorrisos...

Agora, contemplo os verbos do tempo
com os olhos no alto dos lábios
onde tudo está anotado
sem que seja preciso pensar
porque as imagens dançam
cantam fados com xailes negros
nos ombros onde o peso
recolheu o medo no voo dos enganos!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Poesia... harmonia e entendimento - ANA COELHO

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Poesia não são só quadras soltas
onde o leilão é par do balão
em nome de um refrão
que nada diz, nem toca o coração...

A poesia é liberdade do pensamento
em escrita com harmonia e entendimento,
rimar para alegrar somente,
o som dos versos ficam descontentes...

Triste sina de um poema morto...

Um poema é a multiplicidade
de muitos temas, com ou sem rima
dentro do poema os versos, têm que ter vida
para se moverem dentro do âmago do seu leitor!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Partir as amarras... dói! - ANA COELHO

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Sim, naquele dia perdi-te,
eu sei!
Libertei palavras desconcertadas
tomei consciência que o cordão umbilical
tinha que ser cortado

... agora dói-me... dói-te... dói...

Fez-se a verdade entre nós

Tu no teu caminho, eu no meu
sempre a olhar o teu
com o sorriso aberto
o coração apertado

Cada um no seu lado
da ponte que eternamente nos une

Sem te tocar
sinto o teu cheiro,
correm águas escondidas...
Perdi-te, eu sei!
Nasceste para teres o teu destino nunca o meu!

Esqueci-me, o tempo da maturidade
encarregou-se de me lembrar que vieste a mim
o tempo de te preparar
até ao separar das margens!
Separar e superar
porque te amo como ninguém te vai amar
é assim o destino de todos nós
... partir as amarras...

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

No meu peito - ANA COELHO

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Pedes-me palavras de poesia
como posso eu escrever-te?
Se tudo o que escrevo
morre, nas páginas roucas
do meu caderno solitário...

As palavras nascem-me no ventre
morrem logo após, num sopro
que as ausenta de mim...

Como poderei eu escrever-te?
Se vives dentro de mim
embebido, no meu peito
em noites e dias de comunhão!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Na sombra da terra - ANA COELHO

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A aventura de sermos vida
é esta a fonte que caí
num rio como um destino,
dos leitos nada sabemos
das correntes não entendemos...

No arremesso da esperança
deitamos tantas vezes o corpo
no berço do luar,
no manto escuro que a cobre
balançamos...

Na sombra da terra
cegamos
no lugar do corpo
os movimentos outonais...

Submersos aprendemos
o valor do essencial
e rimos das banalidades
que outrora julgamos fundamentais!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Há um tempo em que é tarde - ANA COELHO

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Tarde, muito tarde
para lamentos ou pesar
... esboços de um coração
sentido
é tudo aquilo
que agora consigo...

Gritam audazes alguns
que nunca é tarde
mas não é verdade!

Há um tempo em que é tarde
é mesmo tarde
assim como a folha caída
não volta à árvore de onde é nascida...

Agora é tarde
muito tarde...

Num caminho que não
tem retorno
nem remendar as horas
é um ato possível...

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

sábado, 7 de julho de 2018

Escrever o poema - ANA COELHO

Escrever
é abrir a alma ao mundo
mesmo sem o entender...

Ou que o mundo entenda
a emoção do escrever!

Escrever é dar vida aos silêncios,
ser mudança com esperança...

Corre sangue
tantas vezes nas palavras
e ninguém o sente
nem lhe vê a cor rubra

Que se acumula no sorrir
numa veste de dor
que não se quer dar a ver...

Não é cobardia, nem hipocrisia
é somente o legado do poeta
que anseia o mundo
num caminho de pétalas

Onde sonha escrever
alegrias de viver
Ah! mas tantas vezes
o sofrer é o carimbo nos versos
que ninguém sabe recolher!

EM - LIVRO ABERTO - ANTOLOGIA - EDIÇÃO DE AUTOR

terça-feira, 27 de março de 2018

Cada palavra é a minha pele - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA
Saibam sobre a autora e o livro neste link
Conheçam a editora neste link 

Toca devagar nas minhas palavras
desfolha com os sentidos
cada metáfora por mim esboçada!

Cada palavra é a minha pele
em ardentes momentos
habitadas por inteiro
num gesto denso com a tranparência
que se encontra para lá da escrita...

Nas mãos declinam emoções
em pedaços de ontem
com o amanhã em solidões
que o hoje conhece sem esquecer...

Se encontrares imagens nas palavras
encontraste a minha alma
com ela fica na tua viagem
em viragens de fragmentos que unem
os eternos caminhos dos sinceros encontros!

EM - AS FOLHAS APÓS O VENDAVAL - ANA COELHO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

sábado, 17 de março de 2018

Onde as nuvens pousam - ANA COELHO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA
Saibam sobre a autora e o livro neste link
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Não é da morte que tenho medo
porque a maldade é vida
nela os caminhos fazem-se dor
em lágrimas descoloridas...

A dor é medo e a medo é dorido
nos desbotados dias
onde as nuvens pousam
sem licença, sentenças de morte.

Só a vida sente, a morte nada consente
viver é o imperativo, onde me sustento
entre dores e medos luto... mas não ausento!

A vida pode ser uma ausência
a morte a presença, que nunca esquece
tudo depende daquilo que é a vida
feita de gestos presentes
porque as palavras não morrem
mas podem ser mortas, numa extensa vida!

EM - AS FOLHAS APÓS O VENDAVAL - ANA COELHO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA