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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Palavras - MARIA CLEIDE BERNAL

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Palavras ao vento
Sem sentimento
Só pensamento
Palavras, palavras...
Pra que dizê-las?

                        Palavras ressentidas
Que ferem a alma
                       Machucam o coração
Palavras, mera provocação!
Pra que dizê-las?

Palavras, vãs tagarelices
Sílabas que apartam
Palavras traiçoeiras
Silenciosas rompem elos
Pra que dizê-las?

                       Palavras que unem
Outras que nutrem
Sons melodiosos que encantam
Palavras amorosas conexas
Por que não dizê-las?

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

domingo, 23 de maio de 2021

Refazendo - MARIA CLEIDE BERNAL

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Numa noite de lua cheia fico cheia de sentir
Sentir tristeza, saudade, sentir o afago do vento
em minha pele
Sentir o brilho que penetra em minhas entranhas
Viver, morrer, renascer... reviver!
Já não suporto a insensatez do viver em vão
Pra que mundos se foi a minha primavera?
Se o verão nem chegou, não colhi as flores dos ipês
E nem apanhei os sapotís, ainda verdes presos nos galhos!
Por que o outono haveria de chegar tão cedo
Pra onde se escondeu o sol embaçado em densas nuvens?
Fugindo do esplendor da lua cheia em céu nublado
Deixando-me órfã do encantamento e da claridade.
Noite de luz e de penumbras se faz presente em mim
Permanecerei nas sombras do passado que é só memória
Pois ele já não existe, o tempo apagou suas pegadas
Ou viverei o presente, refazendo o seu significado?

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sábado, 22 de maio de 2021

Noite de verão - MARIA CLEIDE BERNAL

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Aconteceu como num sonho
O que esperei nem sei por quanto tempo,
Ele chegou suavemente...
Deitou-se na rede como de costume
E permaneceu imóvel como a refletir
Sem que eu esperasse largou-se em minha cama
Desligou a televisão e apagou a luz
Deitou-se ao meu lado e me abraçou.
Senti-me desejada como nunca
Entreguei-me sem medo
Afastei de minha mente todos os pesadelos
Os fantasmas da rejeição foram banidos
Na brisa da noite silenciosa que caía
Acariciei seu corpo inteiro sem pressa
Sentindo na pele seu cheiro e sabor,
No seu abraço uma eternidade...
Guardei no coração este momento sagrado
De transfiguração do meu ser presente
Como magia para reconfigurar minha mente
Marcada por tantos revezes.
Hoje é dia de celebrar!
O desapego às concepções errôneas
Sobre o sentido do amor terreno
Larguei no vazio a dor encouraçada no peito.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Insônia - MARIA CLEIDE BERNAL

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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A cama é muito espaçosa
Os lençóis revoltos me envolvem
Cerro os olhos mas meu corpo se agita
Rezo uma prece pra me acalmar,
Recito mantras, mentalizo estrelas.
Estou leve e lúcida, sem sono
Não penso no dia de amanhã
Meu corpo é um vulcão ativo
E penso no lobo das estepes
Desde quando me cravou seu ardor?
A insensatez me deixa tonta e sem ar
Por guardar tantos mistérios...
Fogueira em chamas trepidante
A moer meus nervos, minha identidade
Quero correr nua até este fogo queimar.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

A primavera na cidade - MARIA CLEIDE BERNAL

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Chegou a primavera
E a gente nem se deu conta
Que o tempo já mudou
Chegou o vento, chegou o calor
E a gente nem percebeu
Que foi o verão que chegou,
Mas como miramos no asfalto
Com olhos sombrios e enlutados
Não vemos que a primavera chegou,
Quando olhamos para o alto
Com vista mais aprumada
Por certo vamos avistar as flores dos ipês.
E nem percebemos que as flores amarelas
Singelas que embelezam nossos caminhos
Muito alegram a nossa visão!
As avenidas rosadas e às vezes amareladas
Da paisagem urbana desta cidade
Quase não são notadas...
São as máquinas nas ruas,
Túneis e viadutos em obras
Que ofuscam a beleza do lugar.
Minha cidade já foi tão bela.
Agora desfigurada!
Cadê o direito dos caminhantes,
condutores e viajantes?

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Refazendo - MARIA CLEIDE BERNAL

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Numa noite de lua cheia fico cheia de sentir
Sentir tristeza, saudade, sentir o afago do vento em minha pele
Sentir o brilho que penetra em minhas entranhas
Viver, morrer, renascer... reviver!

Já não suporto a insensatez do viver em vão
Pra que mundos se foi a minha primavera?
Se o verão nem chegou, não colhi as flores dos ipês
E nem apanhei os sapotís, ainda verdes presos nos galhos!

Por que o outono haveria de chegar tão cedo
Pra onde se escondeu o sol embaçado em densas nuvens?
Fugindo do esplendor da lua cheia em céu nublado
Deixando-me órfã do encantamento e da claridade.

Noite de luz e de penumbras se faz presente em mim
Permanecerei nas sombras do passado que é só memória
Pois ele já não existe, o tempo apagou suas pegadas
Ou viverei o presente, refazendo o seu significado?

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Noite de verão - MARIA CLEIDE BERNAL

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Aconteceu como num sonho
O que esperei nem sei por quanto tempo,
Ele chegou suavemente...
Deitou-se na rede como de costume
E permaneceu imóvel como a refletir
Sem que eu esperasse largou-se em minha cama
Desligou a televisão e apagou a luz
Deitou-se ao meu lado e me abraçou.

Senti-me desejada como nunca
Entreguei-me sem medo
Afastei de minha mente todos os pesadelos
Os fantasmas da rejeição foram banidos
Na brisa da noite silenciosa que caía
Acariciei seu corpo inteiro sem pressa
Sentindo na pele seu cheiro e sabor,
No seu abraço uma eternidade...

Guardei no coração este momento sagrado
De transfiguração do meu ser presente
Como magia para reconfigurar minha mente
Marcada por tantos revezes.
Hoje é dia de celebrar!
O desapego às concepções errôneas
Sobre o sentido do amor terreno
Larguei no vazio a dor encouraçada no peito.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Insônia - MARIA CLEIDE BERNAL

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A cama é muito espaçosa
Os lençóis revoltos me envolvem
Cerro os olhos mas meu corpo se agita
Rezo uma prece pra me acalmar,
Recito mantras, mentalizo estrelas.

Estou leve e lúcida, sem sono
Não penso no dia de amanhã
Meu corpo é um vulcão ativo
E penso no lobo das estepes
Desde quando me cravou seu ardor?

A insensatez me deixa tonta e sem ar
Por guardar tantos mistérios...
Fogueira em chamas trepidante
A moer meus nervos, minha identidade
Quero correr nua até este fogo queimar.

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