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quinta-feira, 26 de maio de 2022

Aparências - VANDA OLIVEIRA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Com três pontinhos almejados se obtêm...
Reticências.
Em jeito de indulgências,
Pensamentos e inteligências.
Significam tudo ou nada ou somente,
Abstinências.
Alinham-nos a salvação e até ausências.
Uma dimensão de heroísmo e experiências.
E tantas reticências…
Às vezes somos um atrevimento de exigências
Armados em eminências,
Mas numa alegoria das consistências
Por onde sigo os teus passos
Sem prever quaisquer consequências.
O que me ofereces são apenas vivências.
Ainda cedes ao cansaço sem demências?
Ou Resistências?
Encho-te de indecências. E divergências.
Anda… vem livre, deixa-me ler-te
Escrever-te antes e depois, eloquências.
Será ineficiência, apego ou persistência?
Nos mistérios que em ti habitam
Só eu sei, os sentimentos inflamam urgências
São estas essências ou carências…
Que nos amparam de prazer e impaciências,
...Com reticências.

EM - INTUIÇÃO - COLETÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 9 de março de 2022

Serão Horas? – VANDA OLIVEIRA

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Conheçam a IN-FINITA neste link

Serão horas de fora? Ou fora de horas?
Ora ou oral,
Que horas serão, afinal?
Oh maçada! O meu relógio estancou!
Além de hora e em fogo de fora?
Há quantos presságios de tempo a tempo...
Lamento o meu relógio estar tão desatento.
Impossibilitando-me de trilhar este agora fenomenal
Ou hora, difícil se encontra este encontro.
Fora em que o sonho alenta, lento e marginal.
Hora e som de rouxinol, terno, quase chora.
Outrora diversa,
Hora de sombra, tamanha de tempo, seja melhor
Flora feita, de simpatia e nostalgia.
Dos ora que fora de hora em hora.
Hora dos solitários. Vários.
Passam horas. Passam fora.
E dos ora que o tédio queima sem apregoar.
For'aqui dos que te querem.
Hora dos que teimam noite e dia...
Cora do mar e do mar paladar...
A mar. Amar.
Hora de acordar. Pedem ao tempo para os avivar.
Fora de febre e de calma,
Hora em que se arruma o som
E o seu em tempo, e se benze o luar.
Fora dos truques e magia.
São ilusões sérias para recordar.
Hora de pensar.
Para existir e criar.
Aflora da saudade e reflectir, e dar.
Como me sentes, tu, eu e para te pintar...
Hora das artes. Aperfeiçoar...
Fora dos que não estão e querem ficar.
Hora dos que imaginam sem se lembrar...
Fora de ti, somente um nome.
Raça, asas, sei lá se para voar
Hora dos órfãos, consolar,
E dos que não têm ninguém para abraçar.
 
Fora dos que sofrem e dos presentes.
De olhos curiosos a compor e a falar.
Hora de vir... na hora. Fora de sol, ávido de luar agora
Hora ao minuto para mim e ti e na hora,
Fora nem mais um minuto, vem, vamo-nos poetizar.

EM - VERSO & PROSA - COLECTÃNEA - IN-FINITA

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Soalheira - VANDA OLIVEIRA

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Olá Mulher adiante, Primavera e cumplicidade
Será esta a Realidade?
Arrisca no chamariz, na coroa de Imperatriz
Majestosamente um Espanto
Livro-me num pranto, escondo-me num Recanto
És um cálice de vinho que impulsiona uma força Motriz.
Apenas uma memória, uma história
O mês primaveril, de Vénus, quente e geratriz um Triz
Hoje Identifico o meu forte, o meu Norte
Olá e Tu, como estás?
Tanto tempo para te falar, não te escondas atrás.
A tua presença que já não via
Diz-me da tua amnesia em feição de cortesia.
Assomas assim tão de repente
Tão sóbria como uma serpente que susto me pregaste!
Vens dessa forma zangada que desassossegaste.
No mesmo assédio que vim
Despontaste e chegaste ao pé de mim.
E és linda, Achei-te digna de te olhar
O efeito, esse continua a deslumbrar!
Recordo bem a tua escrita,
Mesmo discreta ainda hoje me grita.
É um consolo perceber que ainda me desinquietas
Temos cronologia e temos historietas.
Ressai num beijo tão inebriante e saúdo-te,
E Olá com certeza, cumprimento e estudo-te.

EM - MULHERIO DAS LETRAS NA LUA - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Mia no Outono - VANDA OLIVEIRA

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Saibam mais do projecto Conexões Atlânticas neste link
Conheçam a IN-FINITA neste link

Vi um globo ou uma esfera,
E testemunhei que a bolinha pequenina às tantas era...
Uma Gata!
Chorava, miava piamente sem dom nem errata!
Caramba é Outono, tempo das chuvas de prata
Aparecem tantas, seja galega, parda, colorida, abstracta
Ou até politicamente democrata
Ou sangue de malandra, barata!
Como é bom dar colo a tamanha acrobata!
É quente, embalador e fica tão grata!
Gosta de lá estar, parece uma nata!
Bendita hora, bendita data!
Sua... sua Gata!
Gosto de pessoas e destes felinos e felinas e vira-lata
Alguém que a salvasse e não apreciasse somente uma
pata
Que Aristocrata.
É tão brincalhona e gosta de andar à cata
E tudo à sua volta se ata e desata!
Mas que Gata tão negra e tão arraçada
Que não exista um berço para as Donas Ágata.
Pois de Pituca na sua graça foi chamada,
Apesar de mulher, ou gata, é tão pirata!
São tantas, mas esta sabe o seu lugar. É meritocrata
É caso para dizer, Outono sim e sorte da Gata!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS V - COLECTÂNEA - IN-FINITA