Mesmo se fosse vilão, criminoso,
bandido, marginal, fora da lei,
ou mesmo um assassino rancoroso
nunca teria amor vindo de alguém?
Se fosse mesmo um patife, um sacana?
Melhor, um pulha dos bem ordinários.
Teria a voz meiga duma "fulana",
dando-me apoios extraordinários!?
Mas tu chegada ao meu céu tão aflita,
pois de braços caídos te entregaste,
me deste vida, e logo me mataste?
E sem um adeus para me dizer...
Fugiste de mim. Porquê esconder?
P'ra não ouvires esta voz que grita!?
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015
domingo, 20 de abril de 2014
Dois tempos - JOEL LIRA
Enquanto se é jovem, a Primavera,
dá-nos quase tudo...
a "chuva" salgada que existe dentro de nós,
não salpica a terra; cai-nos no peito...
(O vento, nos altos dos céus, por lá circula
em ventania desmesurada...)
A juventude, essa manifestação
de que tudo está certo, corre-lhes nas veias,
batendo forte na alma até ao acordar da realidade!
Enquanto espera (tem tempo!),
a inquietude da juventude
nem pensa que poderá haver um amanhã,
um Inverno, e que o inferno pode esperar.
É que o tempo de hoje é para Amar!
EM - INQUIETAÇÕES - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
dá-nos quase tudo...
a "chuva" salgada que existe dentro de nós,
não salpica a terra; cai-nos no peito...
(O vento, nos altos dos céus, por lá circula
em ventania desmesurada...)
A juventude, essa manifestação
de que tudo está certo, corre-lhes nas veias,
batendo forte na alma até ao acordar da realidade!
Enquanto espera (tem tempo!),
a inquietude da juventude
nem pensa que poderá haver um amanhã,
um Inverno, e que o inferno pode esperar.
É que o tempo de hoje é para Amar!
EM - INQUIETAÇÕES - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
segunda-feira, 10 de março de 2014
Dois tempos - JOEL LIRA
Enquanto se é jovem, a Primavera,
dá-nos quase tudo...
a "chuva" salgada que existe dentro de nós
não salpica a terra; cai-nos no peito...
(O vento, nos altos dos céus, por lá circula
em ventania desmesurada...)
A juventude, essa manifestação
de que tudo está certo, corre-lhes nas veias,
batendo forte na alma até ao acordar da realidade!
Enquanto espera (tem tempo!),
a inquietude da juventude
nem pensa que poderá haver um amanhã,
um Inverno, e que o inferno pode esperar.
É que o tempo de hoje é para Amar!
EM - INQUIETAÇÕES - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
dá-nos quase tudo...
a "chuva" salgada que existe dentro de nós
não salpica a terra; cai-nos no peito...
(O vento, nos altos dos céus, por lá circula
em ventania desmesurada...)
A juventude, essa manifestação
de que tudo está certo, corre-lhes nas veias,
batendo forte na alma até ao acordar da realidade!
Enquanto espera (tem tempo!),
a inquietude da juventude
nem pensa que poderá haver um amanhã,
um Inverno, e que o inferno pode esperar.
É que o tempo de hoje é para Amar!
EM - INQUIETAÇÕES - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Indignado - JOEL LIRA
Estou indignado. Não c'os indignados
que lutaram e vão continuar,
com infernos, governos desgraçados
que pouco a pouc'o pouco vão tirar.
Que pilhagem tão descarad'é esta
dos governos, castos e emproados
que tiram aos pobres o que não resta
e que se vêem quase espezinhados!?
Por este andar teremos de pagar
impostos p'ra dejectar ou mijar
e o pobre está sempre mais depenado!
Eu falo já sem cinto p'ra apertar
por aqui ando e andarei a lutar
já que sou um cidadão indignado.
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
que lutaram e vão continuar,
com infernos, governos desgraçados
que pouco a pouc'o pouco vão tirar.
Que pilhagem tão descarad'é esta
dos governos, castos e emproados
que tiram aos pobres o que não resta
e que se vêem quase espezinhados!?
Por este andar teremos de pagar
impostos p'ra dejectar ou mijar
e o pobre está sempre mais depenado!
Eu falo já sem cinto p'ra apertar
por aqui ando e andarei a lutar
já que sou um cidadão indignado.
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Um caso real - JOEL LIRA
Num dos bancos do jardim,
Queimados pelo sol e pelo uso,
Há um desgaste pelo abuso
Em cada tarde sem fim
Alguém, sentado, curvado,
Tem nas pernas a cabeça.
Ignorando a sentença,
É refém do seu estado.
Seu corpo exala um cheiro,
Moribundo, sem dinheiro,
Ressona perdidamente...
Quem lá passa, vê desgraça,
Nem ele sabe a sua graça.
Só se vê que "aquilo" é gente!
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
Queimados pelo sol e pelo uso,
Há um desgaste pelo abuso
Em cada tarde sem fim
Alguém, sentado, curvado,
Tem nas pernas a cabeça.
Ignorando a sentença,
É refém do seu estado.
Seu corpo exala um cheiro,
Moribundo, sem dinheiro,
Ressona perdidamente...
Quem lá passa, vê desgraça,
Nem ele sabe a sua graça.
Só se vê que "aquilo" é gente!
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Sobe ao palco mais um sonho - JOEL LIRA
Tenho tido na vida dissabores,
inesperados obstáculos, tais,
que a falar deles seriam horrores
e nunca poria fim aos finais!
Mas este de que vos venho falar,
É das quimeras, a mais importante
- subir ao palco e representar,
vendo só à volta o meu semelhante.
Não sou doido mas comporto-me um pouco
pois é sempre o sonho que me faz louco
e que todos nós vamos contemplar:
sobe ao palco o mais empolgante jogo
teatral com um elenco nada oco
dando o seu melhor ao representar!
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
inesperados obstáculos, tais,
que a falar deles seriam horrores
e nunca poria fim aos finais!
Mas este de que vos venho falar,
É das quimeras, a mais importante
- subir ao palco e representar,
vendo só à volta o meu semelhante.
Não sou doido mas comporto-me um pouco
pois é sempre o sonho que me faz louco
e que todos nós vamos contemplar:
sobe ao palco o mais empolgante jogo
teatral com um elenco nada oco
dando o seu melhor ao representar!
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
terça-feira, 5 de março de 2013
A voz de um poeta - JOEL LIRA
Trago comigo a melhor canção de amor
que aprendi na minha escola de ensino:
Foi vida que de mim fez bom professor,
e hoje ainda sei ser um bom menino!
Pomba branca que danças na minha mão
e no bico trazes um raminho de oliveira,
canta ao mundo a letra desta canção,
e dá-me a paz que tens sempre à tua beira!
E a paz dos poetas ditam mil verdades,
mil caminhos, todos eles amizades,
para quem neles queiram, pois, caminhar.
Basta ouvir a cada um deles a canção,
sentir a voz que vai dentro do coração,
e logo tudo aqui se pode transformar!
EM - POESIA AO VENTO - JOEL LIRA - LUA DE MARFIM
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