És a melodia das fontes
a festa dos rios das cascatas.
És o sossego dos montes
na sede que neles matas.
És a minha inspiração
minha alegria
meu mar minha harmonia.
Um violino um piano uma flauta...
Ninfa que corre incauta
ao som de um belo hino.
Água da minha sede
não me faças esperar.
Pode ser que eu consiga
beber-te sem me afogar.
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Magnólia - LÍDIA BORGES
Recolho com o olhar,
derramado no chão,
um Outono cor-de-rosa
em manhã de Primavera.
E não sei
se é euforia ou tristeza
o que vejo da janela.
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derramado no chão,
um Outono cor-de-rosa
em manhã de Primavera.
E não sei
se é euforia ou tristeza
o que vejo da janela.
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sábado, 22 de dezembro de 2012
Nos teus olhos - LIDIA BORGES
Antes de todas as coisas
era a escuridão.
Era o frio que me doía nas mãos,
era a lenta passagem dos minutos, das horas
nos relógios de todos os invernos.
Depois tu vieste e eu descobri
que nos teus olhos
é que as primaveras se escondiam.
Acendeste as estrelas nas noites
e elas transformaram-se em dias.
Despertaste os chãos, os jardins
e todas as palavras
que se íam apagando de mim.
Dos meus dedos voaram borboletas
e a morte morreu nas cascatas de luz
das manhãs que tu inventaste.
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sábado, 23 de junho de 2012
Versos mortos - LÍDIA BORGES
Estou exausta!
Tenho andado a arrancar pela raiz
como ervas daninhas
os esquissos de poemas
que me afloram ao coração.
E são tantos!
Tenho o peito dilacerado,
cheio de versos mortos.
Poemas em pedaços que rasguei
antes que pudesse escrevê-los.
Não resistiram
à luz incerta deste sol
sempre avariado.
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Equívoco - LÍDIA BORGES
Vê como floresce
pontualmente
a magnólia
adivinhando na minha sede
a urgência da cor.
Respiro
a seda rósea das suas pétalas
e é de ti que me embriago
desfio o vento nos dedos
para tecer à pressa
primaveras.
E passeio nelas
de mão dada
com a tua sombra
até que a magnólia
perca a derradeira pétala
no frio escuro do chão
lembrando-me
que ainda é Inverno.
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