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segunda-feira, 23 de março de 2026

O perdão - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Traz a palavra na boca
Pedindo só com o olhar
Sua boca fica rouca
Rouca… só de o tentar
É difícil de pedir…
Será muita a ingratidão
Mas, para em frente seguir…
Devemos estender a mão…
Há quem o reconheça
Se errou a dado tempo!
Outro tempo recomeça
Façamos dele instrumento…
Todos nós o queremos
Por qualquer mal-entendido…
Ou por algo que fizemos…
E ficou mal resolvido…
Há até, quem alguém prejudique
Então, pedi-lo é virtude
Para que tudo bem fique
Há que pedi-lo amiúde!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS X - COLETÂNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 27 de março de 2025

O verão vira outono - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Chega o outono colorido
A rodopiar com leveza
No sonho traz a certeza
De um inverno garantido

As folhas bailam ao som
De manhãs estremunhadas
Festejam às gargalhadas
Fazendo ecoar seu tom

Nuvens se vestem de cores
De uma certa melancolia
Se colhem no dia a dia
Frutos que já foram flores

Regressa o ano letivo
Com sorrisos luminosos
Todos eles ansiosos
Se debruçam sobre o livro

Assim é era após era
O verão vira outono
O inverno vira sono
Para acordar em primavera.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLETÂNEA - IN-FINITA

sexta-feira, 14 de março de 2025

Tanta reunião… - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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A senhora dona tecnologia
Vai dando o ar de sua graça
Transporta no regaço magia
E no nosso futuro se entrelaça

No engenho da engenhosa vida
Partem vidas por ti e por mim
No pó de esperanças perdidas
Somos cheiro de doce jasmim

Dos fracos não reza a história
Todos dizem! Será verdade?
Fica em nós deles na memória
Sua luta pela igualdade e liberdade

A sensível e imponente natureza
Grita por socorro a cada segundo
O bicho homem deverá ter uma certeza
Nada do que possui levará deste mundo

Tanto ódio, tanta guerra, tanta bala
Põem este mundo em pandemônio
Reunião e mais reunião em sala
Que com o tempo passa a património!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS IX - COLETÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Tuas feições - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Quando o tempo acorda cansado
Pela ingratidão dos silentes sonhos
Pelo teu chamado logo é despertado
Dando oportunidade a outros sonhos…

Teu olhar, pede o conforto de meu regaço
E o alimento de meu de leite, que te faz crescer
Minha ternura te envolve em doce abraço
Num amor pleno que nos faz sobreviver…

Meu menino de feições, esculpidas a ouro
O metal mais nobre de um brilho sem fim
Em ramos de oliveira, coroa de louro
O mundo inteiro pede um tempo assim…

Mãos entrelaçadas simbiose de vidas
Fogo de partida é luz de chegada
No entretanto, há metas cumpridas
Mãe de acolhimento, estás sempre na estrada…

EM - A ARTE DE POETIZAR - COLETÂNEA (organização de António Alves, sobre telas de António Dias) - IN-FINITA

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Já não reinam reis (excerto) - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Mudaram-se os tempos, mas não as vontades!
Ontem eras guerra, hoje queres a paz
Nas ninfas do Tejo só vês é vaidades
Mora aí o perigo meu ingênuo rapaz.

Espírito lusitano em língua de fado
As especiarias são mais que muitas
Já não são tradição, só no refogado
As cousas amadas ficam nas perguntas.

Já não reinam reis! Mas não falta burguesia!
Içando as velas de seus luxuosos veleiros
O Adamastor, é agora uma onda de ironia
Permitindo que os últimos sejam os primeiros.

Assinaladas as armas, sem barões para as sustentar
Na praia de umas areias cinzentas e movediças
Frotas de naus cansadas, prontas a ali ancorar
Fugindo de um bando de musas imbuídas em malícia.

Naquele naufrágio salvaste os manuscritos
Só com uma mão, nadaste até à margem
Dizem que os Lusíadas aí estariam escritos
Nem a pouca visão te fez perder a coragem.

EM - COUSA AMADA - COLETÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Não… - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Não voltes atrás Abril
Por teres sido maltratado
Abril são águas mil
Rega o campo semeado!
Não voltes a ser silêncio
Nem tão pouco submissão
Vem agitar o teu lenço
Como forma de união!
Não voltes atrás Abril
Ergue o punho com vigor
És generoso, fértil e viril
E trazes contigo amor!
Não voltes atrás Abril
Volta a ser madrugada
Não caías em nenhum ardil
Espera-te uma emboscada!
Não voltes atrás Abril
Só tu és democracia!
Fazem de ti um senil,
Mas, sem ti, o que de nós seria?

EM - LIBERDADE - COLETÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Clausura - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Nunca fui de me queixar, 
Mas meu tempo já se foi. 
Este tempo é que me dói, 
Mas, vou deixá-lo passar. 

Há sorrisos que são dores 
Há partos que são silêncios 
Há lágrimas que não têm lenços 
Há beijos sem seus amores. 

Tanto rosto é madrugada. 
Que na tarde é que se mostram, 
A outros rostos se encostam, 
Fazendo deles noite fechada. 

Tenho tanto e tenho nada, 
Tenho o tempo em ferida. 
Tenho este rosto de vida, 
Na minha carta fechada!

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Asas de penas - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Sem penas não sei voar 
Com penas voar não sei 
Tento apenas esvoaçar 
Em penas que já penei! 

Somos produto de penas 
Sem penas o que seríamos 
Sendo grandes ou pequenas 
Sem elas não viveríamos! 

Dei asas às minhas penas 
Se fizeram um tempo novo 
Me sinto tão só e apenas 
Filha das penas de um povo! 

Resguardo todo o meu sorriso 
Nas penas que em mim sofreram 
Pois tanto delas ainda preciso 
Nas saudades que não morreram!

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA

domingo, 19 de maio de 2024

Data tal - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Abro a agenda 
É dia tal… 
E que tal? 
Fecho a agenda! 

Volto a abri-la! 
A data é outra 
Mas estou pronta 
Para segui-la! 

Fecho a agenda! 
Vou em frente 
Sigo outra gente! 
Recebo a prenda! 

Dia de aniversário 
Chegou o dia! 
Dia da Maria! 
Vou abrir a agenda ao contrário!

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA

terça-feira, 14 de maio de 2024

E não se resolve o assunto! - Maria Cabana

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Havia um determinado assunto, 
Que de assunto não passava. 
Mas, assunto ele buscava, 
Onde quer que houvesse assunto. 

Corria de boca em boca, 
Dizendo de um tudo. 
Não queria ser surdo-mudo. 
Nem tão pouco coisa pouca. 

Não resolvido, só argumentava. 
Convocava reuniões. 
Mas, todas as questões, 
Ele simplesmente ignorava. 

Diga-me lá senhor assunto 
O que me tem a dizer? 
Se não é para resolver, 
Não me venha com mais assunto! 

Todo o assunto lhe perguntava, 
Porque não mudas de assunto? 
Ele fingia-se de assunto, 
E do assunto se esquivava!

E assunto sobre assunto, assunto sobre assunto, assunto sobre assunto, 
Não sei qual deles escolher! 
O mais certo acontecer. 
É se colocar uma pedra sobre o assunto! 

Todo o mundo assunta? 
Nos dias que ainda correm. 
Porque será que os assuntos não se resolvem? 
Mas! Mas! Mas! Ficamos na pergunta!!

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Renasço - Maria Cabana

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Renasço em ti pedaço de gente 
Com vontade de sobreviver 
Sem ter por onde escolher 
Sou como vós! Sou gente! 

Gente de raça variada, 
Gente pobre, gente rica, 
Gente amada ou odiada, 
Toda esta gente é bonita. 

Carregam penas pesadas, 
De um passado sofredor. 
Libertaram as amarras, 
Ganharam asas de condor. 

O futuro as observa, 
Com um plano já traçado. 
Abdica ele da serva. 
Em atenção ao seu passado. 

A esperança ganha altura, 
Voa a toda a latitude, 
Há uma força que a segura. 
É a da nobre atitude.

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sábado, 4 de maio de 2024

Bendita alegria - Maria Cabana

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Era uma vez a alegria. 
Gostava de viver feliz, 
Aproveitava o dia a dia, 
Como se fosse aprendiz. 

De quando em vez uma lágrima, 
Brotava de seu olhar, 
Logo afastava a mágoa, 
Cantando a canção de amar. 

Esvoaçava de flor em flor, 
Beijando tudo e todos, 
Transmitindo seu amor. 
Menina de doces modos! 

E sorria com o sol, 
Com as nuvens apenas nostalgia, 
Vive como o girassol. 
Bendita sejas tu, alegria!

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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Sonho meu - Maria Cabana

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Me deleito em meu sonho sobre as ervas, 
E ele vai levando caminho. 
Mas, sonho meu, não te atrevas, 
A te ires embora sozinho! 

Leva contigo o meu pranto, 
Leva as cores mortas de cor! 
Leva todo o desencanto, 
Leva a solidão e a dor! 

Sonho meu, espera por mim, 
Sabes que é em ti que eu vivo! 
Queria ter-te sempre aqui, 
A sonhar em meu livro! 

Sonho meu, não te olvides, 
De tudo o que me prometes! 
Só és sonho enquanto vives! 
Se te concretizas, morreste!

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Sonho sedutor - Maria Cabana

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Tenho o silêncio entre as mãos, 
No sentimento perfeito, 
Quando sinto tuas mãos, 
Acariciando meu peito. 

As palavras são leves, 
De uma ternura sem fim, 
Mas como é que te atreves. 
A gostar assim de mim. 

A noite se envaidece, 
Deste nosso belo amor, 
Tanta loucura acontece, 
Neste sonho sedutor. 

Abro os olhos, pestanejo, 
Ainda sou languidez, 
Mas, não tenho o teu beijo 
Como no sonho se fez!

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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Pratos da balança - Maria Cabana

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Dois os pratos da balança 
Quero-os equilibrados 
Acompanhando a dança 
Como um par de enamorados! 

Tudo está em sintonia 
Tem que haver um equilíbrio 
Ao som desta sinfonia 
Na mente já sinto alívio! 

O peso vou colocar 
Se o prato o consentir 
Esta dança irei dançar 
Com meu amor a sorrir! 

Dois os pratos da balança 
Somos nós num corpo só 
No compasso dessa dança 
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó!

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domingo, 14 de abril de 2024

Prosa ou verso - Maria Cabana

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A poesia é a solidão da alma 
Em sentires abstractos 
Nos incendeia e acalma 
Deixa no tempo seus rastos… 

Vai-se escrevendo sozinha 
No convés dos sentimentos 
A caneta só escrevinha 
O que vai nos pensamentos… 

Seja em prosa ou em verso 
Cada palavra é poesia 
Há quem diga que é o reverso 
Não matemos a poesia… 

Surge de nossas entranhas 
Por vezes, com alguma lágrima de dor 
Há poesia rica em patranhas 
Outra rica em descrever o amor ou desamor… 

Não zombem da poesia 
Ela isso não merece 
Vive ela em constante agonia 
Pois, de poesia padece!

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terça-feira, 9 de abril de 2024

Orvalhou - Maria Cabana

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Orvalhou pela madrugada 
Nas letras do meu poema 
A noite não deu por nada 
Nem me descreveu o tema 

Fui escrevendo devagarinho 
Dentre folhas orvalhadas 
Tirei letras do caminho 
Não queriam ser molhadas 

Delas ainda restam fragâncias 
Que perfumam os meus dias 
Sorrisos em rostos de crianças 
São as melhores companhias.

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quinta-feira, 4 de abril de 2024

O Degrau do Antônio da Cabana - Maria Cabana

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Pai, te vislumbro na janela do tempo, 
Naquele mesmo degrau sentado. 
Fumando teu vício, o cigarro, 
Queimando entre teus dedos o tempo. 

Pai, tinhas olhar de avelã, 
Toldando a melancolia. 
Num marejar de alegria, 
Ao acordar pela manhã! 

Teus dedos amarelecidos, 
Traziam ternura nos gestos. 
Traziam amor nos afectos. 
Traziam silêncios entristecidos. 

A vida era do tempo de outrora, dura! 
Como era duro o pão de cada dia! 
Como buscar alimento e alegria, 
Para tanta boca da vida futura? 

Pai, o degrau de pedra permanece lá, 
Num misto de orgulho e saudade! 
Nele vislumbro toda a tua verdade! 
O fumo do teu cigarro, sente-se ainda por cá.

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sexta-feira, 29 de março de 2024

A casa verde esperança - Maria Cabana

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Não me sai da lembrança 
O olhar da doce criança 
Com uma bela loura trança 
Viu erguer-se com pujança 
A casa verde esperança 
Que foi palco de muita dança 
E à medida que o tempo avança 
A casa verde esperança 
Vai vivendo na esperança 
De voltar a ser criança 
Nasceu com essa sentença 
De ser eterna esperança 
Será verde a contradança 
Já ela pediu licença 
De não ser só esperança 
Num acrobata que balança 
Numa faca que se lança 
Num palhaço que faz sorrir a criança 
Naquele circo de sua lembrança 
Ao seu redor cresceu abundância 
De uma aldeia em festança 
Senhora dos Remédios sua crença 
De não ser apenas esperança. 

Contigo moram heras 
Que já vêm de outras eras 
De Verões a Primaveras 
Em esperanças de quimeras 
E enquanto no verde esperas 
Nos teus sonhos desesperas 
Já não mais serás como eras 
E com esperança ponderas, ponderas, ponderas…

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA

domingo, 24 de março de 2024

O sopro - Maria Cabana

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O sopro se faz quente, 
Porém se sente frio. 
Sopro de gente, 
Sopro vazio. 

Sopro agitado, 
Sopro tão fugaz 
Sopro irritado, 
Sopro incapaz. 

Sopro sereno, 
Sopro de menino 
Sopro ameno, 
Sopro genuíno. 

Sopro tão leve, 
Sopro de dor, 
Sopro que se atreve, 
Sopro de favor. 

Sopro da sorte, 
Sopro em flor, 
Sopro da morte, 
Sopro do amor. 

De direção em direção, 
O sopro vai e nada teme. 
Com ou sem condição, 
É ele o senhor do leme.

EM - A CASA VERDE ESPERANÇA - MARIA CABANA - IN-FINITA