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sábado, 26 de outubro de 2024

Redenção - Pedro Miguel Santos

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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É assim, que os dias se sucedem…
No coração, vã esperança na felicidade, realidade?
Sonho ou utopia...
Se conseguisse eu congelar um momento,
seria o do meu nascimento!
Choro congelado, inconsequente, fantasia dormente...
Ah! Partir para um mundo de torpor, para um universo perfeito, comunhão com o invisível uno e indivisível…
Um universo sagrado natural, explicável na gradação
do conhecimento... A razão!
E assim na clareza dos dias, no torpor perante
o infinito, me redimo…
Sem que na balança, pese o delito!

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Quinta essência - Pedro Miguel Santos

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Procuro a luz condensada,
em pura razão!
A quinta essência do tudo,
uma centelha do absoluto,
um vislumbre de divindade!
A explicação para,
o temor do futuro…
Uma essência que faça,
esquecer nigérrimo passado,
que me lembre do agora,
de quem eu sou!
A essência da esperança,
num presente com norte!
Quero a luz,
para minha consorte!

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Porventura - Pedro Miguel Santos

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Porventura, beber um copo é bebedeira?
Quero socializar até me embriagar!
Pode ser que seja, reflexo de vícios outros,
que se escondem nas profundezas de cada um.
Hoje bebo café, na esperança de solitário proveito,
de nocturna vigília...
É um vício estar acordado!
Quando durmo, não estarei eu a sonhar, em estar acordado!?
Porventura, ter esta vida será ela pecado?
De pensador desterrado, de provincianos hábitos,
que não se identifica com o viver da província?!
Que porventura, adormece acordado à espera de um
Sonho, como se tivesse despertado...

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

O absoluto - Pedro Miguel Santos

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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E em veludo tudo termina,
não tivesse sido, áspera a vida.
O fim traz calma e suavidade,
para os sentidos desvalidos.
Nas reticencias do espírito,
o aveludado é, como a presença de Deus,
da mulher perfeita,
o ideal de beleza,
tudo é Deus, tudo…
Ausência dos sentidos,
uma luz no escuro do universo,
procurando o infinito,
como se na última morada,
o que de nós sobra,
ainda curiosidade,
mantivesse pelo absoluto,
pela razão de tudo, do amor, de Deus!

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

domingo, 6 de outubro de 2024

Noite arrebatada - Pedro Miguel Santos

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Noite sem fim…
O suspiro da alma,
abduzida pelo tempo,
a nocturna inquietude,
jaz no meu eu, que dorme.
Cogitações,
que chegaram ao fim!
Agora não mais vislumbro,
os rostos daqueles que conheci.
Não mais debato,
na servitude dos dias,
A eternidade chegou…
O meu espírito atravessa,
o oceano da eternidade…
Para correr em verdes prados,
o dolente que eu era,
nestes verdes prados, prospera!

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Ninfas - Pedro Miguel Santos

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Já não há,
o calor de antigamente...
Ninfas para afogar o tédio,
amparar minha semente...
Do homem que fui,
já nada resta!
Apenas o impio espírito,
e os demais que acossam,
o animal que há em mim!
E dai, o calor que já não é…
A fogueira de seus colos,
que se extinguiu…
Resto eu frio,
numa praia algures,
num verão qualquer,
esperando o destino...

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Neblina em babel - Pedro Miguel Santos

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Num dia de neblina, o mundo renasceu para a escuridão...
Tudo mudou!
Num denso amor e crueldade, a neblina adensou-se
sobre a suméria!
Era suposto ser assim, o amor distante!
Paira sobe a terra o nevoeiro da Babilónia...
Os secretos meandros do crescente fértil, sepultaram
para a eternidade, o amor que não era suposto ser…
E nisto penso!
Que não era suposto, acontecer desta maneira,
na sombra da Babilónia...

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

sábado, 21 de setembro de 2024

Manhã de outono - Pedro Miguel Santos

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Paira a neblina nesta planície litoral,
o tempo torna-se agreste,
após o declínio sazonal!
O rigor anda perto,
descendo das longínquas montanhas,
da Freita ao arestal…
O rigor outonal acerca-se suavemente,
e culmina na agrura que cobre almas,
com o véu do inverno que se avizinha.
Os rios começam a transbordar,
é o fim de mais um ciclo!
Esmorece a tepidez,
para dar lugar à melancolia…
Da recolha,
nesta planura de Portugal...

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segunda-feira, 16 de setembro de 2024

E se por um dia? - Pedro Miguel Santos

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E se por um dia,
eu nada fosse?
E se por um dia,
eu deixasse de ser?
Porventura alguma coisa do meu eu?!
Alguma coisa aconteceria,
haveria nos limites do nada?
Do nada, remeter-me-ia a nada,
permanecer nada sendo...
E se por um dia,
o sol para mim,
deixasse de nascer?
Ele para mim, morreria...

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Desassossego - Pedro Miguel Santos

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Vejo-me em desassossego,
por querer estar além,
por me haver privado,
da felicidade que não tive.
Neste verão somente a brisa me alegra,
embora, não me leve aparte nenhuma...
O meu eu,
partilho-o com as paredes que me envolvem!
Estarreço com a ideia do nada fazer,
há medida que os anos passam…
Deixando-me em desassossego,
pelos que me permitiram amar…
E assim padeço da apatia,
da rotina vazia,
em que se tornaram os meus dias...

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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Café central - Pedro Miguel Santos

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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E cá estou, uma vez mais,
vendo a vida passar!
Num lugar que para muitos,
é de todo o dia, o observador!
Intuitivamente observando os meandros,
desta hora tardia nesta pacata vila…
Por vezes a vida desenrola-se como,
se à parte do mundo existisse.
Um vai e vem de gente, que como eu,
a horas tardias procura o ócio,
numa conversa de eventos do dia a dia…
E o vai e vem de veículos,
alheios ao que realmente se passa,
dentro das paredes da periferia,
que tem centro, no café central…

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domingo, 1 de setembro de 2024

Brasões - Pedro Miguel Santos

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E da penumbra,
de uma manha de nevoeiro,
emergem sombras...
Sombras que se sucedem...
De messias tornados ditadores,
candidatos a redentores,
em terras de Portucale!
A usurpação do mito de Dom Sebastião…
Todos prometem,
o v império...

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segunda-feira, 26 de agosto de 2024

As nossas torres - Pedro Miguel Santos

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Das vagas marítimas,
erguem-se ao longe duas torres!
Aprisionados estão quem la habita…
Distante, triste,
e com coração de batimento lento…
Longe está o amor deste prisioneiro,
do tempo que não é tempo,
ele, a eternidade do seu esquecimento…
A cada momento, na passagem de cada lua,
seu semblante envelhece,
suas articulações secam...
Na aragem do mar, nesta torre longínqua,
longe do amor, o lento definhar,
de um ser, que se esqueceu de amar...

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quarta-feira, 21 de agosto de 2024

As margens da inércia - Pedro Miguel Santos

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Junto a um oceano estou!
Sou fruto da apatia,
com que a humanidade me castigou...
E estas inertes margens são tudo o que sobrou!
Suspiro por um Deus que pecou...
Pecou pela ausência, silencio, indigência,
na sua inércia omnisciente,
que com a solidão me castigou...
Vislumbro neste oceano,
um império de solidão,
no qual no lodo me debati, em incompreensão,
Na verdade, sou fruto do divino pecado,
do lento desenrolar,
do que não se pode mudar...

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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Anoitece na terra - Pedro Miguel Santos

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E assim anoitece!
Em pensamentos soturnos cogitamos,
como se pela última vez...
Acordaremos num dia de luz,
ou porventura a escuridão será eterna?
Vemos por um lado sinais do fim,
o paradoxo do anoitecer da luz...
Anoitece na terra!
Amanhecer vendo a terra lá distante,
de um outro corpo celeste...
Anoitece na terra,
na fuga do paraíso nosso,
para o inferno de todo incerto...
E a luz mais distante,
a luta para manter a centelha humana,
que noutro mundo alvorece!

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domingo, 11 de agosto de 2024

Amor, procura-se - Pedro Miguel Santos

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A cada momento e a cada sorriso,
o desejo de um afago,
pelos anos de isolamento,
pela mácula do passado!
Procuro no vazio de um lugar,
que amor não me oferece...
Somente, o silencio do ócio,
e a distracção nas palavras,
tento por esta prosa encontrar,
razão para a minha condição,
de ostracizado, esquecido...
Este é o homem,
que sentimentos oferece,
permanece parado,
na mágoa ao entardecer,
sem afagos até ao perecer...

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Alquimia - Pedro Miguel Santos

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E eis que da prosa brota Sophia!
Dissertações do instante, de momentos
de razão desprovida de espaço e tempo.
Análise racional e contra ponto do banal,
sinto-me por instantes como Antero de Quental,
proseando a Sophia, tentando fazer sentido
a torrente de pensamentos!
E porventura a poesia nada mais é do que,
o divagar da pena na alquímica esperança,
de encontrar o vestígio da pedra filosofal!
Faustiano, sem dúvida…
Mas é na divagação desprovida de interlocução,
no silencio de um qualquer momento,
que se encontra o fermento para que cresça a ideia!

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

A verdade - Pedro Miguel Santos

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A procura pela verdade dá-se por um acaso!
É um caminho percorrido das trevas da casualidade,
em direcção ao solitário ócio do pensamento.
Procura metafísica do transcendente…
A receita para a paz interior, pode ter muitos atalhos, 
alguma amargura, mas antes de um poço se sair,
no fundo se bate.
Porém a solitária jornada da elevação,
leva-nos ao misericordioso sentimento de compaixão,
o quinto elemento que é o sexto sentido.
Que precede uma longa jornada de auto encontro,
meu atalho vou encontrar.
Porventura outro serei, ter-me-ei tornado,
em paz com o mundo, iluminado!

EM - APÓS A ATLÂNTIDA - PEDRO MIGUEL SANTOS - IN-FINITA