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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Amantes - DULCE ANTUNES
Amante, embrenho-me em teus braços,
Soltam-se aromas,
São no ar, essências de rosas.
Corpos abraçados
Carne toca em tua pele, olhos nos olhos,
Profundo toque em tua alma.
Ouço a tua respiração
Suspiros de um amor errante,
Como corpos que se desnudam na areia,
O amor faz-se em cada momento,
Bebendo-se a última gota do cálice,
Como se teu sangue escorresse,
Pelo meu corpo.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Primavera - DULCE ANTUNES
Vou pintar meu coração de púrpura
De rosas a florir
Cheiro a âmbar
Neste amarelo que pontilha a paisagem
Rosas bravias,
Nascem na minha alma.
Campos imensos por rios cortados
A mesma cor púrpura
Cumes, vales
Paisagem de âmbar
Cheiro a pinheiro
Púrpura
Vou a minha alma pinta.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
De rosas a florir
Cheiro a âmbar
Neste amarelo que pontilha a paisagem
Rosas bravias,
Nascem na minha alma.
Campos imensos por rios cortados
A mesma cor púrpura
Cumes, vales
Paisagem de âmbar
Cheiro a pinheiro
Púrpura
Vou a minha alma pinta.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Manhã - DULCE ANTUNES
Manhã gelada
Imensas estrelas no céu
Frio cortante que atravessa a alma
Cheira a Outono
Manhã gelada
Alma vai abrindo
Como rosa que desabrocha.
Sobre o teu olhar
Meu rosto a palavra
Manhã gelada
Gotas de orvalho pelos roseirais
Lírios acordam do sono profundo
Cheiros a cravos nesta imensidão
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
Imensas estrelas no céu
Frio cortante que atravessa a alma
Cheira a Outono
Manhã gelada
Alma vai abrindo
Como rosa que desabrocha.
Sobre o teu olhar
Meu rosto a palavra
Manhã gelada
Gotas de orvalho pelos roseirais
Lírios acordam do sono profundo
Cheiros a cravos nesta imensidão
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Punhais - DULCE ANTUNES
Tuas palavras são como punhais
Rasgam o meu coração
Despedaçam o que resta da minha alma
Na profundidade do meu ser
Sinto a tua dor
Não te odeio
Componho-te uma canção
E os teus dedos escorregam pelas teclas de um piano
Ouço esta melodia e danço ao som das minhas lágrimas
Deixo-me embalar
E continuas a criar muros à tua volta
Muros esses que eu derrubo com doces palavras
E sons de melodias que me adormecem
No conforto da solidão
Não te odeio
Apenas bailo ao som da minha agonia.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
Rasgam o meu coração
Despedaçam o que resta da minha alma
Na profundidade do meu ser
Sinto a tua dor
Não te odeio
Componho-te uma canção
E os teus dedos escorregam pelas teclas de um piano
Ouço esta melodia e danço ao som das minhas lágrimas
Deixo-me embalar
E continuas a criar muros à tua volta
Muros esses que eu derrubo com doces palavras
E sons de melodias que me adormecem
No conforto da solidão
Não te odeio
Apenas bailo ao som da minha agonia.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
domingo, 22 de janeiro de 2012
Na noite mais escura - DULCE ANTUNES
Na noite mais escura
Respiro o teu corpo
Como uma suave brisa que entra pela janela
E contemplo o teu luar
Sonho contigo e acordo na amargura.
O teu aroma já não permanece na minha cama,
Partiu, o negro dos teus olhos não vejo mais.
Lágrimas não chorarei.
Assim quiseste partir e levar minha alma contigo
Permaneces em silêncio,
E nele ouço a tua voz
Em gritos profundos
Talvez seja eu, em meus sonhos que grite por ti,
Pela tua pele, para em teu abraço respirar o aroma do sofrimento,
Que deixaste embrenhado em meu corpo.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
Respiro o teu corpo
Como uma suave brisa que entra pela janela
E contemplo o teu luar
Sonho contigo e acordo na amargura.
O teu aroma já não permanece na minha cama,
Partiu, o negro dos teus olhos não vejo mais.
Lágrimas não chorarei.
Assim quiseste partir e levar minha alma contigo
Permaneces em silêncio,
E nele ouço a tua voz
Em gritos profundos
Talvez seja eu, em meus sonhos que grite por ti,
Pela tua pele, para em teu abraço respirar o aroma do sofrimento,
Que deixaste embrenhado em meu corpo.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Véu negro - DULCE ANTUNES
Véu negro no meu corpo
Seda escorre na minha pele
Deito-me em nuvens e caminho sobre espinho,
Espinhos que estão cravados no meu caminho.
Véu negro que me cobres o peito
Dor adormecida neste escuridão
São longas as noites em cetim preto,
Com sonhos perfumados pela imaginação.
Véu negro pintas o meu céu.
E tudo vejo em névoas cinzentas
Até o frio da noite me acordar
Deste sonho de desassossego
Caminhos irei sempre percorrer
Coberta pela tua luz, meu véu negro.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
Seda escorre na minha pele
Deito-me em nuvens e caminho sobre espinho,
Espinhos que estão cravados no meu caminho.
Véu negro que me cobres o peito
Dor adormecida neste escuridão
São longas as noites em cetim preto,
Com sonhos perfumados pela imaginação.
Véu negro pintas o meu céu.
E tudo vejo em névoas cinzentas
Até o frio da noite me acordar
Deste sonho de desassossego
Caminhos irei sempre percorrer
Coberta pela tua luz, meu véu negro.
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Tormento - DULCE ANTUNES
Escrevo o verso
que me mastiga o tempo
respiro o incenso das palavras
trago com elas a cruz que me embala o peito
Tenho em mim o grito
de todas as tormentas
pelas mãos que desenham a alma
nelas me embalo
com elas bebo as lágrimas
que tristemente tatuaste em meu corpo
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
que me mastiga o tempo
respiro o incenso das palavras
trago com elas a cruz que me embala o peito
Tenho em mim o grito
de todas as tormentas
pelas mãos que desenham a alma
nelas me embalo
com elas bebo as lágrimas
que tristemente tatuaste em meu corpo
EM - POEMA EM TI - DULCE ANTUNES - TEMAS ORIGINAIS
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