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quinta-feira, 5 de março de 2026

A tua escola - Biamaria

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Se esta escola, fosse a minha
Estava cheia de corações
De todos os meus amigos
Que agora são recordações.
Se esta escola, fosse a minha
Não me podia esquecer
Da minha professora
Que me ensinou a ler e a escrever.
Palavra a palavra, letra por letra
Com ela tudo aprendi
E, a cantarolar a tabuada
Que nunca mais a esqueci.
Descobri que o mundo
Tem tanto para nos dar
Não é só aquilo que se vê à nossa volta
Temos que procurar, escolher, crescer e amar.
Esta escola tão linda,
Não é a minha, porque não é na minha rua
Esta escola que é vossa, mágica e maravilhosa
É de todos vós… como se fosse minha
Mas é a tua

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS X - COLETÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Uma Estrela - Biamaria

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Caiu uma estrela do céu
Apanhei-a na minha mão
Coloquei-a no meu peito
E agora aquece o meu coração

Tem luz própria para brilhar
Como se fosse um pirilampo
É linda como o alecrim
Aquela flor que nasce no campo

Aprende agora a falar
É doce como a sereia
É um diamante pequenino
Tão pequenino como um grão de areia.

Como é uma estrela
Pode viver onde quiser
Tem nome de menina, chama-se Carolina
Ainda pequenina, mas com jeito de mulher.

Atenta ao que se passa
Descobre a cada momento
Que há outras estrelas com ela
A brilhar no firmamento.

EM - LÁ DA CIDADE VEJO A MINHA RUA - BIAMARIA - IN-FINITA

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O Teu Lápis de cor (excerto) - Biamaria

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Pinta o sol de amarelo
Ou da tua cor preferida
Faz do sol a tua estrela
Igual a uma margarida.

O céu ficaria cinzento
Escuro e triste….
Como uma triste flor,
Se não fossem os teus lápis de cor.

Pinta as flores do campo
Nas cores simples e naturais
Lembra-te que o mais lindo
É o que tu gostes mais.

Faz como Picasso
Pinta a lua da cor que quiseres,
Faz o quadro mais belo …
De rosas ou malmequeres.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Amo-te (excerto) - Biamaria

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Tenho medo que o vento te leve
Quando sopra muito forte
E que a chuva te molhe
Quando vem puxada de norte.

Tenho medo que chores
E não te possa ouvir
Se corres depressa
E não te vejo cair.

Fico triste e com medo
Se vejo o sol escurecer
Tenho medo de tudo e de nada
Que te possa acontecer.

Tenho medo
Que uma onda atrevida
Te molhe na praia
Quando o mar furioso
Bate na areia e desmaia.

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domingo, 11 de janeiro de 2026

A Nossa Ribeira (excerto) - Biamaria

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E… se eu fosse ribeira acima
Como ia antigamente
A cantar, a saltar
E a correr contra a corrente

No verão antes de chegar o calor
Enquanto eu brincava, a minha mãe
lavava
A nossa roupa na água fresca
Que no inverno era gelada

E, nós corríamos, como se a nossa
ribeira
Fosse uma avenida, uma catedral
Um jardim zoológico
Onde os animais, se vinham refrescar
e beber
E os peixinhos fugiam, porque sabiam
nadar.

Antes de o comboio apitar
Íamos até ao moinho do Sr. João Moleiro
Só que, era sem pressa
Parávamos à sombra de cada amieiro.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Mãe - Biamaria

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Mãe
Está noite sonhei contigo
Vi mesmo o teu sorriso
Aquele que fazia brilhar o teu rosto,
Quando acordei
Chamei por ti
Mas tu já não estavas aqui.

Mãe
Vi uma estrela no céu,
Diferente das outras que costumo ver
Tinha mais luz,
Veio até mim, iluminou o meu
caminho
Creio que és tu
Para me proteger.

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Rosas Brancas - Biamaria

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Fui colher rosas brancas
Para te trazer
Escolhi as mais lindas
Para te oferecer.

São lindas
Tão lindas
Mas muito menos
Que o teu amor
Que não posso esquecer.

A tua paciência
A tua sabedoria
São algumas das coisas
Que eu mais admiro
Por isso te trago
Rosas brancas
Porque são as que eu prefiro

Para ti

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Mãe - Biamaria

 

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Não me chames chorona
Quando é por ti
Que eu choro…
Se não vês nada
No fundo dos meus olhos
É porque não são eles
Que choram, não
Mas sim o meu coração.

Se a minha história
Está mal contada
E mais te parece uma trapalhada
Finge não perceber
Para eu não te ver
Triste...
E não digas nada.

Mãe… é mesmo assim
Como rosa seca no jardim
Que o jardineiro não regou
Quando passou
Não reparou
Que ela estava a chorar.

Mas logo que respirou
Pelo seu filho suspirou
E foi pelo seu nome
Que ela voltou… a chamar.

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domingo, 21 de dezembro de 2025

Trago comigo - Biamaria

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Trago a montanha cheia de neve
Trago os rios que apanhei na corrente
A correr para o mar
Trago o rio Nilo, que corre para norte
Trago a cidade cheia de sol.

Trago o dia pela manhã
Com tanta luz
Trago a aurora e a madrugada
Uma mão cheia de nada
A noite que me seduz.

Trago a magia dos sonhos
E o poema que te escrevi
O luar e as estrelas
E a paz que te prometi.

Trago as flores daquele jardim
Que roubei para te trazer
Trago um abraço para te dar
E a vida toda para te amar.

Trago o quadro em branco
Transmissor de serenidade
Podes pintar um mundo novo
Pinta a paz à tua vontade.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Carta de amor… A Luís Vaz de Camões em Macau (excerto) - Biamaria

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Meu poeta maior
Homem sonhador
Que aqui viveu
A sofrer e a escrever
As tuas cartas de amor.

Imagino-te sim
Sentado neste jardim
Onde reina a frescura e a beleza
A ouvir com muita emoção
A melodia da música chinesa.

Queria ser como tu… Poeta
Andar por aí a conhecer o mundo
inteiro
E foi aqui nesta gruta
Que deixaste o teu canto Iº
Canto Primeiro…

Escrito na tua língua natal
Do teu berço que é Portugal
E tu recordas tanta vez…
Por isso é que dizem
Este, é o poeta Português.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

A minha cidade (excerto) - Biamaria

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Esta é, a minha cidade
Não tem idade, é triste como eu
Ninguém sabia que também tem bruma
Chuvosa e muito fria.

Fica no ponto mais alto
Por isso às vezes a neve cai
E forma-se um grande nevão
Ninguém dá por ela
Traz sapatinhos de algodão
Doce e silenciosa
Por isso fica a cidade mais formosa.

A minha cidade é mulher
Robusta e altiva, só faz o que quer
Vive solteira, à sua maneira
Guerreira, de olhos postos na fronteira
Sabe ser doce como o mel
E, é a Portugal
Que ela foi sempre fiel.

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sábado, 6 de dezembro de 2025

Um pouco de tudo - Biamaria

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Do oceano, sou só uma gota
Da música, uma nota musical
Do poema um verso
Da sabedoria quase nada
Da cidade uma rua desconhecida
Da aldeia um beco sem saída
Da montanha uma árvore
Da árvore, um fruto, uma flor
Do arrozal um bago de arroz
Do arco-íris uma cor
Do céu uma nuvem
Do luar uma estrela
Do amor uma casa cheia
Do mar um grão de areia
Da roseira um espinho
Da rosa uma pétala
Do poeta um pensamento
Da livraria um livro
Do livro da vida, um apontamento
Do silêncio a multidão
Da viagem a lembrança
Da seara uma espiga dourada
De tudo sou assim, um pouco de
NADA…

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A Minha Rua (excerto) - Biamaria

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Era assim a minha rua
Quando eu era pequenina
Toda feita de calçada
Onde eu brincava
Até ser noite escura
E, quando a lua branca
A beijava com ternura
É que eu encantada voltava para casa
Me despedia da minha amiga
Até chegar o novo dia.

Passavam carros
Passava gente, muita gente a conversar
Forma simples de saber
O que estava a acontecer,
Na aldeia e arredores,
A minha rua era um teatro
Onde todos podiam ser atores.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O sonho da paz (excerto) - Biamaria

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Das primeiras histórias que aprendi
E que ainda me lembro muito bem
Fala de um menino que todos
conhecem
E nasceu em Belém.

Era diferente de todos os outros
Meninos da sua idade
Trazia com ele uma mensagem
Queria salvar a humanidade.

Se a humanidade já estava doente
E não havia direitos humanos
Que tarefa tão difícil
E já lá vão dois mil anos.

O menino pregava por todo o lado
Toda a Galileia o conhecia
Sabiam que era filho
De José e de Maria.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Os tons do Índigo (excerto) - Biamaria

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Perturba-me aquele azul
O azul daquela flor
Parece o azul do lápis Lazúli
Ou será o azul do amor?

Azul é o sangue do poeta
Que ama sem limites, nem fronteiras
Semeia campos de palavras doces
Tira os picos das roseiras.

Podia ser amarelo
Ou uma rosa branca de pôr ao peito
Mas a tela, não seria tão bela
E não tinha o mesmo efeito.

Pode ser o azul, do coração do poeta
Transparente, como as ondas do mar
A cor do azul que cura
A cor dos teus olhos, ou o azul da tua
blusa.

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domingo, 16 de novembro de 2025

A Biblioteca da minha infância (excerto) - Biamaria

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Quantas vezes
Ainda sinto o cheirinho dos livros
Da Biblioteca, da minha infância
Livrinho na mão, para trocar por outro
Que ainda não tivesse lido
Era assim, cada vez, cada dia e cada
manhã
Que vinha a Biblioteca
Da Fundação Calouste Gulbenkian.

De 15 em 15 dias,
chegava à minha aldeia
Repleta de livros, muito bem
arrumadinhos
E, nós, era só chegar
Escolher e descobrir novos amigos.

Desde esse tempo
Que conheço os meus poetas
Pelo menos 2 ou 3, conheci Camões…
Meu poeta, meu Avô
As fábulas da cigarra e da formiga
Que o meu pai, tanta vez para mim
contou.

EM - LÁ DA CIDADE VEJO A MINHA RUA - BIAMARIA - IN-FINITA

terça-feira, 11 de novembro de 2025

A minha escola (excerto) - Biamaria

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Era uma casa
Com muitas janelas
Para olhar e ver o mundo
Que eu via, me sorria
Mas não sabia, onde,
Me levava.
Era o meu primeiro trabalho
Com horas para cumprir
O meu templo sagrado
Todo, ali para eu descobrir

Era eu que sonhava
Um sonho lindo
Que na minha vida aconteceu
Talvez o meu sonho mais belo
Porque ainda hoje é meu.

Tinha as ferramentas
Mais preciosas para mim
Tudo para desenhar
Um mundo novo
E, para me deslumbrar
Com as figuras que me acompanhavam
Sempre no meu caminhar.

EM - LÁ DA CIDADE VEJO A MINHA RUA - BIAMARIA - IN-FINITA