LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Quando for grande
e recordar o passado,
quero lembrar-me
do facto de ter brincado,
com o pau de bambu.
Era eu então um petiz,
que como os demais,
em Saurimo, construía
carrinhos com arame
e paus de bambu.
Com poucos recursos,
faziam-se brinquedos,
que tornavam
uma criança, feliz.
E assim em frente de casa,
na década de 50 do século passado,
havia um canavial,
onde do ofício artesanal,
era aprendiz;
e o bambu servia de esqueleto
para a construção do papagaio de papel,
espadas, arcos e flechas
flautas e outros instrumentos musicais
e ainda para fazer ponteiros escolares.
A versatilidade do bambu,
preencheu o nosso universo,
da infância em que brincamos,
Eu e tu!
EM - SENTIR ANGOLA - IVO ÁLVARES FURTADO - IN-FINITA