LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Eis que a tarde se desfaz
Em fios de água a deslizar
Não é água apenas que corre
É cheiro a terra molhada a acordar
É perfume a resina que se liberta
Da casca da árvore
Que se expõe ferida e aberta
E no meio desse aroma que se solta
Uma nova frescura exala das nuvens
Será chuva que cai com sabor a menta?
É chuva que escorre da calçada
Que se solta forte e bate em alvoroço
Um eco de orvalho que bate no rosto
É uma folha esmagada no seu regato
É granizo que bate forte ao cair
E brisa que sopra e faz sonhar
Com a chuva que cai com sabor a menta
Beija os telhados com brilho de prata
Escorre pelas calhas e canta baixinho
É a alma aberta e leve que abraça
A chuva que tem sabor a menta
E quando cessa e o sol sorri ao tempo
O tempo escolhe o momento que passa
Para que a natureza sinta os seus odores
No sabor a menta que a chuva deixa
EM - ENTRE PALAVRAS (AO ENCONTRO DA POESIA) - COLETÂNEA - IN-FINITA