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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

XXXVI - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

É sempre uma emboscada
Tentar desvendar o nada
Dúvida sem alvorada
E rota indeterminada
De uma estrela apagada
No firmamento assentada
Não há ponto de parada
Nem porto de chegada
É seguir na caminhada
Sem o mapa da jornada

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

XXXIV - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

Em noites de pouca luz
Olho para o céu e vejo
Doce, suave, lampejo
Que a natureza conduz
È um corpo que reproduz
No espaço o novo lume
E antes que se esfume
Escrevo um novo opúsculo
E entrego o negro crepúsculo
Aos faróis do vaga-lume

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

terça-feira, 7 de novembro de 2017

XXVII - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

Ter fé é ser cego e ver
As coisas com outros tons
É acreditar nos dons
Ser firme e se render
É saber mais do que ler
É enfrentar o desafio
É se deixar por um fio
Aos pés do Deus Salvador
É doar-se com fervor
Como o riacho ao rio

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

sábado, 28 de outubro de 2017

XXVI - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

No escuro faço morada
Do avesso faço o rumo
A morte é norte e é prumo
Com sua seta apontada
Rota ao destino, traçada
Na faca. Gume afiado
Cortando o céu estrelado
Espero a fria intrusa
Perco em luz – minha recusa
Nego ao dia, a noite invado

Mote de Jorge Filó

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

XXIII - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

A manhã retalha o céu
Em duas cores luzentes
O sim e o não existentes
Os dois jogados ao léu
Nem a leveza do véu
Cobre essa dor abstrata
Uma vive a outra mata
E nesse instante entendo
Eu vi a lua morrendo
Numa agonia de prata

Mote de Jó Patriota

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

XXII - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

São muitas vidas vividas
Passadas num corpo só
A cabeça dá um nó
Com tantas vindas e idas
Sem afagos e acolhidas
Bem longe da alforria
A angústia se anuncia
E a dor se faz certeza
Minha alma é uma represa
Meus olhos são a sangria

Mote de Didi Patriota

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

XIX - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

Meu olho é um charco d’água
Competindo com a chuva
O choro cai feito luva
A chuva cai e deságua
Não cobrem feito a anágua
As partes íntimas da dor
Desfolhada como flor
Em época de estiagem
Ou pela suave aragem
Das finas vias do amor

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

X - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

Ouvi dizer que teu segredo é a flor
Regada por água do corpo jorrada
Pequena oferta da terra molhada
A quem voa, é igual, sem ter pudor
Buscando roteiros que levem amor
Navego no meu barco rumo ao teu mar
Eu quero ser teu par e em ti me embalar
Levando o segredo bem junto ao rosto
Sentindo teu cheiro, bebendo teu gosto
Feliz respirando o teu respirar

Mote de Maviel Melo

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

terça-feira, 5 de setembro de 2017

VIII - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

Vivemos atados após o sol posto
Em noites chuvosas, cobertas de breu
Eu junto teu sexo, bem junto do meu
Me abro em pétalas, sinto teu gosto
Cabelos são mantas, cobrindo teu rosto
E nesse compasso formamos um par
Soltando gemidos que enchem o ar
De notas serenas, também abissais
Que fazem do quarto, o porto e o cais
Nos dez de galope na beira do mar

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

IV - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

Vocifera a palavra a céu aberto
E rumina o papel em branca espera
O poeta na busca da quimera
Se bandeia pro inferno do deserto
O seu trato com Lúcifer não é certo
E nem Deus lhe socorre nessa hora
Chega o verso e já foge mente afora
Pega a crina da lira que lhe resta
Se Morfeu com a musa faz a cesta
O poema tortura com a espora

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

III - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber mais da autora neste link

Vim do pó das estepes do sertão
Batizada no fogo da quimera
Fui testada no reino da monera
Pra dizer que o certo não é são
Na estrada pus cruzes rente ao chão
A moldura pra dor se aninhar
Poesia é o espaço pra voar
E por isso te digo sem engano
Eu prefiro um galope soberano
À loucura do mundo me entregar

Mote de Zé Ramalho

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO

terça-feira, 8 de agosto de 2017

II - CIDA PEDROSA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA
Podem saber da autora neste link

Esse som ancestral que me consome
Tem raízes nas plagas sertanejas
Me dá vida a catar longas pelejas
Marca a alcunha de bardo no meu nome
Cicatriz feita em carne jamais some
A herança que trago dos meus pais
É a música que flui para os meus ais
Na viola tem sua resistência
Na palavra o espaço de clemência
E martela o verso a pedir mais

EM - CLARANÃ - CIDA PEDROSA - CONFRARIA DO VENTO