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domingo, 7 de novembro de 2021

Amor de Irmã - LUCIANA ANDRÉA FREITAS

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Saibam mais do projecto Mulherio das Letras Portugal neste link
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Brincadeira de casinha
Brincadeira de cantar
Brincadeira de sorrir
Brincadeira de chorar
Brincadeira de ouvir
Brincadeira de falar

E o tempo foi passando
E a gente foi crescendo
E a vida foi cobrando
Nós amadurecendo

Brincadeira de correr
Já não é mais diversão
Nas disparadas da vida
Primeiro a obrigação

Menina, me deixa dormir
Preciso acordar cedo
E lá vem você de novo
Falar sobre os seus medos

Alguém do lado da cama
Clama e quer ser ouvido
Lá se vai mais uma noite
Mais um raro sono perdido

Quem foi que disse que aguento
Responder tudo outra vez?
Mas bate arrependimento
Explico até o que não sei

Toma juízo, oh menina!
Ergue de uma vez essa cabeça
Compreende a tua sina
Mas enfim nunca se esqueça

Aceita o que não se muda
Mas luta pra evoluir
Procura sempre aprender
E coragem pra seguir

Recorda que amo você
Que sempre quero te ouvir
E se um dia precisar
Saiba que estou por aqui

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - COLECTÃNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Não é assim do nada - LUCIANA A. FREITAS

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Não é assim do nada
Que ela apanha e fica calada
Não é que seja mal informada
Nem que seja mal amada

Ela acredita ser respeitada
E tem horas que é mimada
Não que seja infantilizada
Mas, às vezes, paparicada

Dizem que ela é agraciada
Pelas mulheres, invejada
Mas, no fundo, são enganadas
Não entendem a empreitada

Ora de louca é chamada
Ora de sábia, alardeada
Pelas costas, é engraçada
Pela frente, minha amada

- Mas você não entende nada!
Sem mim, é encurralada
Comigo, está amparada
Não tente ser libertada

Quando é estapeada
Parece desnorteada
É beijada e abraçada
E a clemência implorada

- Sei que fiz coisa errada
Te deixei machucada
Não queria fazer nada
Mas você é a culpada

Prometo, minha amada
Te fazer presenteada
Não repetir a facada
Em toda a caminhada

E a cada nova pancada
Com a alma despedaçada
Quando se sente encorajada
Passa a ser ameaçada

Enfim, não é assim do nada
Não é mesmo do nada
Não é assim do nada
Não é assim do nada

EM - PANDEMIA DE PALAVRAS - COLECTÂNEA - IN-FINITA