A maviosa
velha canganhiça dos timbileiros
acaba os ócios.
E toda a Zavala
bate e torna a bater agora
a cadência dos corações da turba
dançando as amotinações voluptuosas
das timbilas de ossos.
EM - OBRA POÉTICA I - JOSÉ CRAVEIRINHA - CAMINHO
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Fábula - JOSÉ CRAVEIRINHA
Menino gordo comprou um balão
e assoprou
assoprou com força o balão amarelo.
Menino gordo assoprou
assoprou
assoprou
o balão inchou
inchou
e rebentou!
Meninos magros apanharam os restos
e fizeram balõezinhos.
EM - OBRA POÉTICA I - JOSÉ CRAVEIRINHA - CAMINHO
e assoprou
assoprou com força o balão amarelo.
Menino gordo assoprou
assoprou
assoprou
o balão inchou
inchou
e rebentou!
Meninos magros apanharam os restos
e fizeram balõezinhos.
EM - OBRA POÉTICA I - JOSÉ CRAVEIRINHA - CAMINHO
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
À buzinadela do táxi - JOSÉ CRAVEIRINHA
Existe
em nós este espécie de nova sesta
que não permite cerrar de sono autêntico as pálpebras
ou senão uma ferrugem dilapida-nos mais os negros
diamantes foscos de insónias antiquíssimas
no duro chão bem arenoso das aringas.
E os narizes anticorrosivos
tresandam a brilhantina comum de muitos na almofada
e na sina de artífice moderna Rita Mamas-Tesas
à buzinadela do táxi temperando o arroz insosso
da madrugada ela elege preta célula fotoeléctrica
desde o asco intenso de amargura
até à ficha das pernas.
EM - OBRA POÉTICA I - JOSÉ CRAVEIRINHA - CAMINHO
em nós este espécie de nova sesta
que não permite cerrar de sono autêntico as pálpebras
ou senão uma ferrugem dilapida-nos mais os negros
diamantes foscos de insónias antiquíssimas
no duro chão bem arenoso das aringas.
E os narizes anticorrosivos
tresandam a brilhantina comum de muitos na almofada
e na sina de artífice moderna Rita Mamas-Tesas
à buzinadela do táxi temperando o arroz insosso
da madrugada ela elege preta célula fotoeléctrica
desde o asco intenso de amargura
até à ficha das pernas.
EM - OBRA POÉTICA I - JOSÉ CRAVEIRINHA - CAMINHO
segunda-feira, 4 de março de 2013
Consternação do nervo - JOSÉ CRAVEIRINHA
O desejo
consolida a nossa máquina de entrar
ardente no casulo dos cabelos escondidos
das raparigas com arrepios
que também elas imaginam
o salitre de um homem
na paulatina carícia
do pescoço mordido.
Mas
no meu coração
em estado de sítio
minha raça-cão mija nas botas
destes homens de solas no caminho
e masca na boca a prateada fivela
das correias à volta das maxilas.
E a consternação
deste nervo incendeia as cruas
mãos imperecíveis na desbotada ganga
da noite ultriz excitada a mel e gritos
pãp e água
e a ferro e fogo!
EM - OBRA POÉTICA I - JOSÉ CRAVEIRINHA - CAMINHO
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