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quinta-feira, 4 de março de 2021

Mulher um universo vida - JOSÉ LUÍS OUTONO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR ADRIANA MAYRINCK

No acto de conjugar o verbo
SER
a envolvência das ondas
MAR
ditam sentires e os apelas
MULHER
esculpem olhares e esboçam
ODORES
tão sensíveis que definem
AMOR
num voo solitário e
AMIGO
parafraseando gritos de um
IODO
ímpar e sedutor em
SORRISOS
ou telas coloridas de
SONHOS
qual jardim onde cada flor segreda
HINOS
intemporais e os
OLHOS
escrevem continuadas gotas de um
ORVALHO VIDA!

EM - SER MULHER III - COLECTÂNEA - MOSAICO DAS PALAVRAS

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Voos apelos - JOSÉ LUÍS OUTONO

O infindável sedar apelo dos teus lábios
dilatou-se na lucidez horizonte
do meu atear constante de vontades uníssonas.

Faltam poucas leituras geodésicas
para sombrear o teu corpo mar.

Até já, imperdível falésia guardadora dos meus traços.

EM - MARGINÁLIA - ANTOLOGIA - EDITA-ME

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Gaivota amiga - JOSÉ LUÍS OUTONO

... esperei em vão por ti
E apenas vi a sombra triangular
Da gaivota amiga.

... sorri no meu inquietar
Beijei-a com uma fotografia
E voou para o céu.

... voltou ao poiso do meu devaneio
e segredou-me...
Se ela não vier vou buscá-la!

EM - MAR DE SENTIDOS - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Poema sem nome... - JOSÉ LUÍS OUTONO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELO AUTOR

Já não escrevo
Já não leio...
E o que sinto
... é saudade longe...

Perdi-me
No encontro do mar
E não o ouvi...
Esgotei-me no abraço
Sem o dar...
E o velho temporal
Choveu-me na face
Em lágrimas de naufrágio...

Já maresia não é
E o beijo da onda
Morde como sargaço
Seco...

EM - DA JANELA DO MEU (A)MAR - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Redacção do teu beber - JOSÉ LUÍS OUTONO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELO AUTOR
No teu infinito acordar de édenes cíclicos
Nestes espreguiçares de verão constantes
Evade-se a sombra do firme apelo código...
E estende-se o momento para lá de nós.

Aguarelas leves de cores e "sons" empenho
Segredos constantes, dialogados no areal
Serras, terras, planícies... mundos de mão dada
No embalo como caligrafia azul do caminho.

Mergulho nas águas quentes do teu olhar
Silencio-te o sorriso desse abraçar único
Enquanto saboreamos o chá jasmim do pacto.

E a redacção apontada sustem-se rítmica
Sem parágrafos, parêntesis ou luxos cadência
Enfim, escrever indelével, ancorar bonançoso!

EM - DA JANELA DO MEU (A)MAR - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cereja chocolate - JOSÉ LUÍS OUTONO

Repito-me neste dizer
De um nome que és
Cereja...
De um ser que vives
Nos amores de (a)mares...

Repito-me neste querer
Ter o teu nome, no meu olhar
Chocolate...
Demorar na languidez do gesto
E adormecer na tua caligrafia!

EM - MAR DE SENTIDOS - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

sábado, 22 de junho de 2013

Tesouro - JOSÉ LUÍS OUTONO

No fundo do mar aberto de pleno imenso
Está um tesouro opaco de curiosidades
Algas dançantes guardiãs seculares
Que hospedam o borbulhar de uma lenda...

No fundo secreto fascínio do mar toldado
Há um silêncio cantado de cores matizes
Há vida e espelhos de metamorfoses líricas
Há rasgos e correntes cíclicas de atrevimentos...

Neste sétimo mar de horizonte indefinido
Folheio o calendário metódico de esperanças
Na conquista de um passar sem amarras
Volteio de águas rainhas e feudos...

Escrevo-te mar profundo de viagens
Neste ritual de palavras vestidas de ti
Onde balanço as gotas da mão tangente
De um matinal brincar liberto contigo...

EM - MAR DE SENTIDOS - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

sábado, 27 de abril de 2013

Lembro - JOSÉ LUIS OUTONO

os teus olhos
contaram-me ensaios
de pauta criativa
naquela manhã
em que acordaste
dentro de mim...
apenas ouvia
o caminhar
dos teus cabelos
no meu corpo
onde escreveste lábios
em invenções de beijos
e "trancaste-me" a alma
com um verso em
decassílabos mar...

EM - MAR DE SENTIDOS - JOSÉ LUIS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Olhar longe - JOSÉ LUÍS OUTONO

Neste miradouro
Cego-me de esperas
Da tua mão
Que corre longe
Do teu sorrir que esfumou
Do teu gracejo hoje sentença
Apenas sei de cor os teus desafios
E na nudez da minha seara
Já não lhes pertenço.

EM - MAR DE SENTIDOS - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

terça-feira, 3 de julho de 2012

À hora "marcada" - JOSÉ LUÍS OUTONO


À hora "marcada"
O sentimento isolou-se
Como comboio sem destino...
No restolhar da saudade
Apenas o ruído do carril
Sem vapor ou essência
Sonoriza a beira-rio
Agora moldura de pedras roliças...
Nem o silvo do rubor alcançado
Nem a velha estação esquecida
Fazem lembrar o épico da chegada...
Desço agora a estrada longe
De mão dada com a flor
Que ainda apanhei por acaso...
Abraço-a e leio-me nas horas que foram
Um nascer...

EM - MAR DE SENTIDOS - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

sábado, 26 de maio de 2012

Fiz uma pausa - JOSÉ LUÍS OUTONO


Com os teus amantes cabelos
acariciei-me de cores provocantes
em salpicos de olhares cascata
nos cristais de um mar corpo
em desejo fluorescente edénico
fiz uma pausa...
Molhei-te tela quente bálsamo solto
pintei um céu denso e cúmplice
no grosso acetinado dos teus lábios
até ao grito da languidez vermelha
e rubriquei-te com a minha semente.

EM - MAR DE SENTIDOS - JOSÉ LUÍS OUTONO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA