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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Na hora - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Liberdade!
Onde estás?
Onde moras, tu agora!
Tristeza invade casa
Casa da dona Aurora
Santa rendição na hora
Parte do país triunfou
Da casa da dona Aurora
A outra parte abalou
Muito rico ficou mudo
Abalou para o Brasil
Outros tantos pra Madeira
No 25 d’ Abril
Ocultando pátrio amor
Foram de livre vontade
Pensando logo regressar
Sem ter dó nem piedade
Era triste sinónimo
Trocarem leis suaves
Revolução nunca parou
Marcelo entregou chaves
Como Afonso D’Albuquerque
Que só português entende
D’Atlântico ao Índico
E do ouro reluzente
Glória e misérias
No mar chão e no mar cão
Abril não foi suficiente
Para o bem da Nação

EM - LIBERDADE - COLETÂNEA - IN-FINITA

domingo, 28 de abril de 2024

Liberdade - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Aos seus apóstolos
Cristo comunicou
O seu grande poder
Com eles comungou
E muita dor sarou

Comunicou posse
Também liberdade
Em nome de seu pai
Deu-lhes unidade
Era a verdade

Haja unidade
Hoje e em tudo
No necessário
E também no mundo
Que anda confuso

Salvador dos homens
Queria mudanças
Manifestava dor
De muitas crianças
Bem aventuranças

Propagou verdades
Com grand’ alarido
Pelo mundo andou
Sempre andou fugido
E foi perseguido

Cristo clandestino
Revolucionário
Jesus revoltado
No se diário
Morreu no calvário

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

terça-feira, 23 de abril de 2024

Lentidão - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Em ti recordo horas
As horas do meu tempo
Que permanecem no céu
E no meu pensamento

Escondo muitas luzes
Luzes em movimento
Reconheço tua voz
Na passagem do vento

Quem morre não esquece
Quem fica também morre
Morre pla noite dentro
Solidão a dor torre

Inclina relógio
Passo lento das horas
Das horas do meu tempo
Na tua voz demora

Iluminas os dias
Não me afasto de ti
Chamo pelo teu nome
Teu retrato me sorri

Dias sem infinito
Do paraíso me vês
Vives disso lá no céu
És um marido cortês

Tua voz está sempre
Dentro da minha mente
Vives vida lá no céu
Com amor docemente

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Jardins - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Jardins nascem e renascem
Longe ou perto do rio
Imensas crianças brincam
Espantando o seu frio

Nos jardins abençoados
Sol escondido surg´então
Aquecendo as crianças
Afastando a solidão

Crianças na brincadeira
Correm e brincam no jardim
Com muitos pulos e saltos
Gente miúda é assim

Com um olhar dentre de si
Nunca querem ir embora
Com a cabeça na lua
Brincadeira não tem hora

Brincadeira vai rolando
Com um murmúrio cavo
Pelo canteiro das flores
Decapitaram um cravo

Matam o tempo a brincar
Sempre na hora habitual
Com um pulo impensável
Acabaram fazendo mal

Com a manhã na escola
E tarde na brincadeira
Resto do dia restrito
Noite pra dormir inteira

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

sábado, 13 de abril de 2024

Homem - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Minha rua merece
Um homem com alcunha
Flutuando no tempo
Ninguém espeta unha

Na conversa alheia
Simula sentimentos
Fala de foguetões
Das viagens dos ventos

Armado em saltitão
Dum poema em verso
Ele é descoberto
Num erro controverso

Fala dum satélite
Mostra lado oculto
Não é investigador
Mas é um homem culto

Na órbita da terra
O choque entre luas
Próximo das ideias
Que podem ser a sua

Examinando dados
Flutua nas conversas
A norte do Equador
Surgem tapetes persas

Impacto das imagens
No mundo da poeira
Terra não vê o choque
Nem faltam as canseiras

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Guerras - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Amigos de pequenos
Criaram negócio
Amigos da escola
Se fizeram sócios

Negócio correu bem
Até certa altura
Entrou outro sócio
Acabou forma pura

Planet’ habilidoso
Lança semente no chão
Por via das dúvidas
Entre eles há ladrão

Com Peso e Medida
Perdem a confiança
Negócio vai cair
Com sonhos de criança

Guerra entre amigos
Em caldo intrigante
Inveja entre eles
Planeta circundante

Interesses diversos
Há entre os dois lados
Conversas vaporizam
Assuntos esgotados

Planeta novo patrão
Paz e tranquilidade
Negócio encerrado
Acabando amizade

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Folhas - Antónia Balsinha

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Encantadas com vento
Desde a sua gestação
As folhas respirando
Desabrocharão ou não

Passam a Primavera
E o calor do Verão
Andando inquietas
Com bater do coração

Coração nunca falha
Na sua palpitação
Com Outubro a chegar
Vento sempre tem razão

As folhas são agora
Folhas caídas no chão
São sinais do Outono
Com o vento vão então

No encontro com outras
Vão numa excitação
Gerando desencontros
Eis sentindo a questão

Novembro as espera
Com amor no coração
Com o cheiro da terra
Natureza tem razão

Estas folhas perenes
Anichando numa mão
Fundindo para sempre
Contornos de solidão

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

quinta-feira, 28 de março de 2024

Espirros - Antónia Balsinha

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Quando espirramos
Com som diferente
Da nossa língua
Isso só depende
De imensa gente

Espirro vai longe
Vai longe de mais
Com a distância
Partindo vitrais
Dalgumas catedrais

Espirro na hora
É questão de tempo
Em momento certo
Vem com movimento
Parecendo vento

Espirro no tempo
Parece ser gente
Não conhece ninguém
Instintivamente
Vai sempre em frente

Espirro não vive
Consegue entender
Não vive sem outro
Para não padecer
Buscando o prazer

Espirro supera
Alivia nariz
Espera pela vez
Voltando à matriz
No centro do nariz

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

sábado, 23 de março de 2024

Especialistas - Antónia Balsinha

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Há gente que não presta
Há gente que só faz mal
Que arranja problemas
Fazendo um festival

Prega muita rasteira
Pra chegar onde quer
Criando anticorpos
Com sede do Poder

Gente sem escrúpulos
Não se priva d’ esforços
Tem um dom especial
Para criar reforços

Manipula as pessoas
Por onde quer que ande
Com cara de santinho
Cavaleiro andante

Pra conseguir o que quer
Chega até ser cruel
Desprovido d’ emoções
Só para ganhar papel

Anseia liderança
Dinheiro na carteira
Mostra indiferença
Quer subir na carreira

Com especialista
Cai Carmo e Trindade
Usando a mentira
Gera velocidade

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

segunda-feira, 18 de março de 2024

Erros - Antónia Balsinha

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O mundo não se entende
Com os erros clamorosos
Ficando povo chorando
Com tantos homens teimosos

Com imensa desfaçatez
Só pensando no dinheiro
Reclama tudo por nada
Querem ficar em primeiro

Não reduzem pandemia
Com a guerra das vacinas
Estudos na Infarmed
Com base nas medicinas

Vai ministra da saúde
Com altos dignatários
Analisar o problema
Corações são sacrários

Redução da pandemia
Também tem incidência
Mortalidade Covid
Não parte da ciência

Vacinação positiva
Evolução nas conversas
Restrições avaliadas
Nada evolui com pressas

Com as novas variantes
Vem vacinação em massa
Há novos testes rápidos
Mas pandemia não passa

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

quarta-feira, 13 de março de 2024

Desemprego - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Emprego sem ser certo
Desemprego à vista
É o salve quem puder
Ou fica numa lista

Numa lista d’ espera
Tal como evangelho
Crescendo lentamente
Até doer joelho

Com o tele trabalho
Mudança de emprego
Tudo periclitante
Chega desassossego

Com o trabalho certo
Ordenado sem graça
Muita gente com fome
E sem comida passa

Estudos demonstram bem
Emprego não existe
Para muitas mulheres
Nesse viver tão triste

Mercado de trabalho
Em tempo de pandemia
Está tudo fechado
Tudo em sintonia

Muitas pessoas mudam
Mudam constantemente
Pra ter bom ordenado
Com ganho consciente

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

sexta-feira, 8 de março de 2024

Cigarras - Antónia Balsinha

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Cigarras passam o Verão
A cantar alegremente
Enquanto as formiguitas
Trabalham amargamente

Enchendo bem os celeiros
Numa corrida maluca
Enquanto as cigarritas
Cantam sempre ula upa

Quando chegou o Inverno
Cigarra geme de frio
Vai à porta da formiga
Esta lança desafio:

“Enquanto nós trabalhámos
Tu sempre na cantorita
Agora dança para nós
Se queres ter comidita”

O chefe do formigueiro
Deu comida às cigarras
Elas encheram barriga
E dormiram sobre parras

As formigas e cigarras
Falaram de suas vidas
E fizeram uma festa
Com danças muito corridas

Assim passaram Inverno
Cantando muito ao serão
Num convívio ameno
Até chegar pleno Verão

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

domingo, 3 de março de 2024

Chá - Antónia Balsinha

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Entre pedras encontro
A florir um malmequer
Com formato diferente
Até parece mulher

A pedra encontrada
Fugia do meu tempo
Olhando a cor da flor
Ouvi sempre lamento

Essa flor entre pedras
Encontrei-a no adro
Era mesmo talhada
Do teu lindo retrato

Eu nunca tinha visto
Entre pedras florida
Um malmequer tão belo
Estava flor perdida?

As folhitas dessa flor
São mesmo de malmequer
Servem para fazer chá
Adoçado com colher

Bule de porcelana
Contem chá de malmequer
Delicia o gosto
Do homem e da mulher

São folhas escondidas
No adro da igreja
Sempre a olhar pra mim
Há também um canteiro
A meter muit’ inveja
Com folhitas d’ alecrim

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Catelapsia - Antónia Balsinha

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Do invulgar ao surreal
Histórias insólitas
Do Ser humano na terra
Não espantam eólicas
São coisas de cariz geral

Foram enterradas vivas
Pessoas julgadas mortas
Supostamente vítimas
Das catelapsias tortas
Durante vários dias

Catelapsia não mata
Incomoda muita gente
Parecendo estátua
Com a vida permanente
Fica imobilizada

Pode durar muitos dias
Vítima desse ataque
Não perdendo sentidos
Recupera com destaque
Passando noites sombrias

Gente viva confundida
Como mortas enterradas
Família desespera
Surto não rouba a vida
Estava desacordada

Morta acorda fechada
E tenta salvar a vida
Gritando bate no caixão
Desiste está perdida
Foi mesmo sepultada

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Carinho - Antónia Balsinha

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Encho a minha vida de cor
Não me perco no escuro
Com imensa energia
Desenho o meu futuro

Transponho com valentia
No meio de muita gente
Investigo tudo a fundo
Sou pessoa competente

Tenho o dom da virtude
E ouro fino nas mãos
Desenvolvo qualidades
Entre os meus irmãos

Nunca fui ambiciosa
Mercúrio é meu amigo
Verdade sempre me salva
Me salva do inimigo

Fujo de gente maldosa
Seguindo o meu caminho
Descubro gente amiga
Que me dá muito carinho

Mundo é carta aberta
Entre as boas ideias
Verdade reina na terra
Plas cidades e aldeias

Num mundo cheio de guerras
Há muita persistência
Pela paz da natureza
Salva-nos a ciência

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Bons amigos - Antónia Balsinha

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Um bom amigo é alguém
Que vale pela amizade
Ao longo de muitos anos
Convivendo com verdade

Recordamos os amigos
E com eles convivendo
Durante imensos anos
Também no seu sofrimento

Muitos deles já partiram
Outros vivem santidade
Renovando a igreja
Seguindo pela verdade

Santidade dos escritos
Narrada plos evangelhos
Deram o seu testemunho
Hoje são amigos velhos

Na paz praticaram o bem
Foram cúmplices de Jesus
Com pobres abandonados
Receberam dele a luz

Anunciando aos pobres
Evangelho no concreto
Na sombra, Senhor protegeu
Caminhada do deserto

Hoje velhos e cansados
São amigos do coração
Por África caminharam
Cumprindo a sua missão

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Bonecas - Antónia Balsinha

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Brincar com as bonecas
Traz vida às crianças
Pensamentos emoções
E muitas esperanças

Percepciona outros
Teoria da mente
Vantagens da prática
Que a mente consente

Criança desenvolve
Seu imaginário
Entre 4 e 8
É um dever prático

Brincar forma hábitos
Com jogos criativos
Percorrendo na vida
Com jogos divertidos

Crianças e bonecas
São duas personagens
Inseridas no tempo
Que seguem em viagens

Falam uma com a outra
Alargam conversação
Nenhuma delas muda
A sua opinião

Meninas criativas
Com suas brincadeiras
Com bonecas bonitas
Sentadas nas cadeiras

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Barulhos - Antónia Balsinha

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Não gosto de barulho
Nem de sons estridentes
Fazem mal aos ouvidos
Até rangem os dentes

Não gosto de barulho
Com sons irritantes
Arranham na mente
Como caixas sonantes

Não gosto de barulho
Revoltado no rio
Unhas num’ ardosia
Causam sempr’ arrepio

Não gosto de barulho
Trazendo a confusão
Perturba ambiente
Com muita opinião

Não gosto de barulho
De cada qual, cada um
Sossego é preciso
Nunca fará mal algum

Não gosto de barulho
Preciso de sossego
Trabalho é preciso
Preciso dum emprego

Não gosto de barulho
Perto ou longe de mim
Atmosfera precisa
Do ar fresco do jardim

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Bate gente - Antónia Balsinha

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Garfo sobre o vidro
Ou num metal a raspar
Nunca dá satisfação
Há que desclassificar

Som de bebé a chorar
É diferente do de rir
Põe gente bem disposta
Que começam a sorrir

À volta da fogueira
Com fogo a crepitar
Bate gente à porta
Que pede para entrar

Caminhando na neve
Chegaram pela quelha
O som da caminhada
Traz passos duma velha

Passos, passam a passar
Levam mesma viagem
Água viva das fontes
Confrontam a paisagem

Um trovão surpreende
Com as ondas sonoras
Espantam chuv’ a cantar
Não são aves canoras

O ronronar dos gatos
É uma delícia
Uma menina canta
Com som e perícia

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA

domingo, 28 de janeiro de 2024

Avarentos - Antónia Balsinha

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Pessoa avarenta
Embora digam que não
São muito cuidadosas
E dinheiro nunca dão

Detestam abrir bolsa
Mostrando desagrado
Para ter de pagar algo
Não alinham no fado

Gente trabalhadora
Para além de sovina
Preservam bem o ganho
Dessa luz cristalina

Acreditam somente
Na simples palavre Ter
Regozijo com ela
E também nalgum Poder

Desejando adquirir
Com brilho e distinção
Estatuto social
Escondendo coração

Escondendo modelo
Com imenso sucesso
Numa sociedade
Onde tenha progresso

Ideia assustadora
Com austera ambição
Diz: Eu mando, eu quero
Governar esta nação

EM - A POESIA CORRE MUNDO - ANTÓNIA BALSINHA - IN-FINITA