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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Movimento - LUCIANE COUTO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Seja o poema
Que você quer no mundo:
Alterando sentidos
Inventando inusitadas rimas
Transpirando poesia
Acarinhando com versos
Defendendo a liberdade
Imprimindo harmonia
Desmistificando estéticas
Traduzindo sentimentos
Divulgando lirismo
Fazendo odes à alegria.
Ainda queimam
Livros e pessoas mágicas?
Insista
Seja contagiante
Persuadindo pessoas
A serem o poema
Que elas querem no mundo.

EM - SOMBRAS - TEMPOS DE ESCURIDÃO. TEMPOS DE LUZ - COLETÂNEA - IN-FINITA

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Arranjo - LUCIANE COUTO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Estava em fragmentos
Pedindo para ser composta
Desgarrada, ao léu
Mas ele reagrupou-me.
Estava em penumbras
Oscilando mais para sombras
E ofuscamentos
Mas ele iluminou-me.
Estava desconexa
Querendo sentido
E sem norte
Mas ele direcionou-me.
Estava impronunciada
Perdida em símbolos vazios
E prolongado silêncio
Mas ele verbalizou-me.
E assim, imprimindo-me
Em papel importante
O poema escreveu-me
Ainda que caleidoscópica!

EM - SOMBRAS - TEMPOS DE ESCURIDÃO. TEMPOS DE LUZ - COLETÂNEA - IN-FINITA

sábado, 19 de setembro de 2020

Poesia amarela - LUCIANE COUTO

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Saibam mais do projecto Mulherio das Letras Portugal neste link
Conheçam a IN-FINITA neste link

Tenho compromissos hoje
E nos amanhãs também:
Reservei toda a agenda
Para me colocar em pauta.
Cancelei aquele velho contrato
Feito com o anjo caído
E só irei trocar alianças
Com o que tem bons frutos.

Terei tempo para a colheita
Para fazer a pisa
E teremos muito.
Já vejo os copos cheios, a dança
E a pergunta sob o céu do solstício:
Do que é feito esse lindo vestido
Vistosa menina?

– Oh, gratidão!
Ele é feito de sol!

Agende aí também
Para fazer Tempo
E venha me ver
Vestida de amarelo e risos.
Não precisa trazer as flores de sempre:
Sei que já são meus
Todos os girassóis do mundo.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - COLECTÂNEA - IN-FINITA