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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Alvorada no Coração - António Almeida

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Faço do Mar o meu leito de solta inspiração
Das suas ondas, a minha almofada de palavras em aconchego...
Faço, desfaço e repasso, e aí encontro, a plenitude da liberdade de minha poesia

Vive em mim um insubmisso coração 
Que reage num estilo só seu
Não o chamo de louco é paixão
Pois prefiro este fogo no peito
Ao afiado silêncio do que já morreu

Sobrevivo ao pedido gélido da solidão
Cauteloso sobre o vazio que tive em ti 
Levanto a mão em prece e oração
Não aceito a sombra da meia-luz
A quem se descurou do que senti

Receio o frio estranho da madrugada
A inércia que contempla sem sonhar
Se a alma se cala perante a alvorada
O sinal doentio do amanhecer 
Certamente estará a acordar

Na soleira onde a noite não cessou
E o dia é promessa a vaguear
Interrogo o descanso de quem se deitou
E quantos acordam verdadeiramente
No instante de se levantar 

Somente desejo acalmar o sentir
Sem o aperto que o tempo ditar
A cada noite um sereno existir
Até que a luz do coração
Me venha um dia a este mundo buscar 

 EM - ENTRE PALAVRAS (AO ENCONTRO DA POESIA) - COLETÂNEA - IN-FINITA

sábado, 28 de dezembro de 2024

Pescadores - António Almeida

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Veio a noite e a labuta rotineira os leva de novo
Desapegando-os da humilde casaréu que de tempo em tempo
lhes cala o cansaço
Seguem afoites na fé que diariamente os persegue
A tempestade do estômago faminto em cada lar
os une pela determinação

Pescam no tempo a sabedoria que o semblante
lhes carrega na alma… E carregam nos ombros as amarras
da sábia dureza da vida

A melodia cantada pelas gaivotas os embala por companhia
a solidão que o céu ampara nos pequenos astros
Navegam na esperança as tormentas que a viagem
das marés por vezes os atraiçoa
E o grito das ondas na areia os alerta o fatigo que o desgaste
coloca no corpo salgado

São horas de acordar o silêncio que o sentir na voz
lhes segreda com o olhar
A sombra prateada os ilumina na alma o martírio
que a saudade denuncia no rosto lasso

… A luminosidade da estrela maior dá finalmente sinais no horizonte
e o amanhecer levanta-se vagarosamente aduzindo pela brisa fresca
estes pescadores que fazem do azul do mar um porto de abrigo...
Que os recebe e abraça com a graciosidade de um vago sorriso.

EM - A ARTE DE POETIZAR - COLETÂNEA (organização de António Alves, sobre telas de António Dias) - IN-FINITA

terça-feira, 21 de maio de 2024

Liberdade no coração - António Almeida

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Acorda-me liberdade
Tenho vontade de te ver…
Respiro tantas amarguras
Me vivem na alma fissuras
Meu coração…
Não para de bater!

Ele bate acelerado
Tão ofegante
Será ternura
Será algo desejado...
Ou saudades de te ver?

Dou-te a mão em liberdade
Fecho os olhos
Sem dormir…
Eu não quero adormecer
Quero acordar sem padecer
Eu anseio
O teu sorrir!

Sinto-te agora em alegria
Numa entrega ardente
De paixão…
Um amor que contagia
Um desejo de liberdade a cada dia
Que me faz vibrar
O coração!

EM - LIBERDADE - COLETÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 14 de junho de 2023

História não lida - ANTÓNIO ALMEIDA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Não estejas só...!
Não andes só
Que a vida não é solidão!
É ter companhia vivê-la em sintonia
Escutar a mesma sinfonia
Juntos num só coração!

Deixa-te levar
Pelo tempo em viagem
Deixa-me pegar-te
E afagar-te a coragem
Deixa-te levar
Pelo instinto da vida
Deixa-me pegar-te
E ler-te uma história não lida!

Dar-te um novo caminhar
Sem receio no cuidar
Sem tropeços e nem desvios…
Quero contigo encontrar
Quero contigo partilhar
Os mais diversos desafios...!

EM - AMANTES DA POESIA E DAS ARTES - COLETÂNEA - IN-FINITA

domingo, 11 de junho de 2023

Dá-me - ANTÓNIO ALMEIDA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Dá-me a flor do teu jardim
Quero a sentir na minha mão
Tenho na volúpia
a doce beleza
Quero-a florir na natureza…
Para contigo em meu deleite
ter um regalo de paixão!

Dá-me a tua lua cheia
Quero a luz dessa aguarela
Tenho a luxúria
de beijos nos sentidos
Que se planejam proibidos…
Num júbilo envaidecido
visto da minha janela…!

O tempo se diz lascivo
O gozo em mim se consome
Sou entusiasmo em desejo sem fim
A lubricidade chama por mim
A sensualidade é o meu nome…

Dá-me o rio que corre em ti
Quero flutuar no teu lazer
Tenho no leito
o gosto embevecido
Que me vive enternecido…
E desagua apetecido
para beber do teu prazer!

EM - EROTISMO E SENSUALIDADE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Teu silêncio - ANTÓNIO ALMEIDA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Ouço o silêncio dos teus gritos, aflitos
Numa indiferença com ruído,
Em que escuto os teus gemidos
Num cansaço remoído
Em que nada faz sentido
Numa ausência dividido
Perante o receio do silêncio...!
Ouço o silêncio dos teus passos
Tão pasmacento comedido
O pisar dos seus amassos
Num caminhar arrependido...!
Sinto o silêncio do teu cheiro
Num profundo respirar
Que se afasta ligeiro,
Diante o calor do braseiro
Que te aquece e te enlouquece
Mas te arrefece ao te afastar!
Vejo o silêncio dos teus olhos
Que se baixam e se espantam
Que me surpreendem, e me encantam...
Com um olhar penetrante e sedutor!
Escuto o silêncio da tua alma,
Que carente de paz não se acalma
E se ausenta em sofrimento
Com lamúrias e lamento,
Que ao teu peito, desconforto traz...!
Mergulho no silêncio do teu coração
Que se declara em emoção
Num sentimento de dor,
Tão forte e decidido
A falta de um intenso amor,
Liberto e sem rancor
Num silêncio...
Há muito adormecido!

EM - ALMA DE POETA, ALMA INQUIETA - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 7 de março de 2022

Flor da Liberdade - ANTÓNIO ALMEIDA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

A liberdade chegou bem cedo
Pelas mãos de uma flor
Ganhou coragem perdeu o medo
Se aventurou contra um rochedo
O enfrentou de alma sem dor…!
Uma liberdade que a vermelho
Tem no cravo essa flor
Um reflexo que no espelho
Sentenciada pelo vermelho
A liberdade mudou de cor!
Abraça a noite numa canção
Tem o povo a seu favor
Tem liberdade no coração
No Abril a união
Numa luta por amor…!
No emergir da madrugada
Trás um cravo em sua mira
Uma esperança conquistada
Numa primavera alcançada
A liberdade ninguém nos tira!

EM - ECOS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Asas de alma - ANTÓNIO ALMEIDA

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Mas que alma sorridente
Alma nua, tão diferente
Será a tua certamente
Vivente de paixão que nos juntou…
Que de encontro ao peito
De Invulgar jeito
Desagua louca a preceito
Na foz do leito do coração!

De asas abertas
Me entrelaças
Me abraças… destemida
De alma nua, vestida
Sem medida fingida
Te entregas seminua
Voando à lua
Sem preconceitos, no meu eu…!

De alma nua de ensejo
Seara moldada a desejo
Primavera de semente de fina flor
Deusa papoila de amor despida
Em noite que não findou…
Num poema que amanheceu
Na alvorada… extenuada
Um a seu gosto que amadureceu
Num verão de agosto
De asas abertas, tu e eu!

EM - ECOS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA 

domingo, 16 de agosto de 2020

Reencontro de sorrisos - ANTÓNIO ALMEIDA

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
Saibam mais do projecto Conexões Atlânticas neste link
Conheçam a IN-FINITA neste link

Haverá algo mais emocionante e nostálgico
Que um reencontro de duas almas
Que estremecem num sorriso puro de prazer,
Revivendo sonhos inocentes e imaginando
Sensações de partilha e comunhão...
A pela estremecida os faz lembrar sabores
Meigos, carinhosos salgados e intrigantes,
Outrora desafiantes pela maresia...
Fechando os olhos...
Esperam que a onda os atinja,
Até que os gestos se dissolvam
Num mar doce de espuma.
Uma experiência nova de realidades e
Emoções sentidas, que após iniciadas,
Não haverá mais lugar para almas inertes,
Silenciosas e adormecidas...!
Por isso, entre o estremecimento da alma
E a inércia dos gestos...
Admito os dois!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS V - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sexta-feira, 17 de abril de 2020

A primeira vez - ANTÓNIO ALMEIDA e JOÃO DORDIO


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Entrei e nada de ti sabia
Apenas sei que ali estavas
O mesmo espaço partilhavas
A noite era de alegria...
Uma noite que prometia
O evidenciar de que sem pressas viria
Num devagar de grito que amavas
Um silêncio de barulho sorria...
E nós pelas palavras unidos
Em sentimentos cingidos
Tomamos por liberdade a poesia!

Em tua cabeça um chapéu
Rosto duro e confiante
Iluminado por um candeeiro cintilante
Que a noite interior escondia do céu...
Aproximaste-te da luz que iluminava
Vozes de poeta que declamava
Sons guardados no coração
Tamanha de alma a sensação...
Sentimentos que nos prendia
Acompanhados pela melodia...
Os soltamos em oração!

Nada de ti sabia ao entrar
Estavas ali e isso para mim bastava
A sala estava cheia de ti e brilhava
A noite estava a começar
E eu tinha tanto para confessar
Que nem sabia como iniciar
As minhas letras era do que precisava
Para construir um mundo para nos levar
Palavras que mostrariam a união
Dos nossos sentimentos, essência e coração
Reunidos finalmente num só lar!

O chapéu que trazias enfiado
Escondia a face e o olhar distante
Mas nunca a essência do que viria adiante
Pois naquela noite muito seria revelado...
Ao chegares com a tua própria luz
Tudo aquilo que eu supus
Foi que estavas ali para me abraçar
E para me dizer nos olhos sem hesitar
Tudo aquilo que estava guardado
Lá bem no fundo enfiado
Mas finalmente dito esta noite!

As palavras por nós se ouviram
A nossa luz imperava
A noite ansiosa esperava
E os sonhos se reuniram...
A poesia de luz nos seguiu
A essência de alma nos uniu
As letras nos sossegaram...
Num abraço por nós sentido
Num ambiente encarecido
Os poetas se saciaram...
Num aplauso de amizade merecido!

As palavras por nós proferidas
E a luz que a nossa essência emanava
Fazia da noite um novo dia que brilhava
E transformava sonhos em novas vidas...
É assim a nossa poesia apesar de não nos conhecermos
Uma essência comum que se prolonga sem sabermos
Como tudo isso acontece tão naturalmente.
Foi assim esta primeira vez de dois poetas do amor
Que, com as mesmas letras que tantas vezes descrevem a dor,
A saudade e da paixão, agora, muito resumidamente,
Descreveram e mostraram as suas capacidades e o seu valor!

EM - DUETOS DORDIANOS - COLECTÂNEA - IN-FINITA