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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Foi o destino que nos uniu - REGINA BRITO

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Redondilha menor
Viva Camões!

Os anos se passaram
E nos distanciaram.
O telefone tocou,
Ouvi sua voz.
Ainda há algo entre nós?
Mas você nunca me amou!

Fiquei na incerteza
Por mera pureza.
Nem acreditei!
Tudo aconteceu devagarinho,
Com muito carinho.
Finalmente aceitei.

O destino nos uniu,
Mas ninguém viu.
Que gana de revê-lo...
Ah! Que leveza!
Isso é magia e beleza.
Que bom tê-lo!

Destino, destino, destino...
Para você compus este hino.
Amor, querência e paixão:
Aceitei-o novamente,
Você nunca saiu da minha mente.
São palavras bradadas do meu coração!

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Procura-se - REGINA BRITO

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Homem alto e delicado
Que nada tenha no dedo anelar
Que me traga flores do campo
Sempre que chegar

Eu lhe prometo, Carinho
Amor, serenidade e douçura
Mimos em nosso ninho

Que a cumplicidade
Seja nossa companheira
Pela vida inteira

Hoje são promessas
Que seja justo o que procuro
Não me traga nada errado
Porque para mim é sem valor
Pois o quero abrasador

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS V - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Senhora (Poema narrativo II) - REGINA BRITO

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Ali sentada olhando a TV,
olhar fixo,
prestando atenção,
fingindo
E o pensamento voando, voando,
Tão ausente...
Deixando o tempo passar,
Sem arriscar algo novo.
Medo!
Solidão,
introspecção,
falta de amigos,
falta de carinhos...
Não há música,
não há risos...
É tudo tão automático,
tão igual,
tão sem graça,
tão crítica
e tão SENHORA.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS III - ANTOLOGIA - IN-FINITA

domingo, 7 de abril de 2019

Antítese (Poema narrativo I) - REGINA BRITO

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Por que tenho que ser a perfeita?
Por que as causas alheias são causas minhas?
Por que devo concluir o que começo?
Por que reprimo o meu grito?
Por que peço em vez de mandar?
Por que estendo as mãos?
E não vou buscá-las...
Por que me subtraio se posso multiplicar?
Porque escuto se a vontade é falar?
Porque abaixo o olhar se gosto de encarar?
Porque sorrio se quero debochar?
Por que me omito?
Por quê?
Por quê?
Porque permito.

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS III - ANTOLOGIA - IN-FINITA