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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Templo extremo - CLÁUDIO CORDEIRO

A hora é um templo extremo.
A água impõe um nome
a cada dia importado pelo vento.

Não me revolto com a luz.
É preciso coragem para suportar
as lágrimas do coveiro.

O tempo perdido é um punhado
de terra salgada...
... por lágrimas que secaram
a luz do dia.

EM - UM TUDO NADA ÁGUA - CLÁUDIO CORDEIRO - LUA DE MARFIM

1 comentário:

  1. Demonstra uma profunda tristeza, até contagiante. Não deixa de ser um poema denso.

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