terça-feira, 21 de julho de 2026

Orgulho de D. João no Inferno - José Saramago

Bem sei que para sempre: onde caí
Não há perdão ou letra de resgate.
Mas fui, quando vivi, o sal da terra,
A flor azul, o cetro de escarlate.
Aqui, se condenado, não esqueci,
Nem morto estou sequer: torno a ser eu
No sangue da mulher que, acesa, pede
Aquele modo de amar que foi o meu.

EM - POESIA COMPLETA - JOSÉ SARAMAGO - IN-FINITA

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