Cada alma continua outra, infinita,
Cada instante, outro instante que se evade,
Cada palavra, a antiga claridade
Doutra palavra morta que foi dita.
E, quando um pensamento nos agita,
É que a semente dele noutra idade
Lançada fora já. Que voz não há-de
Achar eco onde alastre e se repita?
Não muda a Vida, é tudo sempre igual,
Há sempre o bem que dorme e há sempre o mal,
Hoje, ontem, amanhã - horas pequenas!
E não tem fundo o mar das fantasias...
As mais longas e doces melodias
São sete notas duma escala apenas!
EM - POEMAS 1934-1961 - PEDRO HOMEM DE MELLO - ASSÍRIO & ALVIM
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