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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Mar de espumas - PETRUCIA CAMELO

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Quebra sobre a orla restos de mar espumantes
Debruça sobre areias praieiras segredos oceânicos
Espumas peroladas aterrissam qual nave ancorada
rufam aos meus pés em oferendas de sonhos titânicos

Ó gente de bordo, brava gente! Que de cartas e de máquinas
belonaves flutuam, passam ao largo, bandeiras arvorando-se
longe bem longe, fronteiras de espumas levantam-se
embates de sangue borbulham, que de glória faz o infante.

Espumas-de-mar, espúmeas taças de orgias netunianas!
Por entre vagas, o gemer das ondas, avante, galeras remando!
Salvas festivas, sonhos desatam-se, Américo Vespúcio canta!

Ó espumas circundantes, à hora é dalva, nave ao mar!
Navega por onde sopra o vento, leva os meus pensamentos.
Ó timoneiro, conduz esse veleiro, que do meu porto zarpa!

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

1 comentário:

  1. Um pouco de louvar o mar , a navegação , o papel do piloto, referência a um navegador , e pede ao timoneiro que leve os seus pensamentos, já que o veleiro parte da sua terra.

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