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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Balada das manhãs sem açucenas - VÍTOR COSTEIRA

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O tempo passou por aqui
e deixou marcas do entardecer
nos dias de pele escamada e despida,
rugas de uma árvore distraída,
folhas em viagem dócil
tão indesejada quanto inesperada,
derradeiro cristal ou fóssil.
Não eras esperado, mas chegaste
fizeste-te convidado
beijaste, bailaste, estrela brilhaste
senhor de um único reinado
e foste indiferente à surpresa
e ao não querer crer
que te recebeu sem saber o que fazer.
As madrugadas despertam agora
muito mais cedo,
as dores, os lamentos e as penas.
Passaste por aqui e levaste o albedo.
Já não há manhãs de açucenas...

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

1 comentário:

  1. Não sei qual o desfecho ,mas creio que ela ficou amargurada, pois ele levou a luz que restava. O poeta coloca-se no papel de mulher ,daí um certo ar pesado ,masculino, ao longo do poema.

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