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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cidades mecânicas - CARLOS VAL

Levanto a cabeça e deixo o corpo mergulhar no asfalto
Deste silêncio de água e de poeira
Onde as gorgónias crescem sem se vestirem de negro
As mãos acendem-se numa dança instável
No nomadismo das metrópoles envelhecidas

Pressinto a vaidade colar-se-me
Nos subúrbios da alma numa espiral
De flores mortas em bicos de pés
Com medo de acordar o jardim dos narcisos
Que saqueei das cidades mecânicas

EM - NONO SENTIDO - CARLOS VAL - TEMAS ORIGINAIS

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