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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Boneca de papelão - MARIETE LISBOA GUERRA

Hoje, recordei-me
da minha boneca sem nome,
boneca de papelão,
deixada, esquecida
numa noite de nevão.
Vila Real ficou sem a menina
Lisboa recebe-a
fui dona de bonecas de todos os tamanhos
com vários penteados
fios de seda, entrelaçados,
mexiam os olhos, roupas, choravam,
diziam papá e mamã.

Chegando à idade,
a menina chamada de boneca, pelo seu avô,
despede-se de um mundo ilusório
que um dia já chamou de infância.

EM - LÓTUS JASMIM LADO A LADO - MARIETE LISBOA GUERRA - EDIÇÕES OZ

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