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quinta-feira, 13 de junho de 2013

O anjo de pedra - EUGÉNIO DE ANDRADE

Tinha os olhos abertos mas não via.
O corpo todo era a saudade
de alguém que o modelara e não sabia
que o tocara de maio e claridade.

Parava o seu gesto onde pára tudo:
no limiar das coisas por saber
- e ficara surdo e cego e mudo
para que tudo fosse grave no seu ser.

EM - PRIMEIROS POEMAS... - EUGÉNIO DE ANDRADE - ASSÍRIO & ALVIM

1 comentário:

  1. É muito fácil perceber esta mensagem.
    Muito compungido, revelando o estado de observação do poeta.

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