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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Erro poético - MIA COUTO

Sou o açucar
procurando a formiga.

Meu carreiro
não tem linha.
É um ponto, um planetário grão.

A minha natureza
é uma inacabada caligrafia:
apenas os erros me defendem.

O amor apenas
me rasura a alma.

Com a formiga
partilho alucinogénios:
migas de paixão, migalhas de doçura.

EM - TRADUTOR DE CHUVAS - MIA COUTO - CAMINHO

1 comentário:

  1. Conheço Mia Couto através das suas "estórias abensonhadas". MOÇAMBICANO e Universal; como poeta nunca li nada , sei que se estreou na <poesia com Raíz de Orvalho.
    Gostei deste poema ,aludindo à formiga, quando ele proclama gostar dos animais de grande porte, como evidencia nos contos. Respira a sua formação académica e profissional-UM POUCO DE medicina e por inteiro Biólogo
    È multifacetado, vou ler os seus poemas! Grata.

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