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domingo, 20 de maio de 2012

Náufrago - SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN


Agora morto oscilas
ao sabor das correntes
Com medusas em vez de pupilas.

Agora reinas entre imagens puras
em países transparentes e de vidro,
sem coração e sem memória
em todas as presenças diluído.

Agora liberto moras
na pausa branca dos poemas.
Teu corpo sobe e cai em cada vaga,
sem nome e sem destino
na limpidez da água.

EM - MAR - SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN - CAMINHO

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