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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Camuflagem - JOÃO RUI DE SOUSA

A emalar a desgraça
a guardar todo o recheio
de tapetes e espingardas
enferrujadas e veios
onde a corrente não passa
onde o suspiro é o meio
de dizer que tudo cansa
ou que parar é o primeiro
movimento de quem junta
a solidão ao recreio
- lá vou seguindo na marcha
com minha trompa e pandeiro
a esconder nódoas e facas
a tapar as rotas velas
do meu secreto veleiro;
lá vou seguindo na praça
como quem vai em recreio
da telha ao piso da casa
do gelo ao rio que disfarça
a dureza do terreiro.

EM - LAVRA E POUSIO - JOÃO RUI DE SOUSA - DOM QUIXOTE

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