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domingo, 15 de maio de 2011

Alvorada I - DOMINGOS MONTEIRO

Quando rompe a manhã, a cotovia,
Alma de luz, d'amor extasiada,
Vai pelos ares a anunciar o dia
Numa oração de crente afervorada.

Tão linda, a estrela d'alva inda alumia,
Com luz suave, a lânguida balada,
Tristíssima, cantante litania
Na grande paz risonha d'alvorada.

Nasceu agora o sol - moeda d'oiro,
Senhor Deus, do enormíssimo tesoiro
Que vós acumulastes, lentamente.

Agora a cotovia já não canta;
Mas de todas as coisas se alevanta
Um cântico d'hossana, docemente.

EM - POESIA - DOMINGOS MONTEIRO - INCM

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