segunda-feira, 11 de julho de 2022

No corpo um poema - ANA MENDES

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No teu perfume
Entranha-se a sabedoria
Desvenda-se um amertume
Obscuras emoções da vida.
De cabeça sonhadora e de alma
Banho-me nele e em ti
Envolvo-me de tudo e sem calma
Engasgo-me no fôlego sem mim.
E eu nele me entrego perdida...
Nos teus braços
Luto sem armas, somente com amor
ouço apenas do coração os compassos
liberto-me de preconceitos, sem dor.
E levas-me com suavidade
Ignoro o proibido, o desmedido
No descobrir a liberdade.
Suspiro apenas o que vivo.
Na alvorada o despertar
descubro o teu poema
Tatuado agora no meu peito
Esboço, invenção do amar
Melodia ardente que nos queima
Nos teus lábios a cor de carmim
Enlaçados formando novo caminho
Laivos com toque a sabor raro, jasmim
Entre volúpia e desejo
Voamos sobre o nosso destino...
descrevo no espaço
a harmonia que trajo sem fim
nesta entrega à poesia que sinto e faço...

EM - PELO FIO DE ARIANA - ANA MENDES - IN-FINITA

domingo, 10 de julho de 2022

Universo - GIL BHRAS

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Na imensidão do universo,
Sigo os passos nebulosos da realidade,
Ando carregando na alma pintada de desencanto,
O amaranto que alegra o tempo.

Tudo que está contido no meu ser,
Traduz em parte minha dúvida minha aflição,
Enquanto a outra parte é certeza que carrego,
Travestida de ilusão.

Afinal, as coisas que nos acontecem,
São fragmentos de mundo que desfilam diante de nós,
Acabam interligando uma inquietude,
Com a forte vibração que alude.

Ah! Se essa dúvida que carrego em demasia,
Pudesse me tirar esse sentimento forte e profundo,
Sombra que me invade vinda de um passado,
Irresoluto e infecundo.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Entrega - MARIA CAROLINA VIEIRA

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Demora um tempo até a gente se acostumar com o “tudo bem”
Demora mesmo aceitar que o céu não vai desabar
Demora um pouco acreditar que estamos felizes
Demora mais ainda acreditar que merecemos ser feliz

Quem sempre esteve acostumada a lutar não sabe descansar
Demora a baixar a guarda, tirar os escudos
Passei tanto tempo cuidando que esqueci que preciso ser cuidada
Há muito tempo tenho estado cansada

Há tempos que ando sem rumo pelas ruas e estradas
Há muito quero colo, consolo, carinho, abraços e mimos
Mas como se deixa cair os escudos?
Como se abrir sem medo de ataques?

Tenho medo de te querer e me perder de mim
Tenho medo de sofrer quando você decidir não mais vir
Tenho medo mas gosto do que estou a sentir
Por isso decidi deixar arder, queimar, incendiar

Vou mergulhar no mar dos carinhos
Me perder nos vários caminhos
Me deixar ser cuidada e não me sabotar
Não mais fugir, apenas pegar ar e mergulhar

EM - MARIA AO MAR - MARIA CAROLINA VIEIRA - IN-FINITA

sábado, 9 de julho de 2022

A flor na margem do caminho - JORGE CHICHORRO RODRIGUES

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A vida é feita de enganos,
a cada momento tropeçamos
nas pedras do caminho,
mas mantenhamos aberto o coração
e não desistamos nunca do doce amor,
porque na margem do caminho
nunca deixa de haver uma flor
para nos dizer que a vida não é em vão.

EM - GOTAS DE POESIA - JORGE CHICHORRO RODRIGUES - IN-FINITA

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Outonos - MANUEL MACHADO

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Folhas amarelecem
Desprendidas de ramos,
Verdejantes há instantes
Irresistentes à passagem do tempo
Esvoaçam em brisas já frias
De noites e madrugadas gélidas,
Amontoadas pelas ruas.
Vielas agora desertas.
Nós, diáfanos amantes
Mocidades fúlgidas
Mutantes à vida destinada,
Verdes anos vigorosos
Agora esmorecidos,
Vividos à margem de um lago
Desejado calmo,
Sob manta de retalhos,
Peles apergaminhadas
Nossos corpos enroscados
Beijos quentes escaldantes
Apetentes à eternidade.
Sentidos e vividos outonos.

EM - MANUEL MACHADO - COLECÇÃO DISPERSOS - IN-FINITA

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Poesia - MARIA JOÃO ABREU

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Poesia tem asas de condor,
tem mel em cada letra,
é escrita com amor,
é como sinfonia de orquestra!

Poesia é inspiração,
tem sentimento,
é improviso com emoção,
é para o poeta seu alimento!

Poesia soa a mar,
tem sol em cada estrofe,
é o prazer de encantar,
o silêncio que soa no bosque!

Poesia é encanto,
amorosidade,
é divino canto,
permanece na eternidade!

Poesia afoga tristezas,
exprime alegrias,
sonhos e histórias,
reflete paixão e fantasias!

Poesia é perfume de rosa,
sendo feita ou não em prosa
é delicada e airosa,
é... Simplesmente preciosa!

EM - MULHER MENINA - MARIA JOÃO ABREU - IN-FINITA

O Menino - ELIZABETE DENTE

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Em réstia de infância
Como uma criança
Fui ver o presépio
Ao ver o Menino
Assim pequenino
Tão cheio de Amor
Fez-me acreditar
Que um dia os homens
Ainda vão deixar as armas e as guerras
E tocar os sinos
Para anunciar
Que finalmente se irão amar!

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA

A ponte - CECÍLIA DIAS GOMES

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Debaixo daquela ponte muita água já passou,
Minha alegria abraçou a natureza e o amor...
Debaixo daquela ponte segredos e encantos foram vividos.
Quem por lá passou sabe que o amor lá desabrochou...
Debaixo daquela ponte banhei-me com pureza,
Águas límpidas e puras,
Como a natureza...
Ainda hoje por lá passo,
Tudo está igual.
Só a ti te peço que este amor seja imortal.
O nossas vidas por lá passaram.
Água corrida cristalina,
Olha para nós com olhar de luar...
A ponte que recorda nossas vidas.
O fogo morre na água que se esvai.
E eu lá não voltarei mais!
Fico de alma selada.
Por não querer dar aos outros,
Sonhos que são unicamente meus...

EM - A MINHA VEZ - CECÍLIA DIAS GOMES - IN-FINITA

quarta-feira, 6 de julho de 2022

A Janela - EDNA FROEDE

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Dela, vejo as pessoas,
ou animais passando e também,
a linda natureza.
Faço uma profunda higiene mental
através deste ato.

Lembranças boas me vêm,
ao observar essa vida latente lá fora.
E eu, aqui dentro,
como se vivendo em dois, ou vários mundos
diferentes ao mesmo tempo.

Isso! Ao olharmos por uma janela,
podemos imaginar infinitudes de realidades,
dependendo do que se observa na vida lá fora.

Cá dentro, sou eu.
Lá fora, através dela, da janela,
posso ser um pássaro cantando,
uma criança brincando,
uma árvore frondosa,
com suas folhas balançadas pelo vento,
ou ele próprio,
que é percebido nesse movimento.

Entretanto, a visão mais bela
de todos esses mundos
que eu brinco através dela, da janela,
é a chegada do meu amor,
nesse instante tão emocionante.

Então, troco esses sonhos
vivenciando mundos diferentes,
dentro e fora da minha realidade,
apenas com um doce sorriso para ele,
o meu amado,
que comporta todos os bons sentimentos,
com a sua chegada.

Assim sendo,
com a minha pressa em abraçá-lo,
fecho a janela e corro,
abrindo a porta de entrada.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA

A vida não são impasses... - ANGELA CABOZ

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A vida não são impasses, são escolhas conscientes.
Mais do que escrever a minha vida, tenho que vivê-la, antes que alguém ponha
o ponto final, nesta história que tenho para viver.
É tempo de me colocar entre duas vírgulas que me separem o passado do futuro.
É tempo de assumir quem sou e o que sinto. De viver de acordo com as leis
do meu coração.
A vida pertence-me, mas só em parte. A parte que ainda está em aberto para viver.
A parte que eu não escrevo para não perder mais tempo.
A vida grita-me para não gastar mais minutos entre dois nadas que não entendo,
mas onde me escondo.
Vou viver cada minuto que é muito tempo para viver.

EM - ALMA DE POETA, ALMA INQUIETA - COLECTÂNEA - IN-FINITA

terça-feira, 5 de julho de 2022

Conhecimentos: degustação de ideias - DIVANI MEDEIROS

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Alimente-se de ideias,
Cultive conhecimento.
Absorva diferentes saberes,
Viva cada momento.
Interaja com sabedoria,
Declame poesia.
Pinte seus dias com as cores da diversidade,
Pincele a vida com suas peculiaridades.
Viaje na história,
Busque suas memórias.
Reconte cada página que lembrar,
Desenhe uma nova história, deixe em algum lugar.
Um novo acervo vai surgir quando um leitor encontrar.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Início - MARIA CAROLINA VIEIRA

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Algo mexeu comigo esses dias
Começo a perceber que não tenho ninguém na vida
Ninguém para contar do meu dia
Ninguém para abraçar quando estou triste
Ninguém para amar

Tenho muitos amigos e pessoas que me amam e não me desamparam
Mas não tenho ninguém para mim
É fim de ano, fim de metas, fim de ciclos
Fim de questionamentos e argumentos
E algo ou alguém mexeu comigo esses dias

A casa vazia e o silêncio das ruas só reforçam a solidão
O frio que entra e fica nas paredes que nunca se aquecem
A solidão que nunca me abandonou e a vontade de chorar
Mas chorar num peito de verdade pois estou cansada de almofadas
Pois algo mexeu comigo e eu não sei como lidar

Quero um abraço sincero, daqueles que duram uma eternidade
Quero ser entendida, compreendida e respeitada
Quero ter com quem chorar e também sorrir
Quero amar e também ser amada

Quero da vida todo o amor que ficou pelas estradas.

EM - MARIA AO MAR - MARIA CAROLINA VIEIRA - IN-FINITA

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Reticência - DILMA BARROZO

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intrigante palavra é o se
nem sim nem não
é talvez
pode ser
quem sabe
cinza
pardo
nublado, nada
vive no limbo à espera
em tempo perene de hipótese
longo e sofrido
renitente
resistente
reticente...

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Conselhos a jovens escritores e poetas - JORGE CHICHORRO RODRIGUES

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Escreve tão naturalmente que te esqueças do ato de escrever.
Ouve a liberdade que existe dentro de ti e é igual ao vento.
Segue o que te vem à mente e se conforma com o Momento.
Jamais traias o que sentes e palavra a palavra constrói o teu Ser.
Lembra-te que não há um destino certo onde chegar,
que o enigma é o que te impulsiona, como se estivesses a sonhar.
Faz do sonho a tua estrada, mas não esqueças nunca a realidade,
pois escrever tanto se veste de fantasia como de pura verdade.

EM - GOTAS DE POESIA - JORGE CHICHORRO RODRIGUES - IN-FINITA

domingo, 3 de julho de 2022

teu nome - DEOLINDA NUNES

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eu chamo o teu nome
ao cair da tarde
ele pigmenta meus ouvidos
acorda tons e subtons
do sol e da chuva

eu chamo o teu nome
pra lembrar dos teus olhos
transversais e fundos que
muitas vezes não alcanço

eu chamo o teu nome
pra lembrar do teu jeito
de respirar e de transpirar
quando estamos lado a lado

eu chamo o teu nome
como se fosse um pulsar
que me vivificasse
feito coração da terra
feito água que depura
feito ar puro que cura

eu chamo o teu nome
como se fosse uma
cantiga de ninar
que preparasse meu sono
e me conectasse com as
estrelas de uma outra face

eu chamo o teu nome
inscrito no avesso de minhas
entranhas e reescrito no direito
de correr pelas minhas artérias

outono se faz voz sem destino
é sopro que renasce no nome

eu chamo o teu nome
como se estivesse grafado
na solidão do descampado
aguardando um recomeço
guardado nas sementes

eu chamo o teu nome
pra romper a vertigem da distância
pra abrir os veios das nascentes
e ver no horizonte o tudo que brilha
eu chamo o teu nome: amor

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Hini - MANUEL MACHADO

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Foste tu que me escolheste
E não eras minha.
Seguiste-me enquanto possível,
Eras a minha sombra.
Fomos felizes, amámo-nos.
À hora da despedida
Olhos nos olhos, perdoámo-nos
Sem nada dizer.
Tristes memórias,
Angústias passadas.
O dia em que me senti só.
Olhei para o lado, nada tinha
Ninguém estava.
Apenas a esperança
do reencontro de um grande amor.

EM - MANUEL MACHADO - COLECÇÃO DISPERSOS - IN-FINITA

sábado, 2 de julho de 2022

Mulher menina - MARIA JOÃO ABREU

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Sou mulher, com jeito de menina.
Simples e humilde,
sou misto de inocência, com algo de ingenuidade.
Quando inquieto meu coração, é na melancolia
que escrevo a minha poesia.

O Sonho, o meu alento.
O sol, a minha luz.
A música, o meu alimento.
O mar, o meu leito!

Danço com as palavras,
em redor do amor da amizade e da paz.
Escrevo apenas para exteriorizar
um culminar de emoções sentidas
que trago na alma e no âmago
do meu mais profundo ser.

Quando o caminho é a esperança
e o seu trilho sentimentos da alma,
a felicidade transforma as palavras em poesia!

EM - MULHER MENINA - MARIA JOÃO ABREU - IN-FINITA

Jogo partido - DEBORA PIO

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Quebrei-me em mil pedaços
E já não consigo juntar-me
Uma parte minha, foi-se com meu pai, morto de surpresa
por uma dessas peças que a vida nos prega
Outra parte voa sem destino determinado, voa e observa
às vezes, noutras – sonha
Ainda há uma parte que se despedaça por tragédias alheias
Mas que nunca são totalmente estrangeiras
Uma vez que o barro que fez Adão, fez a todos nós
Ao Norte há frio e guerra
Ao Sul, pecados de cores que nunca amainam
Pecados de aromas e ritmos
Fazendo com que a vida seja uma celebração intensa
Como farei eu
Para seguir assim, em pedaços, partes que não se concatenam
Pedaços de outro quebra-cabeças
Como se ajuntados por um deus desconcentrado e preguiçoso
Como farei eu para seguir?

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA

Esperança - CECÍLIA DIAS GOMES

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Tenho esperança de ver dias melhores,
Não ver crianças em mãos de sofredores
Quero vê-las brincar sem nenhum perigo,
Até acreditar que não têm inimigos.
Não quero ouvir mais... falar de crueldade,
Filhos violar os pais,
e pais violarem seus rebentos que foram desejados.
Por favor, terminem com a fome,
que passe a estar bem dividida a fartura!
Amar o próximo, haver prosperidade,
Acreditar que a mulher e o homem podem sonhar.
E que os direitos não sejam só para os políticos.
Dividam o que temos por direito.
Ajudem os mais aflitos!
Porque afinal este mundo é de todos.
Estimem-no porque ele é tão bonito.

EM - A MINHA VEZ - CECÍLIA DIAS GOMES - IN-FINITA

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Por um véu com liberdade - ANA MENDES

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Quero tanto! Quero tudo, quero pouco…
Ensinam-nos o aceitar, renunciar, apagar, resignar …
Mas em mim mora a recusa do abuso, do absurdo louco!
Desejo e exijo tudo no existir, no amar.
Agarro-me a mim
Num abraço que aperta
Com o meu Eu que grita
Num sussurro sem fim
Por uma justiça desconhecida, que desperta …
Em cada lágrima injusta uma lei
Uma vontade calada, amordaçada.
Nas veias sinto o sangue Rei
Que me indica a estrada trilhada…
Sim quero! Quero tanto, quero tão pouco…
Resistência que me devoras
Melodias vorazes que em mim choram
Sentido, vivencia que me apavoras
Rompam-me as correntes que em mim moram!
Neste mar de tormentos
Resistir é um deserto vencer
Contra leis e sofrimentos
De preconceitos por morrer!
E um dia ainda que de rostos vestidos
Pintaremos trajes suaves e decentes
De sorrisos ao vento oferecidos
Sobre corpos de mulheres sem julgamentos.
Gritarão LIBERDADE aos quatro ventos
E SIM ao direito a viver!
Quero sim! Quero pouco e um tanto…
Viver, sonhar através de um canto
Cabelos soltos e de sonhos bordados
Colares coloridos sobre o peito mostrar…
Bandeiras ao ar levantar
Soar um hino entoado à nossa Glória!
E quero muito! Quero tudo ou apenas um pouco…
Por essas mães, mais respeito!
Escolas, sorrisos, conhecimento e compaixão, pois merecem por direito
Amor, existência e sonhos fora da prisão!

EM - ALMA DE POETA, ALMA INQUIETA - COLECTÂNEA - IN-FINITA