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Nos passos da Morte movo
A minha Vida de Ser e de Nada.
A refulgência do Tempo
Mostra-me a minha efemeridade.
Fazer tudo, agora, torna-se imperativo.
Amanhã não sei se cá estarei!
Caminho, apressada, para o encontro
Comigo mesma.
Amanhã não sei se cá estarei!
Sorvo o devir frenético de cada momento
Vivido, dentro e fora dos meus poros.
Amanhã não sei se cá estarei!
Esta adrenalina cansa-me!
Ah, como me cansa esta adrenalina!
Ah, como me cansa, exaustivamente!
Mas não sei viver senão na intensidade -
Quase alucinatória -
Desta efervescência constante
Que sempre procuro, ansiosa,
Dentro e fora de mim.
Amanhã não sei se cá estarei!
EM -
FLUXOS DA MEMÓRIA -
ISABEL ROSETE -
CHIADO EDITORA