sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O meu fado - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Nasci num dia de sol, ou talvez não
Era noite estrelada, a lua brilhava
E eu, para chatear, chorava
Amanhecia e era quase verão
O sol aquecia no Alentejo profundo
A luz entrava no quarto e eu, mamava
A mãe, num misto de sofrimento e alegria,
sorria
Dois anos passaram entre verões escaldantes
E invernos demasiado frios, aquecidos
na lareira
Aquela casa onde nasci, passou a ser uma
miragem
O Alentejo de ar puro, ficou na outra
margem
E Lisboa de ruas largas e gentes
desconhecidas
Acolheu-me de braços abertos
O rio que me trouxe, ainda é o meu rio

Lisboa já não é a mesma
E o meu Alentejo, está num sonho
inacabado
O sonho eterno do meu fado.

EM - MEMÓRIAS DE UMA LOUCURA - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

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