LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Noite de chuva é poesia,
Para escrever calmamente,
Mas não o será certamente,
Para quem morra de agonia
Não é mais que findar um dia,
Do qual resta a recordação.
Que foi festa bem passada,
E ficam com a consolação,
Que fizessem muito (ou nada).
Mas volto, repito e afirmo
Que noite de chuva não é poesia
Quando se morre de fome, e frio,
Apenas será teimosia,
De escrever para consolação
De todos os que morrem sem pão
Sem consciência desta tirania,
Onde se escreve calmamente
Sentado num bom cadeirão.
EM - A MINHA LARANJA ROMÃ - JOSÉ ALENTADO - IN-FINITA
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