LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Sei
de cor
gavetas e roupeiros despidos
de naftalina e perfumes,
de saias, cambraias e vestidos,
de indiferenças e azedumes,
organizados por cores,
tamanhos e teimosias,
sempre da forma que querias…
gavetas e roupeiros despidos
de naftalina e perfumes,
de saias, cambraias e vestidos,
de indiferenças e azedumes,
organizados por cores,
tamanhos e teimosias,
sempre da forma que querias…
Sei
de cor
a cor das paredes vazias
que, enormes e frias, enchiam
de silêncio ensurdecedor
as imensas noites e os dias
em que nelas não acordavas,
nem delas te despedias,
apenas porque já nelas não moravas…
a cor das paredes vazias
que, enormes e frias, enchiam
de silêncio ensurdecedor
as imensas noites e os dias
em que nelas não acordavas,
nem delas te despedias,
apenas porque já nelas não moravas…
Sei
de cor
o calor que na solidão não vinha,
o abraço que o colchão devolvia,
o tempero que a refeição não tinha,
o acre da falta de companhia,
os passos que a música não dançava,
a alegria que de mim se ausentava
e a vida que, assim, se desvanecia…
o calor que na solidão não vinha,
o abraço que o colchão devolvia,
o tempero que a refeição não tinha,
o acre da falta de companhia,
os passos que a música não dançava,
a alegria que de mim se ausentava
e a vida que, assim, se desvanecia…
Sei
de cor, sim…
sei de cor
tudo aquilo que não quero!
sei de cor
tudo aquilo que não quero!
EM - POEMAS DE MEL E LIMÃO - VÍTOR COSTEIRA - IN-FINITA

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