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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Do poema - WANDA MONTEIRO

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sobre o mar o voo das marias
asas adentram a vertigem do azul
o canto de seu voo irrompe o silêncio
na dobradura da onda
no exato quando de seu vago tempo
na inexata dança
na inteira pausa do movimento

à luz da estrela
embainhada pelo fio do poente
o poema nasce _ deita na areia
e fica lá (por ínfimo intante)

sequioso de olhos e sentidos
incapaz de rasgar a rede que os prende
na tela de líquido cristal
o poema sequer forceja ao vento
o mesmo velho vento volta da antiguidade
para cumprir a sina de modelar a areia
{desertor}
o poema comete suicídio
morre afogado
de água
sal
e indiferença

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS II - ANTOLOGIA - IN-FINITA

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