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sábado, 3 de outubro de 2015

Vendo-se encarcerado e solitário - MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE

Aqui, onde arquejando estou curvado
À lei, pesada lei, que me agrilhoa,
De lúgubres ideias se povoa
Meu triste pensamento horrorizado:

Aqui não brama o Noto anuviado,
O Zéfiro macio aqui não voa,
Nem zune insecto alígero, nem soa
Ave de canto alegre, ou agourado;

Expeliu-me de si a humanidade,
Tu, astro benfeitor da redondeza
Não despendes comigo a claridade:

Só me cercam fantasmas da tristeza:
Que silêncio! Que horror! Que escuridade!
Parece muda, ou morta a natureza.

EM - ANTOLOGIA POÉTICA - BOCAGE - VERBO CLÁSSICOS

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