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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

55 - RICARDO REIS

Quero versos que sejam como jóias
Para que durem no porvir extenso
          E os não macule a morte
          Que em cada cousa a espreita,
Versos onde se esquece o duro e triste
Lapso curto dos dias e se volve
          À antiga liberdade
          Que talvez nunca houvemos.
Aqui, nestas amigas sombras postas
Longe, onde menos nos conhece a história
          Lembro os que urdem, cuidados,
          Seus descuidados versos.
E mais que a todos te lembrando, screvo
Sob o vedado sol, e, te lembrando,
          Bebo, imortal Horácio,
          Supérfluo, à tua glória...

EM - POESIA - RICARDO REIS - ASSÍRIO & ALVIM 

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