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quarta-feira, 1 de julho de 2015

XV - VICTOR OLIVEIRA MATEUS

Este silêncio que à noite se infiltra como presença há muito esperada. Este silêncio que a brisa aconchega e pelos claustros sobrevoa o negrume da vida. É um bater de asas nas copas das árvores, uma doçura a escorrer pelas cornijas tão pelo tempo esbeiçadas e é também o reflexo da minha sede. Uma sede sem limites nem fim e onde uma ânsia de Amor me antecipa visões e êxtases. Este é o silêncio que sempre quis, aquele que à noite atravessa corredores e celas desenhando nas lajes as minhas Moradas - caminhos que nunca cedo, como se num antiquíssimo sonho uma nítida mão a mim me salvasse.

EM - NEGRO MARFIM - VICTOR OLIVEIRA MATEUS - LABIRINTO

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