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sábado, 29 de março de 2014

Espelho inerte - JOÃO CARLOS ESTEVES

não escapaste à passagem da vida
nem às marcas que ela gravou
na tua alma crepuscular

no outro lado do espelho
os despojos
de um tempo que foi o teu
onde as noites eram passagem de mãos
que te agarravam na urgência da volúpia

hoje
feneces com as dores da ausência
de uma imagem
que o espelho já não devolve

EM - INVENTEI-TE AS MANHÃS - JOÃO CARLOS ESTEVES - CHIADO EDITORA

1 comentário:

  1. É um convite à memória nua e crua. Aprecio as ultimas estrofes.
    Grata.

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