Este blogue pretende ser uma montra de poemas e poetas de língua portuguesa.
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Dia 339 - JOAQUIM PESSOA

Quem morre de tempo certo
ao cabo de um certo tempo
é a rosa do deserto
que tem raízes no vento.

Qual a medida de um verso
que fale do meu amor?
Não me chega o universo
porque o meu verso é maior.

Morrer de amor é assim
como uma causa perdida.
Eu sei, e falo por mim,
vou morrer cheio de vida.

Digo-te adeus, vou-me embora,
que os versos que eu te escrever
nunca os lerás, sei agora
que nunca aprendeste a ler.

Neste dia que se enquadra
no tempo que vai passar,
termino mais esta quadra
feita ao gosto popular.

EM - ANO COMUM - JOAQUIM PESSOA - EDIÇÕES ESGOTADAS

1 comentário:

  1. O Poeta tem a sua versão da realidade amorosa. Um certo pesar...
    Grata.

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