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terça-feira, 2 de julho de 2013

Solidão - ato I - GLEIDSTON CÉSAR

"Na vida há caminhos que exigem
silêncios para serem percorridos."

Então ela cosia seus pensamentos
enquanto suas ideias talhadas,
magras e pálidas
limpavam o pó das lembranças
da primavera e do verão.

Tinha esperança
de que uma negra solidão
não atingira o inverno da sua alma.
Se tal ocorresse,
seus galhos imaginários
morreriam embriagados
prlo frio do inverno.

Mas no seu olhar
havia uma melancolia absurda,
e quando o fixava no meu,
o reflexo que me apercebia
era quase imperceptível.

Havia nele algo do presente
talvez fosse a minha presença.
Sabia que, no fundo,
a sua alma estava embriagada pela solidão,
e o seu olhar
ainda demonstrava uma profunda desilusão.

Porque trazia nas suas lembranças
o mar e o sal das lágrimas,
era nordeste, densa, tão mar
quanto as suas memórias.

Mas no seu íntimo
sabia que não era só solidão
ou vales
mas que também
possuía asas para sobrevoar.

EM - FRESTAS - GLEIDSTON CÉSAR - MULTIFOCO-FUTURARTE

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