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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pulsação - CLÁUDIO CORDEIRO


Sinto-me a perder a pulsação.
A palavra é uma promessa
de esperança.
Nela o futuro pode ser
uma língua pura.

O fogo que chamei
provocou uma resposta imediata.

É mortal a origem das vozes
que se dirigem ao abismo da língua.
Tenho medo de perder o sono.
Fico quieto no meu mais profundo
universo...

É livre a voz dos sonhos
que chamam por mim.
Num corpo que desperta
liberta-se o espírito
de um sangue ofendido.

EM - UM TUDO NADA ÁGUA - CLÁUDIO CORDEIRO - LUA DE MARFIM

1 comentário:

  1. Se o autor não tem a resposta que quer e tudo na vida é perecivel, então ele que avance em tom de desfazer o silêncio e obter o que deseja. Por vezes tem que se agir assim, rompendo bloqueios. Gostei deste poema, agradeço.

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