domingo, 3 de outubro de 2010
Uma prece do povo - ANTÓNIO BOTTO
Meu rico «Santantoninho»,
Meu santo, meu ai-jesus,
Minha flor de laranjeira!
- As raparigas são tolas,
Insensatas, retraídas,
E o amor, presentemente,
Lembra, sem tirar nem pôr,
O jogo das escondidas.
Intervém! Mete o bedelho,
E traz também o menino,
- Meu cravo d'oiro adorado!
Meu pão de ló do mais fino!
Andam ariscas de todo
As cachopas de hoje em dia;
Por qualquer coisa nos trocam
E zombam da simpatia
Com que pedimos um beijo
Nas voltas de um bailarico...
Isto, assim, não pode ser:
- Intervém, «Santantoninho»!
in... Canções e outros poemas - ANTÓNIO BOTTO - Quasi
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Que bom ter trazido Antonio Botto, logo no dia da minha visita, me esperava? Pois meu amigo gosto muito dele embora não tenha lido muito, apenas o que vou por aqui apanhando, como este poema hoje, mas é um poeta bem popular e me assemelho um pouco.
ResponderEliminarUm grande abraço
rosafogo.