terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Dona Branca - AKYCIANE KELY DE SOUZA

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O brilho que reflete de sua pele negra,
Nega seu nome, mas se compara a luz da sua alma.
Alma leve e coração grato, que expande sua alegria.

Quando criança, trocou a boneca de pano pela enxada
E nem assim, perdeu a esperança de voar.
Quando abraçou seus rebentos, eu sei que ousou
E decidiu que seus destinos seriam melhores.
Seria possível?

Se trocou a enxada pelas fraldas, não foi utopia ou só sonhar.
Ela foi enchendo a casa de livros, cadernos, lápis e foi
Plantando sonhos, iluminando caminhos, fazendo história
Por onde passou e a tia Branca, professora se tornou.

Ela é a filha do xique-xique que venceu.
Ela é a voz de alguns sufocados pela dor da fome.
Ela é a oração de um coração de mãe aflito.
E enquanto chamam ela de Dona Branca,
A chamamos de mãe.

EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA

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