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segunda-feira, 28 de março de 2016

Abrigo - DOMINGOS MONTEIRO

Longe de quanto eu amo, neste imenso
Deserto povoado onde ora eu vivo,
E aonde, por meu mal, fiquei cativo
Mais adentro que fora do que penso...

Teu carinho, criança, e o teu esquivo,
Doce riso, divino como o insenso,
São a fonte de graça, o lenitivo,
Pra todo o mal por sobre mim suspenso.

Se o teu olhar eu fito, e ainda hesitante
A tua voz mansinho vem e embala
Meu pobre coração, minh'alma errante...

- Humilde flor que um tal perfume exala! -
Fico a pensar se vem do céu distante,
Ou se é já céu distante, a tua fala.

EM - POESIA - DOMINGOS MONTEIRO - INCM

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