sábado, 1 de fevereiro de 2025
Na Espera do Amor Perdido - Adriana Mayrinck
domingo, 13 de outubro de 2024
Trompetista (Ecos de uma melodia) - Adriana Mayrinck
sábado, 1 de junho de 2024
Apenas, Ela - Adriana Mayrinck
quinta-feira, 7 de janeiro de 2021
Embriagada - ADRIANA MAYRINCK
As chamas ardiam em labaredas, em noite de lua iluminada
o corpo buscava ir além do que desejou e do que ousava sentir
pulsava nas horas tardias, em delírio de si mesmo, tentava fugir
de quimeras perdidas no vento, em ecos na estrada.
Debatia-se na ânsia de ser, consumir, sorver a euforia represada
inspirava sensações imaginárias em sentidos transbordantes,
era consumida por estados líquidos e emoções navegantes
mãos, toques, olhares - inquietantes e entregues a cena ousada.
Fundiam se entre pernas e suores, e a palavra - inflamada
eram dois em delírio, que entregavam-se, lentamente
ela precisava dele, em sensatez, equilíbrio, razão, latente
ousada e encantada, arfava poesia, na paixão desmesurada.
Na manhã gelada e cinzenta, aquecida pelo abraço, enamorada
é ninfa, deusa, em essência a mulher, recriada em desejos,
plena e pulsante quer mergulhar no lado de dentro - ensejos
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
Com o tempo - ADRIANA MAYRINCK
domingo, 5 de julho de 2020
Procura - ADRIANA MAYRINCK
Busca um lugar onde perdeu palavras - inexatas.
Percorre o olhar por instantes de entrega - farsas
e depois agarra-se às pedras e cantos
cambaleante, embriaga-se
em seus desencantos - equívocos
escala penhascos, mergulha no mar
grita em silêncio
sussurra ao vento - inquietação
procura aquela mão
para continuar o verso convexo.
E trazer de volta a magia da poesia.
EM - LIVRO ABERTO 2020 - COLECTÂNEA - EDIÇÃO DE AUTOR
quarta-feira, 22 de abril de 2020
Fluidez do tempo - ADRIANA MAYRINCK e JOÃO DORDIO
Líquido é o tempo
que baila na cor rubra
da essência que absorvo
Embriaga-me
e na consciência absoluta
de que não o retenho
passo em descompasso
Lembranças de eras
Distantes
desfazem-se em ecos
tímidos e inaudíveis
de um lugar que se perdeu
na memória quase insana.
E depois ele flui e não pára
Em bailado comigo sempre embriagado
Com líquido ou sem líquido
Porque o tempo é indiferente à minha alucinação
E continua a fazer casinhas de rugas
Pelas ruas das faces dos humanos desumanos...
E depois ele flui ainda mais
Com o bailado a precisar de mais sala
Com o líquido a precisar de mais corpo
Porque o tempo é indiferente a limitações
E aos problemas dos humanos desumanos.
O bairro de casinhas de rugas é cada vez maior...
O olhar desfocado
a pele marcada pelas passagens
Esconde-se
por entre paredes de dores e êxtases
e o corpo reage
Insaciável, grita exigente
com lentidão e mais firmeza
O ser resiste à inexistência
do que vai além da concretude
e baila na fluidez, escoando por escadas e passarelas
Liberto
levitando pelo tempo que lhe resta
E desconhece.
Fui de um tempo teu
Sou ainda de um tempo nosso
O tempo levou e trouxe
Os corpos levam e trazem
Mas tudo fica na mesma
Ainda que tantas vezes desfocado
O resultado é a fluidez da alma
Por mais que me esconda
O corpo traz-me as rugas
Caminhos de histórias sempre nossas
A fluidez é puta insaciável
Ninfomaníaca que constrói mais caminhos
E recomeços.
EM - DUETOS DORDIANOS - COLECTÂNEA - IN-FINITA
terça-feira, 5 de novembro de 2019
A embriaguez de uma saudade - ADRIANA MAYRINCK
Passo em descompasso
por ares distantes,
desfaço-me em melodias
tímidas e inaudíveis
de um lugar que ficou retido na memória
quase insana e que traz saudade.
O olhar desfocado em miragens,
a pele marcada pelas passagens
de dores e êxtases
relembra outras paragens
que ainda cheira a maresia e ventos quentes.
O corpo reage incansável,
com lentidão e firmeza
e grita em silêncio a sua insatisfação.
Notícias vindas de longe
de um cotidiano massacrado,
de um país humilhado
que resiste a inexistência
do que vai além.
Revolta-me o aprisionamento
a matança e a destruição
Mas líquido é o tempo
que baila na cor rubra
da essência que absorvo
em uma taça inexistente
dos sabores tropicais.
Embriago-me e retenho
o que está ao meu alcance.
Faço redemoinho com o ar e a terra
Espalho a palavra em ecos que bailam
e que liberta a esperança,
que espera.
EM - ECOS DO NORDESTE - COLECTÂNEA - IN-FINITA
sábado, 20 de julho de 2019
Invisibilidade - ADRIANA MAYRINCK
Invisibilidade
A luminosidade escaldante queima a retina
Não faço parte desse mundo incandescente
- Busco refrigério no vento
Aquele que leva para longe
- O pensamento
Busco um novo tempo
- De luz
Onde os caminhos são floridos e a melodia sentida
De perfumes suaves e sensações infindáveis
De abraço e sorriso
Onde o olhar se funde no outro
E os beijos embriagam a alma
Me sinto assim - em seus braços
Mas a vida consome as horas
E arrancam-me do abrigo
Jogo-me no asfalto e sigo pelo ar abafado
De olhares perdidos e mal-entendidos
A ilusão é a embriaguez de um tempo que não existe
Sigo arrastando correntes
O mar me seduz e me convida - hipnotiza
O que não faz sentido me proíbe
Estou aqui
No ar frio, entre quatro paredes e uma porta aberta
Que me aprisiona em grades invisíveis
É necessário esquecer a poesia
- Fincar os pés na materialidade da existência
Mas ainda posso sonhar
Fecho os olhos retornando ao lugar de instantes
Sedenta... caminho por labirintos
Encontro-me em sua boca
EM - LIVRO ABERTO 2019 - COLECTÂNEA - EDIÇÃO DE AUTOR
domingo, 23 de junho de 2019
Mergulho em ti - ADRIANA MAYRINCK
como jamais fui capaz de estar.
A profundidade de onde me encontro
ultrapassa a razão.
Não me reconheço em outros tempos,
nada está ou é, além desse momento
em que me deparo preenchida de tudo
e totalmente vazia de lembranças.
Mergulho em ti,
como jamais fui capaz de desejar.
O instante que se faz em nós
fusão e complemento
sedenta, liberta e preenchida
afasta ventos gelados.
Aqui o sol arde e faz morada
ofuscada por teu olhar.
Embriago-me no doce sabor de beijo
e permaneço no desejo incontido do eterno.
Mergulho em ti,
como jamais fui capaz de ficar.
Silêncio na contemplação
do sentimento que transborda
e engole palavras que se repetem
na ânsia de permanecer.
Debato-me na calma e na certeza
de contar a nossa história.
Distancio-me dos reflexos de outrora.
Mergulho em ti,
como jamais fui capaz de sonhar.
Entrego-me aos teus braços,
aquecida pelo calor do teu corpo
que me abriga e envolve todo o meu sentir.
Pulsante e extasiada, caminho
pelo lado de dentro ao encontro de nós.
Finco raízes no porto de chegada
e contemplo a imensidão do querer
que avassala e conforta.
Mergulho em ti,
como jamais fui capaz de amar.
E em sussurros deixo ecoar no vento... amanheceu!
EM - ALMA IN VERSOS - COLECTÂNEA - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
segunda-feira, 25 de março de 2019
In-contida - ADRIANA MAYRINCK
Os caminhos são percorridos por lava incandescente. Vermelho vivo.
Transborda pelos poros, sentidos.
O pulsar latente sufoca a alma que busca saídas. Labirintos.
A palavra está em carne viva, e já não há mais o grito.
São sussurros, contidos.
Joga-se no espelho do Outro, e sem reflexos recua.
Ela precisa ligar as palavras, fazer sentido.
Traduzir-se, mas como? Se só sabe ser mulher.
Ecos, desertos, silêncios, ventos. Isso se explica por si só.
Mas ele quer artigos, preposições, entendimentos.
Ela percorre caminhos, nas entrelinhas, decifrando enigmas.
Incompreensível.
Simples seria uma rima, quando o lê compreende.
Mas assim tao exposto, a céu aberto, parece pássaro em voo,
Inalcançável.
O olhar se perde no horizonte, nos entendimentos, nas percepções.
Respira profundamente e se joga na maresia.
Ela tem a alma exposta, aberta e arde.
EM - À SOMBRA DO SILÊNCIO/À L'OMBRE DU SILENCE - ANTOLOGIA BILINGUE - MOSAICO DAS PALAVRAS
domingo, 2 de dezembro de 2018
Outros ventos - ADRIANA MAYRINCK
EM - ECOS DO NORDESTE - ANTOLOGIA - IN-FINITA
sábado, 1 de dezembro de 2018
Ar-Recife - ADRIANA MAYRINCK
EM - ECOS DO NORDESTE - ANTOLOGIA - IN-FINITA
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Sede - ADRIANA MAYRINCK
O corpo permanece adormecido,
no ópio de um sonho bom.
As palavras borbulham,
querem derramar em corredeiras.
Retenho-as.
Por entre sorrisos que findaram,
nas sombras da noite
e no vácuo do sono,
que solitariamente dissolve instantes,
desfaço-me.
Amanheço empurrada para a vida,
entontecida,
por um desejo que me consumiu.
E como tudo o que é farto e não sacia,
tropeço nos raios de sol,
ofuscada pelos ecos que ficaram.
EM - A VIDA EM POESIA 3 - ANTOLOGIA - HELVETIA EDIÇÕES
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Re-canto - ADRIANA MAYRINCK
É mais do que um desejo a realizar
Não é fugaz
Não é só um momento
Não é só paixão
É o calor que aquece as horas
É a sintonia que completa, espaços
É o olhar que se aprofunda e encontra reflexos
É a luz que guia e clareia os instantes
É a melodia no canto dos pássaros
É a profundeza e calmaria dos oceanos
É o despertar do tempo que chegou
É o querer em brasas que renasce, em chamas
É o dia contado em eternidades
É a alma que pousou
É a palavra amor, com significados
É unicidade e completude
É o jardim que atrai borboletas
Espalha perfumes e chamamentos
É o meu corpo, o teu recanto, que abriga, acolhe, aconchega
E te faz voar
EM - LIVRO ABERTO - ANTOLOGIA - EDIÇÃO DE AUTOR
quinta-feira, 22 de março de 2018
Hoje o céu resolveu seduzir a terra - ADRIANA MAYRINCK
A lua derreteu-se em luz e espalhou-se.
E a sua ausência.
segunda-feira, 12 de março de 2018
Re-canto - ADRIANA MAYRINCK
É mais do que um desejo a realizar
Não é fugaz
Não é só um momento
Não é só paixão
É o calor que aquece as horas
É a sintonia que completa, espaços
É o olhar que se aprofunda e encontra reflexos
É a luz que guia e clareia os instantes
É a melodia, no canto dos pássaros
É a profundeza e calmaria dos oceanos
É o despertar do tempo que chegou
É o querer em brasas que renasce, em chamas
É o dia contado em eternidades,
É a alma que pousou
É a palavra amor, com significados
É unicidade e completude
É o jardim, que atrai borboletas
Espalha perfumes e chamamentos
que abriga, acolhe, aconchega
EM - IN-FINITA - ADRIANA MAYRINCK - DOWSLLEY EDITORA
sexta-feira, 2 de março de 2018
Corredeiras - ADRIANA MAYRINCK
Sentidos e palavras desaguam.
Rios de momentos findos escorrem para não voltar.
Lavada a alma,
Ela busca intensidade.
No olhar, nas mãos deslizantes,
no gesto que envolve,
no calor que entorpece.
Nada é.
E não está.
Vazios nas águas que deslizam sem rimas, nem versos.
Letras pingam invadindo a noite e rasgando o dia ...
Em esperas e esquecimentos.
Quimeras.
EM - IN-FINITA - ADRIANA MAYRINCK - DOWSLLEY EDITORA
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
A-mar - ADRIANA MAYRINCK
A pele queima no asfalto efervescente.
Raios solares ofuscam e sigo cega
acompanhada pela minha inquietação.
Um sentir em ebulição é retido pelos poros.
Implosão.
Sufoco desejos em teu nome.
Espero.
E será vasta essa necessidade de amar.
Tão longínquo e tão certo.
Revisto-me de tua presença - por dentro.
E tropeço em meus próprios passos,
nesse caminho tortuoso de te encontrar.
Consome-se o tempo e todas as vontades
de ser- estar- permanecer.
Permaneço ancorada em teu coração.
Ilusão.
Dias de calmaria e reflexos.
Noites de tormentas e temporais.
E seguindo pelas horas desconheço-me.
Mas sou.
E tudo arde num sopro gélido
que vem de longe.
Palavras fixam horizontes entre o que se é
e o que oculta-se.
Redemoinhos.
Vejo aridez, sinto devastação.
Mas a floresta é de um verde escuro quase negro
e esconde segredos
do outro lado que não posso chegar.
Igual ao teu olhar.
Mas há o mar...
e nele jogo-me entre rochas
e ondas violentas -absoluta.
Entrego-me a esse inebriante momento
em que deixo-me evaporar.
Liberto-me das sombras que vagam
e que empurram-te para desvios e atalhos.
Estou aqui.
Seguro tua mão, entre pedras, sol e estrelas.
EM - IN-FINITA - ADRIANA MAYRINCK - DOWSLLEY EDITORA















