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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Quando o coração trava - JOÃO PAULO BEZERRA SARAIVA

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Temos a ideia de pensar,
Que o coração não vai travar,
Ora, simplesmente um dia,
Ele faz essa covardia,

Mas não o julgue assim,
Não é por maldade,
Fazendo isso te ajuda sim,
Veja isso com bondade,

Para não governar sozinho,
Ele trava um pouquinho,
Talvez até te obriga,
A evoluir, que tu consiga,

Então é assim, ele trava pra curar,
Impedindo algum .EXE executar,
Uma atitude suspeita,
De uma ardilosa “empreita’’

Protegendo o sistema por completo,
Cada função, ou arquivo secreto,
Deixando o arquivo “que a paz permaneça’’,
E todas as funções restabeleça...

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Atrevendo a escrever - JOÃO PAULO BEZERRA SARAIVA

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Eu me atrevo na poesia,
Tal qual um compositor,
Que com letra e melodia,
Usando palavras, falam da dor,

Uma música o que seria?
União de letras, sua autoria,
Não tocando um só,
Que nem as letras, de si a dó,

Mas não sou poeta,
Apenas uma pessoa que busca,
Sem parecer esperta,
Unir uma palavra que não ofusca,

Ofuscar uma dor ou alegria,
Dessas banais, de todo dia,
Que passam despercebidas,
Ficando em nós escondidas,

Toleras então o que puder,
Sem que ao menos te sejas valido,
Todo aprendizado oferecido,
Para usar quando quiser.

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domingo, 12 de janeiro de 2020

Amantes? - JOÃO PAULO BEZERRA SARAIVA

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Estranho você diz,
De um jeito estranho? Sim!
Mas do meu jeito eu te quis,
Desculpe se pensou assim,
Mas tentei, de todas as formas,
Fugindo e quebrando normas,
Ser só teu, e você só minha,
Infelizmente não estavas sozinha,
Tinham dois, um de antes,
O outro veio depois,
Aos poucos viramos amantes,
Nada errado, ora pois,
Feito fogo em palha,
Que logo vem, e rápido espalha,
Foi o sentimento que existiu,
Tudo real, ninguém fingiu,
Começou palha, terminou lenha verde,
É beber água, sem ter sede,
Fogo quente, em cama fria,
Por dentro arde, por fora esfria.

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sábado, 11 de janeiro de 2020

Fisicamente e quimicamente - JOÃO PAULO BEZERRA SARAIVA

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Um dia aconteceu de repente,
O destino “ajuntou’’, nada em vão,
Fisicamente e quimicamente,
Dissolução perfeita, sem corpo de chão,

Assim fomos nós unidos,
Encontros secretos, furtivos,
Tu e eu, sempre escondidos,
Parecíamos mais fugitivos,

Fugindo de algo tão pertinente,
Algo de pele, quimicamente,
Nos juntando, medo tinha não,
Física perfeita, ação e reação,

Cada ação minha, uma tremedeira,
Ora, deixa de coisa, e um riso acanhado,
Acanhamento de boquinha sorrateira,
Eu e tu, um sonho tão desejado,

Química perfeita, a melhor do mundo,
Dissolve tudo, tudinho,
Não deixa sequer corpo de fundo,
E você sempre dizendo, engraçadinho.

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