Este blogue pretende ser uma montra de poemas e poetas de língua portuguesa.
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domingo, 16 de junho de 2019

Saudade - MANUELA DINIZ

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Mais um dia sem te ver
e a saudade a apertar!

Por vezes,
pareço sufocar,
sinto dificuldade em respirar!

Preciso tanto te abraçar,
sentir o aconchego do teu olhar!

Quero sentir a tua mão
que faz corar o meu rosto
e acelera o meu coração.

Só me resta esperar
pelo dia de amanhã...

Hoje, já nada posso fazer,
mas amanhã...
amanhã não quero passar
sem te ver!

EM - ESSÊNCIA DE MIM - MANUELA DINIZ - IN-FINITA

Amigos - HORÁCIO ALMEIDA

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Aos verdadeiros amigos
Dedico a maior atenção
Sublime alma e coração
Difundida com talento
Seriedade e simpatia
Magia encantamento
Emoção e fantasia
Sou amistoso e racional
Ninguém quero prejudicar
Afectos são imparciais
Forma sublime de amar
Maldizentes por opção
Maléfica interpretação
Só vêm o que querem ver
Distorcem minha opinião
Sou amigo de quem é amigo
Sem qualquer tipo de pudor
Entrego-me de alma e coração
Com carinho ternura e amor.

EM - TEMPO E SAUDADE - HORÁCIO ALMEIDA - IN-FINITA

Poesia - MARLUCE PERSIL

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Queria ser uma de suas poesias
para que me lapidasse
e me lesse todos os dias.
pra ouvir sua boca pronunciar-me
num vaidoso tom de sedução
para que sejas meu
e eu sua perfeição.
Queria ser uma de suas poesias
pra nascer todos os dias de sentimentos teus...
em versos cantados
por ti ser cantada
e por dentre linhas e linhas
por teus olhos ser admirada
e em sua consciência ser guardada
para que decorasse cada parte minha
para conhecê-lo na alegria
e o consolar quando ninguém puder tal fazer.
Pois se é de uma amassada folha de rascunho que se nasce
um poeta
Estou aqui!
Para que em mim possas nascer.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - ANTOLOGIA - IN-FINITA

Culpa - CAROLINA MANGANA MONTEIRO

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Aqueles nervos desagradáveis,
Sinal de proibição autoinfligida,
Atacam todos os mais vulneráveis,
Com braços de amizade fingida.
Eis que então o sentimento de culpa
Por crime que não se cometeu,
É para todos como águia
Nas entranhas de Prometeu.
Assim, e por tudo o que é pecado e a Deus insulta,
Afoguemo-nos na mão da própria culpa.

EM - HÁ QUEM NÃO ESCREVA POESIA - CAROLINA MANGANA MONTEIRO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

sábado, 15 de junho de 2019

Poema sem palavras - ISABEL BASTOS NUNES

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Há gestos, olhares e lábios entreabertos
Todos cheios de espanto
Quando entrei para declamar
Um poema estranho
Escrito em papel branco
Com letras de inventar.

Era um poema da minha memória
Um cavalo branco no prado a saltar
Um campo cheirando a jasmim
Rosas num jardim desfolhando
Montes atravessados por rios
Que ao mar iam desaguar.

E tudo isso eu lia
Num poema por inventar
Porque num simples papel branco
Onde letras não havia
O poeta podia livremente sonhar.

EM - ENTRE OS POEMAS... AS PALAVRAS - ISABEL BASTOS NUNES - IN-FINITA

Abraço mulher - MARLI DIAS RIBEIRO

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Quando meu olhar entristecer, me abrace,
abrace-me
Quando meus olhos secarem as lágrimas,
vem com força,
me abrace
Quando meu sorriso perder a gargalhada,
me abrace
Me abrace com sentido de liberdade
Me abrace com cuidado maternal
Me circule com braços e corpo de energia própria
de quem se doa
Abraço quente que flui
Abraço complexo e único, simplesmente seu
Abraço que atravessa e transcende a alma
Abraço de gente inteira
Abraço fêmea.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - ANTOLOGIA - IN-FINITA

Indigente - MANUEL MACHADO

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Mãos esqueléticas, ásperas, medonhas
Com artrites, artroses, deformadas
Vezes sem conta sachos, picaretas
Em caixotes ou lixeiras nauseabundas.

Dedos ávidos, agílimos, sedentos
Às teclas do piano que desejo,
Ao tempo menina protegida, abençoada.

Cãs desgrenhadas soltas à brisa
Atravessadas pelos dedos em riste
Quando trôpega, cansada, espezinhada
Olho-me frente à montra da moda
Cetins, sedas, organdis esquecidos
Agora vestes largas, escuras, enodoadas
Úteis ora a estios ora a invernias.

Boca cavernosa por edentulismo,
Lábios escondidos antes apetecíveis,
Carnudos, desejados, beijocados,
Amorosos, amados, namorados,
Sem forças ao balbuciar da vida.

Tudo e toda transfigurada,
Indigente à sociedade moribunda.

Princípios, valores aferrolhados
Entre costelas do peito ferido,
Guardados no cofre pensante,
Sonhos passados, presentes,
Teimosamente não esquecidos.

EM - DAR VOZ A... - MANUEL MACHADO - IN-FINITA

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Aos meus amigos direi - ALICE VIEIRA

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aos meus amigos distantes
direi que a noite tinha cactos e espinhos
e horas sem regresso

aos meus amigos perfeitos
direi que o cansaço e a loucura
povoavam docemente de medo a minha face

aos meus amigos saudosos
direi que era preciso um longo amor
para esperar ainda

aos meus amigos verdadeiros
direi o resto

EM - DE ESTARMOS VIVOS - ALICE VASSALO PEREIRA (ALICE VIEIRA) - IN-FINITA

E se eu desaparecer - ANA P DE MADUREIRA

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e se eu desaparecer
para onde as coisas não são coisas
e os nomes se passeiam de mãos dadas

e se nas insónias das palavras
acordado
o poeta se escrevesse indizível

espaço em vácuo
canteiro azul
e a carícia do hálito
no entre lábios
por onde o poema se esconde
e diz

e o mar é céu
e o cieiro nuvens

EM - NOS DEDOS AS PALAVRAS - ANA P DE MADUREIRA - IN-FINITA

Poesia - MARIZE LISBÔA

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Tem dias que acordo assim:
Com um lápis e umas papeletas,
Emoções fervilhando em mim.

E o que faço se não as entrelaço
Imediatamente?
Conflitos e ânsias gritam em mim.

Vomito então,
Entre letras e papéis.
Grito então,
Entre linhas e cordéis.

Poesia é assim:
Chega, invade,
Grita, transforma.
E se não colocada para fora:
Chora!

Chora como criança,
É manhosa.
Não pede licença,
E se não a atender:
Vai se embora!

Poesia muda meus dias,
Dar luz a noite, ao dia, a vida.
Abraça-me num abraço que,
Sutilmente me envolve.

Salda-me alegremente,
Conforta-me,
Apaixona-me.

Levando todas as minhas ânsias:
Embora!

Fica na porta a minha espera,
Às vezes me acorda.
Criança mimada é esta,
E se não a recebo:
Vai-se embora!

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - ANTOLOGIA - IN-FINITA

Calçadas - GABRIEL PENICHE


LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA

As calçadas são subidas
Que nos custam a subir
Subidas também descidas
Na vida para cumprir

O tempo feito calçada
A vida feita caminho
Subida desordenada
Toda feita em desalinho

Ter cuidado ao caminhar
Na vida com retidão
Ser exemplo, ensinar,
Os outros com prontidão

Por isso caminhar certo
A descer ou a subir
É neste mundo de certo
Bom modo de persistir

EM - III CONCURSO LITERÁRIO - ANTOLOGIA - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Sorte - ANITA SANTANA

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA EDITORA

Encontro se faz do acaso
Do gesto de um olhar...
Da limpidez de um sorriso
Brota o inimaginável.

Não importa como aparece.
Às vezes intenso, como
Na singeleza da flor,
Às vezes morno, no calor
Do sol matinando a manhã.

São clarões de amor
Que pulsam, restituindo vida.
São relampejos de desejos
Em corpos que se entrelaçam,
Que se abraçam, se completam.

EM - ALMA IN VERSOS - COLECTÂNEA - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

Poeta - ALEXANDRE CARVALHO

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"Ser poeta é ser mais alto"
fazendo versos mostra poesia
tomando emoções de assalto
ou sentimentos sem cortesia

a poesia é lírica sem harpa
com arte criativa na linguagem
comédia ou drama como farpa
apanhando o amor na viagem

poeta que sonha aguerrido
versos rimam ou não concordam
o vento é o aliado do destemido

musa ou poetisa sou órfão sem ti
que mil letras no aparo expludam
para escrever o poema que antevi.

EM - ESTIRADOR COM ESCRITOS - ALEXANDRE CARVALHO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA

Depois da chuva - MARIETE LISBOA GUERRA

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Duas almas solitárias
ecoam no frio das ribeiras.
Depois da chuva,
sentimos a solidão, juntos.
Chegam novos dias,
o tempo e outra porta,
os se, os ex ainda me doem,
carregas contigo a minha lua,
a que namorava a tua flor.
Desde então, proíbo-me
de dizer palavras sem conseguir.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - ANTOLOGIA - IN-FINITA

A galope - SÃO SILVEIRINHA

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA AUTORA
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Ó tempo, breve miragem...

Que cavalgas pelo sulco
cravado no rosto dos dias!
(À tua passagem, vão-se escondendo
com medo de envelhecerem...)

Ó tempo, breve miragem...

Que nos arrastas, desumano,
em teu galope desenfreado!

Como teus perpétuos cativos,
entorpecidos, caímos em vertiginosa espiral...

- És pesada névoa que encerra o palco...
Barreira intransponível!

EM - OUTRAS LIBERDADES - SÃO SILVEIRINHA - EDIÇÃO DE AUTOR

quarta-feira, 12 de junho de 2019

De vez em quando minha alma adoece - SHIRLEY PINHEIRO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO PELA AUTORA

De vez em quando minha alma adoece.
E o meu corpo então padece.
Mas é só por um breve instante.
Logo em seguida eles se afinam
Pois estão conjugados num mesmo destino!

EM - MERCÚRIA - SHIRLEY PINHEIRO - CATALINA EDIÇÕES

Exemplos - JOÃO BARNABE

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De certo que serve de muito
O exemplo a seguir
Que pode trazer problemas emocionais
Ou dificuldades que são atrozes
À humanidade a um ser de confianças públicas

Sente-se com a falta de regalia humana
Ao ser uma escrava da terra deserta
Enfrenta sozinha todo um desapego
Todo um confronto de crentes físicas
E setas repentinas
Acorda suspirando no desespero
E espera que o vento a leve
Para outros mundos
Onde o vento não exista para lhe cansar
As faltas de conversas

Onde está o braço esticado
Onde está o pedido de ajuda aceite
Não está, foi lhe negado
Talvez um dia aceite
Todo o amor que lhe possam dar
De um adjunto final
Sem mal nem nada de péssimo.

EM - A VERDADE DE UMA MENTE DORMENTE - JOÃO BARNABE - IN-FINITA

Até sempre, mãe! MARIA PAULA PAREDES QUINTÃO

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Naquele dia, tudo foi triste, tudo foi dor,
tudo foi perda e saudade.
Há dias assim, que ficam para sempre cravados na nossa
memória pelo que deixam daquilo que nos levam...
Naquela manhã cinzenta e chorosa de novembro
eu soube que era chegada a hora.
Como é dolorosa a despedida de quem amamos!
A vida não nos prepara para este adeus!
A minha mãe era a pedra angular.
Não imaginava que em algum momento me faltasse.
Mas sabia que não a podia acompanhar nesta viagem.
E, no instante que a senti prestes a desancorar, acariciei-lhe
o cabelo, o rosto e dei-lhe tantos beijos quantos o timoneiro
me permitiu.
A sua respiração sossegou, avisando-me que a hora estava breve...
Agarrei-a com força, crente que enquanto a segurasse
e beijasse não partiria.
Mas partiu!
Partiu com um sorriso no rosto.
Como é dilacerante a dor do último suspiro...
Percebi que jamais veria o seu rosto ou ouviria a sua voz...!
Quis pensar na curva da estrada de que tantos falam,
Convencer-me que se a alcançasse a veria de novo,
uma última vez...
Mas, naquele instante, só a perda é real, a angústia e a
desesperança de uma saudade que nunca acaba, de uma
recordação que de imediato se torna presente.
Dei um último beijo naquele corpo já sem vida e sussurrei-lhe baixinho:
“ – Boa viagem mãe! Sê feliz para onde quer que vás! Até sempre!”

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (POESIA) - ANTOLOGIA - IN-FINITA

Bordados de poesia - CRISTINA MOITA

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Vejo arte em tanta parte,
Pouca bordada à mão,
A arte é para quem reparte
O que ama num serão.

Bordo aqui à amizade
Que nasce com a poesia,
Aquela que deixa saudade
E nos tira da melancolia.

Eu bordo junto com o povo
E brindo a quem me quer bem,
É neste meu mundo que sorvo
Tudo o que a poesia contém.

EM - ESTRELAS DE AFETO - CRISTINA MOITA - IN-FINITA

terça-feira, 11 de junho de 2019

O lado mais lindo da vida - MANUELA DINIZ

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Quero ser contagiada pelo lado lindo da vida...
Há tanta coisa para ser vivida!

Se procuramos na inspiração,
se abrimos o coração,
temos tanta beleza ao toque,
ao alcance da nossa mão!

Quero apurar os sentidos,
Pegar um pincel
desenhar um paraíso!
Deixar-me tocar,
pela melodia
da passarada a cantar...

A cor do sol
quando a lua
se vai deitar...
O cheiro da Primavera
no ar...

Sim...
É este o lado da vida
que vale a pena guardar,
estas são as coisas
que não preciso ter dinheiro para comprar...
Estão ao toque da minha mão...

Só tenho que usar os sentidos
e abrir o coração...

EM - ESSÊNCIA DE MIM - MANUELA DINIZ - IN-FINITA