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sábado, 21 de março de 2026

M.A.R. dentro de mim… - Manuel A. Rodrigues

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Na praia, deslumbrei-me a ver as ondas rebentar,
O deslumbrar, levou-me a meditar,
Senti uma magia, vinda dentro do mar,
O sorriso de uma criança, a escrita me fez inspirar.

Tenho dentro de mim o M.A.R.!
Onde não existe água,
Nem barco para navegar,
Apenas navega em mim, o sorriso e a mágoa.

Sou o M.A.R.! de carne e osso!
Navegar dentro de mim, só eu posso!
Não tenho barco, nem caravela,
Pinto o meu navegar, numa imaginária tela.

Sendo eu o M.A.R.!
Dentro de mim, há ondas a se revoltar,
Meu pensamento vive sentado nelas,
Pelo sopro, viajo, fustigado para idílicas terras.

O meu M.A.R.! é de todos diferente!
É imaginária criação minha!
As águas, são a minha mente!
A criação de Deus, em mim, o M.A.R, domina…

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS X - COLETÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Deixei fugir a liberdade (empatia com recluso) - Manuel A. Rodrigues

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Por crer nos vícios da sociedade,
Fechei os ouvidos à verdade,
Perdi a minha liberdade,
Das regras, adulterei os papeis,
Rasguei todas as leis,
Esqueci da vida os pergaminhos,
Caminhei em errados caminhos,
Quis viver em intensidade,
Fruto da adrenalina da idade,
A vida não era só minha,
Dependência dos “amigos“ em companhia,
Não me soube libertar,
Ignorando o meu afundar,
Quis prevalecer a minha ideia,
De viver a vida à minha maneira,
Em cada vivência, um somar de uma asneira,
Nunca pensando, em expiar as culpas na cadeia,
É certo que errei…!
Dos bons comportamentos me desviei,
Da reclusão, não importa os dias ou anos,
Dos meus erros, consciente estou,
À sociedade vou reparar os danos,
Em liberdade, um novo homem, ser eu vou.

EM - LIBERDADE - COLETÂNEA - IN-FINITA

sábado, 20 de janeiro de 2024

Semáforo da Vida... - Manuel A. Rodrigues

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Parei no semáforo, sem saber o que fazer,
Fiquei à espera do verde acender,
Acendam a luz,
Mostrem-me o caminho,
Não quero viajar sozinho,
Quero ver onde a estrada me conduz,
Olhando o caminho,
Sem querer olhar para trás,
Sinto um vazio, sinto-me sozinho,
De prosseguir, será que sou capaz?
De caminhar, não queria ter receio,
Não queria deixar a caminhada a meio,
Vejo uma luz intermitente,
Que não me mostra sinal de passagem,
Pede-me para ser prudente,
Em cada passo da minha viagem,
Olho o caminho descrente,
Prevendo uma longa caminhada,
Em cada momento vivido,
Pretendo um espelhar reflectido,
Em cada caminhada, uma etapa da vida alcançada…

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VIII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Pensar as palavras - Manuel A. Rodrigues

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Meu Deus! Não me permitas
As palavras em mente escrevê-las
Ficam melhor pensá-las, e não serem ditas
Mais vale guardá-las, que lê-las

Nem tudo que se quer dizer são coisas belas
Algumas são palavras malditas
Outras teriam o brilho das estrelas
De belezas infinitas

Traduzem o significado de uma vida
De alguns momentos de glória
É mostrar uma alma comovida
De momentos que ficam na memória

As palavras têm o seu significado
Mas nem sempre lho dão
Imortalizam um passado
Mas muitas vezes, pronunciadas em vão

Palavras, puras e doces, também as há
Outras que ferem a pessoa
Tudo depende da intenção se é boa ou má
Mas muitas são palavras à toa

São também palavras que exprimem os pensamentos
Que relatam a vida como aventura
São o expressar de sentimentos
Descritos com alguma ternura…

EM - PALAVRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA - COLECTÂNEA GERÁBRIGA - IN-FINITA

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

INVERNO DA VIDA - Manuel A. Rodrigues + João Dordio

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Etapa vivida,
Cansada de dor sentida,
Céu nublado e cinzento,
A marcar o tempo,
Estrada esburacada,
Com pedras na caminhada,
Olhos pesados,
Sorrisos negados,
Frio gelado,
Carinho que não é notado,
Os dias tornaram-se pequenos,
Para a vontade de viver
Luta de enredos,
Ânsia de a vida aquecer,
Etapa sofrida
Herança cruel benzida
Meteorologia em depressão
Chuva, frio, furacão,
Caminhos sem qualidade
Poucas estradas em quantidade
A alegria já terminou
A paixão também acabou
O Inverno da vida é tudo o que já não é meu,
O Inverno da vida é tudo o que já (me) morreu!

EM - DUELOS POÈTICOS - COLECTÂNEA JOÃO DORDIO - IN-FINITA

domingo, 13 de agosto de 2023

Pintas-me um coração? - MANUEL A. RODRIGUES

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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À beira-mar fui passear,
Ao longe um barco a navegar,
Alguém com um lenço a acenar,
Com movimentos para no mar, eu entrar.

As velas do barco ondulavam com o vento,
O barco navegava, e eu, com o acenar no pensamento,
Passou-me o imaginário na ideia,
Que alucinava ver o rosto de uma sereia.

Junto a mim, uma criança apareceu,
Com uma concha na mão,
Um pedido seu me deu,
- Senhor! Pintas-me na concha um coração?

Como eu podia dizer que não!
A inocente pretensão!
Na concha peguei,
Com a caneta, um coração desenhei.

Criança, ou Sereia?
Foi, apenas ma maneira,
De me fazer despertar,
Para as ondas do MAR observar…

EM - AMANTES DA POESIA E DAS ARTES - COLETÂNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Varina - MANUEL A. RODRIGUES

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Fui às compras à praça,
Do que observei, achei graça,
Do que vi,
Nostalgia senti,
Passou por mim gente,
Com o corpo humildemente impertinente,
Senti na calçada um soar,
Eram as socas, o passo marcar,
Rodilha à cabeça,
Segurando a cesta,
Com as mãos à cintura,
Mostrando firmeza de uma vida dura,
Apregoava a sardinha,
Que estava linda e fresquinha,
Era sardinha da boa,
Ela não apregoava peixe à toa,
Com ar de traquina,
Linda de ar sorridente,
Era uma alegre Varina,
Mostrando-se bem-disposta a toda a gente…

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Tempo que me foges… - MANUEL A. RODRIGUES

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Quanto queria saber parar o tempo,
Aquele tempo que me foge,
Que me cria este lamento,
Mas ninguém me escuta, ninguém me acode.
Tempo que foges de mim,
Não me deixas as ideias terem fim,
O tempo que ontem me sobrou,
Hoje tanto… tanto… que me faltou.
Ah…!!! Se eu soubesse parar o tempo,
Tantos projectos a que daria provimento,
Tempo, porque não páras?
Tens sempre pressa em correr,
Pára!!! Descansa!!! Deixa o tempo de ti em mim acontecer.
Esse teu tempo… tão fugidio,
Como um animal selvagem e vadio.
Quanto queria recuperar o tempo perdido,
O que não construí... o que queria ter construído.
Perdido no tempo, de querer fazer tudo num momento,
Momento, em que não fiz tudo o que quis,
Não me deixou ser feliz.
Oh…!!! Tempo malvado!
Porque não descansas e ficas em mim sossegado?
De tanto caminhares não te sentes cansado?
Tempo andas sempre diligente,
Não sabes andar para trás, só conheces o andar para a frente,
Oh!!! Tempo perdido… sempre avançado… sempre vencido…

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VII - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Sorriso inocente... Manuel A. Rodrigues

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No meio do horror
Observo um sorriso inocente
Alegria com cor
Alheia a bárbara gente.
Desconhece a palavra guerra
Brincar ainda impera.
As bombas a rebentar
O assobio das armas a disparar
Fizeram a criança sua terra deixar.
A falta do seu pai chora
Que seja um herói implora
Não tem idade para compreender
O horror que está a acontecer.
Nos braços de um desconhecido
Sente o seu sorriso ser protegido
As mãos estão abertas para a recolher
A liberdade e seus sonhos devolver.
Conhece um novo rosto Amigo
Que dá sua entrega, sem esperar ser devolvido
Recebe da criança a pureza de um lindo sorriso.
Os sorrisos de criança não têm valor
Têm o tesouro do brilho nos olhos e a transparência do amor...

 EM - TOCA A ESCREVER 2022 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Olhos que não vejo... - Manuel A. Rodrigues

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Olhos que não vejo
Coração que não sinto
Lágrimas que lacrimejo
Saudades que escrevo e pinto.

Braços que não me apertam
Mãos que não se unem
Dores que em mim despertam
Pensamentos que me iludem.

Boca que não fala
Regaço que não me dá colo
Tua voz em mim não se cala
Tua imagem fica-me em consolo.

Cabelos que não afago
Carinhos que não consinto
Momentos da memória não apago
Viajaste... mas tua presença pressinto... Mãe.

 EM - TOCA A ESCREVER 2022 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Guerra sem vitória - Manuel A. Rodrigues

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Não haverá glória
No clamar desta guerra vitória
Quando matam inocentes sem misericórdia
Atrocidades sem memória
Mancham de sangue os anais para a história
Esta guerra, pela barbárie impera
Contra um povo que a paz sempre quisera.
Uma guerra, sem razão
Não é uma questão de pão
É uma guerra imperialista
Com sede de conquista.
Uma guerra, que ninguém acreditara
Tamanha crueldade, nunca se pensara.
Surgem acordos de paz
Que andam para a frente para trás
Empatam como o burro do João Braz
Alcançar a paz, não se é capaz
Continua uma destruição mordaz.
Aos deuses da guerra, resta apelar
Seja ele: Ares, Marte, Hórus ou Odin
Juntem-se todos a conversar
Coloquem nesta guerra um fim...

 EM - TOCA A ESCREVER 2022 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

domingo, 4 de setembro de 2022

De que foges tu criança? - MANUEL A. RODRIGUES

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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De que foges tu criança?
Vês uma guerra que tua inocência não alcança,
Foges no colo da tua Mãe,
É uma vítima como tu também.
Criança, que ainda agora nasceste,
Ainda não cresceste,
A diferença do mal e do bem, ainda não soubeste,
Mas, o horror da guerra já o conheceste.
O teu choro sentido,
Pelos atrozes não é ouvido,
Os senhores da guerra não querem de ti saber,
És mais um número a esquecer.
Foges sem ter destino para ficar,
Amarguras o teu chegar,
Quiseras tu brincar,
Nos sonhos viajar.
Roubaram-te os sonhos,
Marcam-te momentos hediondos.
Longe à tua espera, uma solidariedade,
De um tamanho global,
Dão-te uma nova realidade,
Para que nenhum louco te faça mal.
Que cada lágrima por ti derramada,
Seja uma bomba silenciada,
Uma pomba branca por ti lançada,
Seja uma bandeira de paz alcançada…

EM - TOCA A ESCREVER 2022 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

domingo, 14 de agosto de 2022

Chora o céu, sangra a terra… - MANUEL A. RODRIGUES

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O Céu chora…!
A terra grita…!
Aos homens implora,
De sufocada e aflita.
A terra está doente,
Ninguém quer acreditar,
Neste grave mal-estar,
Mas ela não mente,
Consome a dor interiormente,
Sente a morte iminente.
Grita de dor…!
Pelo excesso do calor,
Grita pelos trovões…!
Alertando suas preocupações,
Esventrada, sangra nas erupções,
Ignorada nas lamentações.
Com o corpo a ferver,
A lava já não consegue conter,
Os glaciares de tanto sofrer,
Lágrimas começam a verter.
Este quente e frio,
É um alerta, é um desafio,
Levando o homem a pensar,
Sua ambição, terá que parar,
Continuando, não restará nada para contar…

EM - TOCA A ESCREVER 2022 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 23 de março de 2022

Noite Escura - MANUEL A RODRIGUES

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Na noite escura,
Vagueando pela rua,
Sozinho caminhava,
O vento batia, e o frio gelava.
Passava gente,
Agasalhada e quente,
Conta de gente eu não dava,
Para comigo falava,
Mas o que me deu,
Para andar na rua em dia de breu?
Queria uma luz ver,
Encontrar uma lareia e aquecer.
Luz não via,
Caminhava, e mais frio sentia.
Podia ser luz de vela,
Ou uma antiga candeia,
Podia ser luz intensa, ou apenas uma piscadela,
Qualquer luz servia, para pisar o chão que me rodeia.
Ao longe, observei um candeeiro,
Que a rua inteira iluminava,
Vou pedir-lhe que seja meu companheiro,
Na vida me conceda brilho, e luz na minha caminhada…

EM - ECOS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Árvore dos Meus Corações - MANUEL A. RODRIGUES

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Plantei uma árvore,
Colhi corações,
Alegria em mim não cabe,
Do sentir tantas emoções,

Um coração em cada ramo,
No pescoço serve de pendente,
O amor de cada pessoa que amo,
Consideração de amada gente,

Os corações são de pedra,
Mas não de pedra fria,
O amor em mim não se encerra,
De calor humano aquece e irradia,

O brilho é do verniz,
A pintura é aleatória,
O desenho não fui eu que fiz,
Saiu do coração, inspiração da memória,

A árvore, não têm raízes,
Não é preciso regar,
Guarda momentos felizes,
Cresce, com as emoções do coração a palpitar…

EM - ECOS PORTUGAL - COLECTÂNEA - IN-FINITA 

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

À Espera de Uma Sereia… - MANUEL A. RODRIGUES

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Deitado na areia,
Com o corpo molhado,
À espera de uma sereia,
Receber um beijo salgado.

Sopra o vento,
Agitam-se as águas,
Deixo voar o meu pensamento,
Solto de mim as mágoas.

Sobem as marés,
A agitação vai e vem,
A onda refresca-me os pés,
Alivia-me a alma também.

A areia aquece,
O corpo deitado se aborrece,
A sereia desaparece,
O sonho esvanece…

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS VI - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sábado, 31 de julho de 2021

Tempo em mim... - MANUEL A. RODRIGUES

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Tempo, espera por mim,
Não tenhas pressa, de chegar ao fim,
Tempo, não sejas assim,
Tempo, dá-me o meu tempo,
Sem o tempo de ninguém roubar,
Fico com o tempo que tu me queiras dar,
Oh! Tempo, não sejas apressado,
Caminha devagar a meu lado,
Como não sei o tempo que ainda me dás,
Aproveito o que tenho, sem olhar para trás,
Quando de mim te cansares,
E a divida do tempo me cobrares,
Leva todo o meu tempo, sem de mim te preocupares...

EM - TOCA A ESCREVER 2021 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Louco um pouco... - MANUEL A. RODRIGUES

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Se me chamarem de louco,
Louco seja talvez,
De loucura tenho um pouco,
De quando em vez,

Podem de louco me chamar,
Porque alguma loucura aceito,
Não vou por isso louco ficar,
Mas ficar louco, isso é que eu não deixo,

Um pouco de loucura,
Tira dentro de nós alguma agrura,
Desde que não seja loucura pura,
Dura um pouco, mas não perdura,

Loucura, sendo consciente,
Faz com que a vida seja mais vivida,
Nos sintamos mais gente,
E cada momento seja uma vitoria conseguida,

Um pouco de loucura,
A ninguém faz mal,
Não é doença, nem necessita cura,
Nem precisa de ser tratada no hospital,

Loucura pode ser sensata,
E dá mais sentido ao viver,
Quando se tem a mais, também mata,
Não deixemos a loucura, dentro de nós crescer...

EM - TOCA A ESCREVER 2021 - COLECTÂNEA - IN-FINITA

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Fora da razão… - MANUEL A. RODRIGUES

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Tu, que vociferas palavras ao acaso,
Não tens consciência, da gravidade do caso,
São palavras tuas, de revolta e indignação,
Que se perdem, e não te dão qualquer razão.
O real inimigo, tu não conheces,
Revoltas-te com o próximo, nas tuas preces,
O inimigo, não queres conhecer,
Acreditas, que só nos outros, é esse o acontecer.
Se essa atitude, te dá satisfação,
Não arrecadas disso, qualquer razão,
Quem pensa, que só aos outros acontece,
“Num espirro, ou apertar de mão, falece”,
Há uma falta de respeito total,
É uma vergonha sem igual,
Nunca ninguém acreditou, na possibilidade de tal.
Dá-me vontade de “travar-me de razões” contigo ter,
Até com força te “bater”,
Obrigando-te ás regras do confinamento obedecer.
Ponderadamente, sei, que nada ia resolver.
De coração, e de joelhos, peço-te a ti, que disto não queres
saber,
- Não deixes os TEUS, por tua CULPA, DEIXAR de VIVER...

EM - PANDEMIA DE PALAVRAS - COLECTÂNEA - IN-FINITA

sábado, 17 de outubro de 2020

Caravela da vida... - MANUEL A. RODRIGUES

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Entrei numa caravela,
Sem saber como andar nela,
Esperei o soprar do vento,
Para içar uma vela,
E viajar para além do tempo.
No Céu, esvoaçava uma gaivota,
Como querer-me indicar a rota.
Neste meu navegar,
Dou comigo, nos pensamentos, a mergulhar.
Há uma ideia que me apoquenta
Como saber superar a dor,
Não sei qual é o cabo da minha tormenta,
Só sei que quero passar além do Bojador.
Tanta dor, que já lhe conheço o sabor,
Não querendo ser delas mais conhecedor.
Vou afiar a minha lança,
Mantendo na vitória minha esperança,
Na luta travada com o Adamastor,
Uma luta sem igual,
Luta contra quem não me fez nenhum mal,
Às Tágides, às Ninfas, e outras Musas..., eu peço ajuda,
Pedindo da minha dor, uma muda...

EM - CONEXÕES ATLÂNTICAS V - COLECTÂNEA - IN-FINITA